RSS Amplifier

DeSmeeOLado · Jul 17, 2026

Superman Encontra o Homem-Aranha 50 Anos Depois

0
Sign in to vote or save

Guilherme Smee · DeSmeeOLado

Cinquenta anos depois do primeiríssimo encontro entre o Homem de Aço e o Cabeça de Teia, Marvel e DC Comics apertaram as mãos novamente e fizeram acontecer algo em que nem os fãs mais acreditavam. Depois do sucesso das interlocuções entre Batman e Deadpool e pequenos features de meet-and-greets de diversos personagens das Duas Grandes, chegou a vez daqueles que lá em 1976 se viram no topo do Empire State Building, numa capa de fundo branco, icônica. Dessa vez, o mix da revista-encontro não traz uma seleção aleatória de personagens da editora, mas personagens coadjuvantes e inimigos do Superman e do Homem-Aranha.

Essa é a capa que abre esta edição de DeSmeeOLado, apresentando uma cascata de personagens relacionados com o Super e o Aranha, sejam eles aliados ou adversários. O review desta edição está aqui e também o encontro do Aranha com o Invencível. São três reviews de livros e vinte e quatro reviews de HQ, dessa vez, quase todos de super-heróis. O bendito fruto é o número oito de Tex Especial estrelado por Kit Carson.

Antes os avisinhos das novidades. Comecei um projeto novo com o Sérgio Cantú, dublador de Sheldon Cooper, de Andrew Garfield, do Mr. Beast e, mais importante de tudo, diretor de dublagem de X-Men ‘97, em que ele faz a voz do Noturno! Aqui está o link para os dois vídeos lançados essa semana. Siga @guilhermesmee e @sergio.cantu para conhecer o projeto Os Fabulosos X-Perts.

Já o projeto de mapear todas as aparições dos principais membros dos X-Men em The Uncanny X-Men chegou ao fim e os resultados, foram publicados em inglês junto com o perfil @classic.xmen do meu amigo David M. Fernandez, de Madri. Então convido a conhecerem e a curtirem e, claro, a seguirem todos nós.

Muito bem, a partir de agora, você já está autorizado a desmiolar…

EDUCAÇÃO MIDIÁTICA NA PRÁTICA, DE JANUÁRIA CRISTINA ALVES

★ ★ ★

Comprei este livro com desconto na A Feira do Livro, no Pacaembu, em São Paulo. É muito interessante pensar e estudar a educação midiática, seja para que propósitos for, pensar as mídias como ferramentas de educação, de informação e não de desinformação, como temos vivido atualmente, é importantíssimo. Um dos problemas é que temos poquíssimos livros brasileiros que tratam desse assunto e ensinam como estudar e aplicar a educação midiática. Este livro de Januária Cristina Alves é uma ótima iniciativa, mas ainda assim, não é um livro pensado com esse objetivo. Trata-se de uma compilação de colunas da autora publicadas em diversos veículos noticiosos que tratam do tema em comum que é a educação midiática. Assim como muitos livros que são antologias, este aqui fica devendo em algumas partes e acertando em outras. Gostaria que um próximo passo fosse um livro completo sobre educação midiática e especial, no Brasil.

STATUS AND CULTURE: HOW OUR DESIRE FOR SOCIAL RANKS CREATES TASTES, IDENTITY, ART, FASHION, AND CONSTANT CHANGE, DE W. DAVID MARX

★ ★ ★

Este livro estava em promoção na Amazon e, ainda melhor (ou pior), a sua versão em capa dura estava mais barata que a versão brochura. Assim, ele foi adquirido e não demorou muito para que chegasse em casa, mesmo sendo uma compra internacional. Não se trata de um livro acadêmico; está mais para um livro de curiosidades gerais sobre como a cultura cria rankings na sociedade para mantê-la ordenada e, por isso, existe o status, que é o que separa pessoas de uma classe ou, ainda, de uma classificação da outra. Esse status cultural pode ser alcançado ou dispensado de diversas formas. Aqui neste livro o autor W. David Marx apresenta diversas citações eruditas e populares que nos fazem compreender essa dinâmica social. No entanto, lá pelas tantas o livro parece que já esgotou o assunto e continua insistindo em algumas coisas que poderiam ser mais enxutas, como se desse voltas sobre o mesmo assunto. Digamos que o começo e o final do livro são as partes mais aproveitáveis, enquanto que a parte intermediária é uma leitura de insistência. Ainda assim, é um livro que traz bons insights sobre nossa organização social enquanto coletivo de humanos.

