A cada quatro anos, um fenômeno fantástico começa a se formar aqui desse lado da minha consciência. O vício renasce, a esperança avança, o monstro sai da jaula, o fenômeno se repete: é isto, o HEXA VEM AÍ.
Então, o ponto aqui é que eu não sou uma pessoa tão ligada no fantástico dia a dia do futebol. Meio contrário ao estereótipo, não é todo brasileiro que acompanha o esporte feito doido. Já faz bastante tempo (infelizmente) que o meu Corinthians me fez mover mundos e fundos para acompanhar os jogos (descobri recentemente que ganhamos o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil ano passado - não me perguntem como) e eu realmente só paro para assistir mesmo quando tá rolando alguma coisa sensacional. E essa coisa sensacional é a Copa do Mundo.
Eu sei que esse não é um fenômeno exclusivo meu. Aliás, sei que tem muito brasileiro que acorda para a seleção brasileira apenas durante a Copa mesmo. Eu recentemente também comecei a ver os jogos de amistosos da seleção feminina de futebol porque se tem copa, eu tô acompanhando. Também sei que a gente tá com fome de Hexa desde 2006 e que é meio humilhante estar passando todo esse tempo sem um título mundial, especialmente pensando nas performances das nossas vidas, com as copas de 1994 e de 2002. Então, sei lá, perspectiva.
Moro na Irlanda desde 2017. Lembro vividamente de assistir a classificatória da Copa já por aqui mesmo, em um pub lotado de gente que tem esperança, mas nem tanto assim, nas etapas classificatórias, contra a Dinamarca. Perdemos. De 5 a 1.
É por isso que toda vez que eu falo com alguém daqui a respeito da Copa de Futebol, o sentimento é eu queria muito poder me identificar, Rakky.
A Irlanda nunca ganhou uma Copa. Nunca chegou nem perto. Eles estiveram apenas em 3 copas: 1990, 1994 e 2002, mas nunca chegaram nem nas quartas de final (imagina só?). Esse ano, tava muito bonito de ver o time na luta por uma vaga (e todo mundo no país se apaixonou pelo Parrot e seu squad) mas… não foi dessa vez.
Vários gols bonitos, Irlandinha…
Entender a perspectiva da galera aqui do outro lado do mundo vai me fazer ficar menos triste se o Brasil não se der bem nessa Copa? De forma nenhuma. Afinal de contas eles tem Rugby, tem GAA, têm meu coração, me deixa com meu futebolzinho…
Estou aqui já com minha tabelinha dos jogos pronta pra ser utilizada, os horários todos marcadinhos do Grupo C, a escalação da seleção semi-decorada, vi os amistosos todos, sou fanzaça do Endrick, quero ver as dancinha tudo do Paquetá, vai ter cervejinha, comidinhas e comemoração nos dias de cada jogo e vai rolar até uma camiseta por aí sim. Porque é isso, a cada quatro anos (e agora eu acho que até menos) o bichinho pica a gente, e o sentimento acorda. E é por essas e outras que vai ter Copa sim, vai ter Copa demais e o Hexa vem, bem bonito.
Vamos com tudo desde o primeiro dia porque eu quero ver meu Brasilzão lá no dia 19 de julho!
1 - Lorde - Pure Heroin: dá pra acreditar que esse clássico tocou pela primeira vez na nossa frente em algum reprodutor de música há 13 anos? Eu fui lembrada desse fato impressionante pelo The Music Week e fiquei pensando em como a nossa Lordinha ficou ainda mais grandona conforme o tempo foi passando: o primeiro disco extremamente premiado, a pressão por ser ainda melhor no segundo álbum - e a entrega de Melodrama, o melhor disco da musa, a coragem de seguir um rumo completamente diferente com Solar Power e a história se repetindo com o ótimo Virgin. Vai lá ouvir de novo.
2 - Cairn: movendo na inocência aqui, peguei o namorado jogando esse joguinho bonito. Apaixonei pelo design e fiquei assistindo de canto, tentando entender as mecânicas e quando me dei por mim, tava eu na minha conta escalando umas montanhas e descobrindo umas relíquias. Cairn conta a história de Aava, uma escaladora de montanhas que sempre teve como objetivo encontrar a si mesma e fazer parte de algo maior, do todo. Na sua escalada pelo monte Kami ela encontra a história de povos da montanha, os diversos desafios de estar consigo mesma numa briga constante pela sobrevivência e muitas outras surpresas a respeito do esporte, da história e de si mesma. Uma belezinha.
3 - The Music Week: se o link acima não foi o suficiente, vai lá no Substack do Music Week agora pra ler. O conteúdo é isso mesmo que o nome diz: música toda semana por alguém que comenta com entendimento e com o coração, lançamentos, novidades e memórias. É uma graça.
E é isso ai.
Rakky

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