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um palpite a qualquer hora. · Jul 10, 2026

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duda travalin · um palpite a qualquer hora.

Pelo o que eu entendi lendo o título e o subtítulo de um artigo vagando por aí, trata-se de seis (6) coisas que já fiz esse ano. Não li o texto, foi mal. Não sei se o que estou escrevendo agora é cópia descarada só que com as coisas que eu já realizei, ou as anas não tem nada a ver com as bananas mesmo.

De qualquer forma, seis meses se passaram. Comecei a catalogar minhas mudanças (ano do cavalo, né) em janeiro e espero que não esqueça disso em meio aos trezentos rascunhos nada perto de serem finalizados.

Não sei se estou falando com amantes reais de sorvete, mas sinto que já posso me intitular dessa forma. A CEO dos sorvetes. A serva leal do gelatto. Sommelier de casquinhas.

recs: sorvetinho de cupuaçu do sesc, wallnuts e pinguina

Indico todos a se descobrir como pessoa através de sua sobremesa favorita neste ano de 2026.

Pô, se estou em São Paulo e não vou para uma exposição, não vejo um filme, não leio um livro, acho que o problema sou eu, certo? Dito isso, recomendação do meu saldo cultural do semestre.

  • vá a uma sessão noturna ao ar livre na cinemateca

  • escute concertos lindos na Sala São Paulo e na Estação Motiva

  • assista a algum espetáculo do lago dos cisnes

  • tokyo.

  • faça uma aula experimental de tai-chi (é muito caro, fica só no experimental mesmo)

  • ande pelo seu bairro!

  • sesc.

  • cante no karaokê do caixote

  • e prove aquela bebida com nome cult e ingredientes desconhecidos

Não tenho muito a acrescentar. Realmente passei dos limites.

As ideias sempre vêm e vão se desdobrando até que eu tenho vontade de colocar no papel, só pra descobrir que não tenho aquela superfície perfeita que pode comportar minha ideia brilhante-mirabolante-genial. Sou muito específica com os cadernos que acumulo, cada um deles tendo uma função e, no final, nenhum deles servindo para mais nada.

A frustração acompanha cada um desses cadernos. Desde minha letra, passando pelas palavras escritas e acabando de escanteio porque uma doida não sabe lidar com papel. Enfim, agradeço ao meu querido amigo Jac por me fornecer a oportunidade — e o caderno — capaz de me livrar dessas amarras perfeccionistas. Um hobbie é só um hobbie; um caderno, só um caderno; e meio que posso fazer o que quiser com eles.

agradeço também à necessidade que vive em mim de gastar dinheiro com adesivos e de acumular revistas e cacarecos lindos

Uma das seis coisas que minhas amigas mais ficaram felizes de saber. Então, para satisfazê-las ainda mais, segue uma pequena recomendação das carnes verdadeiras que mais mexeram comigo:

  • lanche do balcón

  • cachorro-quente (qualquer um serve, mas o do prime dog…)

  • parmegiana do meu avô

  • feijoada do joca

  • cuscuz com carne seca do fortal

Os verdadeiros famosos, na verdade, são os amigos que fazemos pelo caminho. Durante esses seis meses, acho que pude entender melhor o Outro, o que esperar dOs Outros e como me comportar com eles, tanto com minhas amizades quanto com as personalidades legais que encontrei e conheci.

Claro que foi in-crí-vel poder conversar com a Sâmia Bonfim, ouvir a trajetória do Felipe Andreoli — que, no início, está parecendo muito com a minha —, presenciar a oratória da Erika Hilton, entender melhor conflitos internacionais com Guga Chacra e apertar a mão do Emicida (obrigada, Novabrasil!); mas essas coisas foram extra, porque também é incrível poder trocar com meninas e mulheres incríveis em um piquenique no meio da Augusta ou ver coisas boas acontecerem com quem eu me importo ou, ainda, poder me impôr quando me sinto desconfortável.

O ano de 2026 começou um pouco complicado para mim. Muita ansiedade em torno do número par, muitas desesperanças em relação à faculdade e ao estágio. Tentei me manter positiva, claro, mas a angústia de não saber o que viria pela frente e se minhas metas estariam próximas de serem cumpridas foi forte.

Janeiro me ensinou que as lentes pelas quais enxergamos o mundo estão embaçadas ou riscadas porque nós deixamos assim, sem qualquer tipo de cuidado com o que queremos ver.

Junho terminou comigo apenas aprendendo a mergulhar ainda mais no que gosto e, no final do dia, ser fiel a mim mesma.

xoxo

Read the original on dudatravalin.substack.com

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