QUADRINHOS PARA QUADRADOS E REDONDOS, DE DIAMANTINO DA SILVA E KENJI SAKAMOTO

★ ★ ★

Este foi um dos primeiros livros sobre quadrinhos com que me deparei na biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, quando procurava bibliografias para minha monografia. Descobri que tinha sido um dos primeiros, se não o primeiro livro a abordar teoricamente os quadrinhos no Brasil, claro, da forma que aquela época dava de recursos para isso. Muitas listas, muitos achismos, muitos juízos de valor. Kenji Sakamoto reeditou o Quadrinhos para Quadrados, adicionando o (e Redondos) no final e ampliando o conteúdo que Diamantino da Silva criou. No entanto, se a intenção era a de fazer uma edição ampliada e revisada, deveriam ter sido feitas maiores intervenções, ou então, manter-se apenas aquilo que já se tinha, como uma reedição de um documento histórico. Comprei este livro na Comic Boom e fiquei muito satisfeito em rever um livro que tinha me chamado a atenção há mais de vinte anos no começo das minhas pesquisas sobre quadrinhos.

UM MUNDO SOB DESTINO, VOLUME 7, DE RYAN NORT E R. B. SILVA

★ ★

Nos estudos de roteiro e narrativa existe um termo para quando queremos ampliar a história mais do que deve: barriga. A megassaga Um Mundo Sob Destino já está com uma barriga maior que a do Blob e apresentando um capítulo mais chato que o seguinte. Neste capítulo sete, depois de ser revelado o plano de Destino para amealhar poder através dos cidadãos da Latvéria, o Senhor Fantástico resolve enfrentar seu velho nêmesis de uma maneira que nunca tentou, numa área em que tem muito menos conhecimento do que seu adversário: a magia. E aí se arrasta uma luta, por assim dizer, arrastada mesmo, chata, sem necessidade, durante o gibi inteiro. Mas Berenice, segura, que ainda tem mais duas edições da minissérie e mais o Testamento do Destino...

ABSOLUTE BATMAN, VOLUME 5, DE SCOTT SNYDER E NICK DRAGOTTA

★ ★

Não podemos negar que Scott Snyder é um dos caras que mais sabem agradar ao público que curte um “massaveismo” e esse público é enorme nos quadrinhos de super-heróis. Depois de fazer um Batman com o dobro do tamanho do normal, ele repete o feito aqui neste novo arco, “Aberração”, trazendo um Bane que pode ficar com o quádruplo do tamanho graças à inserção da droga Veneno em seu corpo. Bane é um dos experimentos da Ark-M, que também usou o amigo de Bruce Wayne, Waylon Johnson, para produzir uma novíssima aberração, o Crocodilo. Ele acaba se aliando ao Batman para enfrentar Bane. O visual do Crocodilo feito por Nick Dragotta é muito legal e diferente dos visuais a que estamos acostumados, mas não sustenta o gibi na minha opinião. É muito massaveismo por massaveismo. Assim me despeço da leitura e da compra deste gibi.

THE PUNISHER INVADES THE ‘NAM, DE ROGER SALICK, CHUCK DIXON, MIKE HARRIS, DON LOMAX E OUTROS ARTISTAS

★ ★

Por um acaso do destino, caiu no meu colo para ler este encadernado com histórias em que tanto o Justiceiro faz parte do título O Conflito no Vietnã, como o contrário, o Conflito no Vietnã entra na grade de títulos como Punisher e Punisher War Journal. Como eu sei muito pouco da cronologia do Justiceiro, achei que era Garth Ennis quem tinha estabelecido as histórias de Frank Castle no Vietnã. Estava redondamente errado. O encadernado em questão é dividido em duas partes. A primeira traz os gibis de O Conflito no Vietnã e são histórias menos interessantes, que lidam com o Justiceiro em conflito com autoridades militares. As histórias dos quadrinhos do Justiceiro, que são escritas por Chuck Dixon, são melhores, com um rapazinho vietnamita que Frank apelida de Júnior, com quem você realmente passa a se importar. A arte dessas histórias é bem feia, longe de qualquer coisa mais arrumadinha que a gente vê dos anos 2000 em diante na Marvel e na DC Comics, talvez para ser feia como a guerra mesmo. Enfim, um encadernado que vale pela curiosidade e não pela qualidade.

