RSS Amplifier

Diário Aberto · Dec 11, 2025

Como superar um término

0
Sign in to vote or save

Carolina Rodrigues · Diário Aberto

Se você leu o meu último texto aqui, já deve saber que meu namoro de conto de fadas acabou. É uma pena.

Mas, tenho 22 anos, pouco tempo a perder e lágrimas demais derramadas em términos. Decidi que, dessa vez, entre as lágrimas, teriam coisas boas também. E tem funcionado surpreendentemente bem.

Por isso, hoje vou te dar o meu guia de como viver a vida pós-término. Você está com sorte, sou uma especialista no assunto.

O passo mais óbvio é, também, o mais importante. Assim que fui conversar com minhas amigas, voltei a lembrar do porquê eu tinha tomado a decisão de terminar. Além de tudo, elas me lembraram de quem eu era antes desse namoro. Ah, como eu gostava dessa Carolina! Foi como reencontrar uma amiga antiga.

Não vou te dizer que noites de fofoca, bares e filmes de romance com as amigas vão te salvar da tristeza de perder um amor, mas garanto que fica mais fácil. Te faz lembrar que você ainda é amada. Amada por pessoas que sempre estão lá por você, que nunca quebraram seu coração como algum companheiro quebrou.

E como é bom se reconectar com suas amizades! Não que eu tivesse cortado minhas amigas durante o namoro (elas me matariam), mas poder focar sua atenção inteiramente nelas, prestar atenção nas conversas, sem ter uma aba “namorado” aberta na sua cabeça, é bem diferente.

Se você tem a mesma sorte que eu, corra para o colo das suas amigas. Tenho certeza de que elas estarão te esperando de braços abertos, copos em mãos e sorvete na geladeira.

Minha amiga, por exemplo, estava de braços abertos e peruca na cabeça

Um dos pontos principais para eu não ter superado meu término passado, mesmo depois de três meses tentando, é que eu não estava tentando de verdade.

Eu falava para Deus e o mundo que não queria voltar de jeito nenhum, que poderiam me internar se eu voltasse. Mas, no fundo, lá no fundo, eu ainda pensava nele. Pensava com carinho, com amor, com saudade. Todo aquele ódio que eu dizia sentir servia só para camuflar a falta que eu sentia.

Porém, algo mudou nesse término atual. Não sinto raiva, o sentimento principal é o da conformidade com a situação. Eu aceito que isso acabou. Não tem motivo para me torturar com a saudade todas as noites se eu sei que isso não vai voltar a acontecer. É preciso ser firme nas suas decisões de vez em quando, como meu pai diria, “tem que saber querer”.

Se eu tomei essa decisão, é porque há motivos, não posso ignorar a Carolina do passado que decidiu cuidar da Carolina do futuro.

Depois que você para de tentar sabotar sua decisão, o caminho fica bem mais fácil.

Me identifico com a Carrie Bradshaw bem mais do que gostaria

Read the original on diariopublico.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.