
Do nada escrevo esta lauda
Não se assustem há muito a se falar sobre o nada, principalmente na era de que todos sabem um pouco de tudo.
Escrevo talvez por vício ou talvez não saiba o motivo.
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Não se assustem há muito a se falar sobre o nada, principalmente na era de que todos sabem um pouco de tudo.

Pego a estrada a caminho de Juju; a essa hora ela deve estar dormindo no jardim lá de casa.

sobre meu percurso via Dutra; do Bosque à Mantiqueira minha literatura abraçada pelo projeto de Leitura no Parque e pela livraria Mantiqueira na bucólica São José dos Campos.

todos os dias são dias apaixonantes

procuro pelas fendas, entre os pés de café, as grutas não existem mais

Céu em chamas, nuvens queimadas. Estrondo, pingos pretos sujam meus braços. Bate o medo, fim dos tempos, não quero partir, morrer. Tenho sede, sempre amei água de chuva, mas do céu cai água preta...

escrevo, queridos leitores, sobre o supérfluo na era da “inteligência artificial”; procuro ironia, aliterações, espanto, arte, voz, singularidades; ando lendo uma enxurrada, sim, uma enxurrada de textos “ perfeitinhos”, “ certinhos”, “redondinhos”, desprovidos de alma, sem nenhum tiquinho de subjetividade; como são frios esses robozinhos e quando danam …

ele sumiu e ninguém se importou

Mila deixou o gambá comer toda a ração, e Lisa aprovou aquela postura. E ela, no escuro do quarto, achou-se muito pior do que os inimigos mortais do pobre gambá.

A literatura é nosso melhor espelho, é via, caminho para o autoconhecimento. No caso de Milena representa seu plano de voo.