WOLVERINE, VOLUME 10, DE SALADIN AHMED, JAVIER PINA, GEOFFREY THORNE E JIM TOWE

★ ★ ★

Quando a história da X-Force está melhor que a do Wolverine, alguma coisa errada não está certa. A revista do Wolverine publicada nesta edição me parece uma bela enrolação desenvolvida por Saladin Ahmed e Javie Pina. Em vez de fazer Logan enfrentar Creed de uma vez, eles o colocam para encarar fantasmas da Mansão Howlett e encontrar sua mãe, Elisabeth Howlett, antes. Assim não dá pra defender Ahmed dos detratores dele. Já na história da X-Force, o foco é sobre Forge e suas IAs em forma de Tempestade e Mística que funcionam como uma espécie de diabinho e anjinho, aconselhando-o. Mas chega Sábia com novas informações sobre uma inimiga que vinha se esgueirando em todas as missões da X-Force. E ela surge: é La Diabla e, ao que tudo indica, é uma discípula do inimigo do Quarteto Fantástico, o El Diablo, o principal alquimista do Universo Marvel. Agora parece que a história insossa ficou interessante!

MILES MORALES: HOMEM-ARANHA, VOLUME 9, DE CODY ZIGLAR, MARCO RENNA, GREG WEISMAN, ANDRES GENOLET E EMILIO LAISO

★ ★ ★

A capa desta edição, emulando um vaso grego, desenhada por Federico Vicentini, é muito legal. Eu sei que eu tinha dito que ia deixar de comprar os gibis do Miles há um tempo, mas eu tenho gostado das histórias de Ziglar e da forma como ele trabalha os personagens (não só aqui, mas no título do Deadpool também). A ideia de uma guerra entre os deuses do Olimpo e os deuses africanos, com Ares e Anansi comandando dois times com seus campeões, incluindo Miles e amigos, é bem divertida. Já o título dos Espetaculares Homens-Aranha, depois daquele primeiro arco muito chato, com os desenhos de Humberto Ramos, parece ter ficado mais leve e menos pretensioso do que os volumes anteriores. Dá até vontade de acompanhar a história. Dito isso, o título voltou à minha lista de aquisições.

AVES DE RAPINA, VOLUME 3, DE KELLY THOMPSON, VICENTE SIFUENTES, SAMI BASRI, JUAN CABAL E ADRIANO LUCAS

★ ★ ★

A qualidade deste volume caiu drasticamente em relação aos dois anteriores. Vale mencionar que, apesar de os roteiros continuarem a cargo de Kelly Thompson, os desenhos não são mais do brasileiro Leonardo Romero, mas de diversos outros desenhistas. Mas o problema não é esse. O enredo da própria história dá uma desgastada. As Aves precisam resgatar Cassandra Cain de uma organização que vinha fazendo experiências com mulheres. Aqui parece que a criatividade de Thompson se esvaziou, tanto para os personagens que são inimigos das Aves de Rapina quanto para a própria interação entre as personagens, que nos dois volumes anteriores era tão distintiva de outras abordagens desse grupo. Fiquei bastante decepcionado com este encadernado, que parece trazer mais do mesmo de histórias insossas de super-heróis, diferente do que experimentamos nas edições anteriores.

SUPERMAN/HOMEM-ARANHA, DE MARK WAID, JORGE JIMÉNEZ, BÉLEN ORTEGA, GAIL SIMONE, TOM KING, JIM LEE, CHRISTOPHER PRIEST, DANIEL SAMPERE, SEAN GORDON MURPHY, MATT FRACTION, STEVE LIEBER, JEFF LEMIRE, RAFA SANDOVAL, GREG RUCKA, NICOLA SCOTT, E OUTROS ARTISTAS

★ ★ ★

Batman/Deadpool deu a impressão de ser um laboratório para a nova leva de crossovers entre Marvel e DC Comics. Nestas duas edições, houve uma dezena de encontros, cada um vindo de um rincão mais escalofobético das duas grandes editoras de super-heróis. Em Superman/Homem-Aranha, a coisa parece mais organizada, com praticamente personagens vindos dos universos de histórias do Super ou do Escalador de Paredes. A história principal é um revival de encontros anteriores, com o Aranha e o Super enfrentando Brainiac e Dr. Octopus. Depois temos Superboy Primordial e o Aranha Simbionte, em seguida, Lois Lane e Mary Jane, e vão seguindo outros encontros como Planeta e Clarim Diário, Jimmy Olsen e Carnificina, Johnathan Kent e Perry White e até mesmo o mais bobo de todos: Poderosa e Justiceiro. Mas, diferente dos encontros nos gibis do Batman com o Deadpool, em que havia algum diálogo legal e inusitado, este encontro aqui foi só para contar mesmo. Ou seja, ter uma coerência editorial nem sempre é sinônimo de boas histórias.

