“Quando tudo é importante, a gente se esquece do que é essencial.”
Em março de 2024, decidi me afastar das redes sociais.
Foi um passo difícil – e, ainda assim, necessário.
Na época, minha rotina estava cheia. Cheia de entregas, reuniões, pautas estratégicas, decisões importantes, interações digitais. Mas, ao mesmo tempo, vazia de presença.
Eu ainda estava produzindo, respondendo, aparecendo.
Mas não estava mais inteira.
De longe, tudo parecia normal: presença ativa nas redes, visibilidade crescente, carreira em expansão.
Mas, por dentro, eu estava vivendo o que hoje reconheço como um colapso de energia iminente.
“Integridade não é só ética. É presença inteira.”
Percebi que eu estava tentando ser boa em tudo — e acabando não sendo suficiente em quase nada.
Minha filha, entrando na adolescência, pedia de mim uma atenção mais qualificada.
Minha equipe precisava de decisões claras, de liderança real.
Meu corpo pedia pausa.
E meu conteúdo... bem, meu conteúdo já não me representava mais.
Produzir nas redes havia virado uma obrigação.
Um “compromisso com o algoritmo”, mais do que com as pessoas.
Durante o tempo longe, muita coisa aconteceu — e muita coisa se organizou.
Mas nada disso teria sido possível sem três aprendizados que me acompanharam desde então:
Sim, você é capaz. Mas será que você precisa abraçar tudo?
Pior do que dizer “não” é viver as consequências de um “sim” dito sem vontade.
Dizer “não” é desconfortável.
Dizer “sim” para tudo é destrutivo.
Aprendi que algumas oportunidades não são perdidas — são apenas adiadas para quando fizerem sentido. E que negar algo hoje pode ser o que preserva sua energia para o que realmente importa amanhã.
Antes, eu me via como alguém organizada. Mas percebi que estava vivendo em modo reativo.
📌 Respondia mensagens enquanto jantava.
📌 Aceitava reuniões sem filtro.
📌 Fazia posts porque "era hora de manter a frequência".
Hoje, eu redesenhei minha rotina.
As manhãs de segunda são minhas. Não por luxo. Por estratégia.
Nelas, organizo minha semana, meus compromissos e, mais do que isso, meu centro.
Eu sou ambiciosa, sim.
Sou competitiva, gosto de entregar bem feito, gosto de desafios grandes.
Mas descobri que a ânsia de dominar tudo o tempo todo quase me fez esquecer do que realmente importa.
Quando me permiti não saber tudo, algo lindo aconteceu:
Me aproximei mais das pessoas.
Me conectei com os talentos do meu time.
Me tornei uma líder mais humana — e, portanto, mais forte.
🟡 “Quando tudo é prioridade, o essencial desaparece.”
🟡 “Estar presente sem estar inteira só parece entrega – mas não é.”
🟡 “Silêncio não é ausência. É reconstrução.”
🟡 “Curiosidade e vulnerabilidade são combustíveis de quem lidera com verdade.”
Voltar para as redes, para a newsletter, para os conteúdos — não foi um recomeço.
Foi um retorno. Com mais clareza, mais maturidade, mais intenção.
E quero que esse espaço aqui seja uma pausa lúcida no seu dia.
Um lugar onde você possa se reconhecer, se provocar, se repensar.
Porque, no fim, conciliar tudo nunca foi sobre ser impecável.
É sobre carregar o essencial com leveza e intenção.
Você sente que está sendo você mesma — ou apenas cumprindo entregas?
Sente que está presente — ou apenas ocupando espaços?
Sente que está inteira — ou apenas em modo automático?
Se esse texto te tocou de alguma forma, me conta.
Pode ser por comentário, e-mail, resposta. Eu leio tudo. Sempre.
Até breve,
Giseli.
Pode ser exatamente o que outra mulher precisa ler hoje.
📩 Compartilhe por mensagem, nas redes ou com sua equipe.
É um gesto pequeno, mas que me ajuda a entender que esse espaço continua fazendo sentido.
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