HOMEM-BORRACHA, NUNCA MAIS!, DE CHRISTOPHER CANTWELL, ALEX LINS E JACOB EDGAR

★ ★ ★

Esta história encadernada em capa dura que faz parte do selo Black Label da DC Comics imagina a última história do Homem-Borracha. Afetado por um composto que faz derreter seu corpo e perder sua mão, ele começa, então, uma corrida para salvar seu filho de que tenha o mesmo destino que ele. Assim, questões de paternidade vão se cruzar com outros personagens da DC Comics, tentando resolver, por todos os meios e ardis possíveis, reverter essa degeneração do Homem-Borracha. Mas será que seu caráter, como um antigo fora-da-lei, também não está degenerando? Aqui, a Liga da Justiça é apresentada como um grupo elitista, idiota, e sem compaixão. Esqueça o tom jocoso comum das histórias do Homem-Borracha, aqui a história é muito mais tenebrosa, mais sinistra, levando Eel O’Brien ao limite de sua inclinação para fazer o bem sem olhar a quem. Deve ser por isso que não gostei como deveria deste especial.

ROCKETEER: A GRANDE CORRIDA, DE STEVE MOONEY

★ ★ ★

Stephen Mooney se encarrega do roteiro e da arte deste novo encadernado, trazendo uma minissérie completa do Rocketeer e mais pelo menos um quarto dessa edição com extras sobre os bastidores da criação do personagem e da vida de seu criador, Dave Stevens. Na trama, o piloto Cliff Secord, o Rocketter, é convidado para disputar uma corrida de aeroplanos que vai de Londres a Paris. Nessa contenda, acaba descobrindo adversários, inimigos e possíveis aliados para uma vida inteira. Ao mesmo tempo, também percebe que sua inscrição na corrida servirá somente para um propósito maior e nefasto que envolve, com certeza, a grande guerra que se projeta sobre o mundo naquela época. Um quadrinho que vale mais pelos seus ricos extras do que pela história em si.

TEX WILLER ESPECIAL, VOLUME 8: ESTRELA DE PRATA, DE GIORGIO GIUSFREDI E PASQUALE DEL VECCHIO

★ ★ ★

Nem todas as edições de Tex Willer Especial se focam em Tex Willer quando jovem. Esta, por exemplo, é uma dessas exceções. Ela foca em Kit Carson, o companheiro de aventuras mais velho de Tex. O personagem costuma roubar a cena quando aparece, mesmo nas edições normais de Tex, porque é muito mais carismático que o protagonista do título. Aqui ele atua como um Texas Ranger tentando intermediar um conflito com o chefe dos Comanches, Coração Prateado, e um ex-Ranger, agora ranchero, em dois momentos de sua vida. E, claro, que no caminho o conquistador não vai deixar de jogar charme para uma jovem moça com uma arma muito especial que vai levar Carson a conhecer um protótipo do que é o cinema hoje em dia. Um enredo legal, uma condução legal de história, mas tem o defeito de ter muito bangue-bangue entre tudo isso...

A SAGA DOS X-MEN, VOLUME 11, DE FABIAN NICIEZA, SCOTT LOBDELL, BRANDON PETERSON, ANDY KUBERT, JASON PEARSON

★ ★ ★ ★

Acabei lendo o volume onze antes do volume dez de A Saga dos X-Men por engano. De toda forma, é possível lê-lo sem saber o que aconteceu antes. Basicamente, este encadernado traz um arco de histórias que envolve um imbróglio com Psylocke. Ela assumiu uma forma asiática e habilidades ninja, mas quando é deparada com a sua versão pregressa, a espiã inglesa, o que os X-Men podem fazer? Eles embarcam em uma viagem para o Japão para tirar essa dúvida a limpo. Além disso, Ciclope retorna ao Alasca, onde moram seus avós, mas ele acaba mesmo é se deparando com o Senhor Sinistro, que esteve manipulando-o durante todo o seu passado! A edição conta também com um Annual dos X-Men enfrentando as ilusões do Mestre Mental e com a ótima arte de Jason Pearson. São histórias bastante divertidas, que trabalham o background dos personagens e as relações estabelecidas entre eles.

CONAN: O BÁRBARO, VOLUME 12, DE JIM ZUB E JONAS SCHARF

★ ★ ★ ★

Eu tinha falado no review da edição 11 de Conan, o Bárbaro, o quanto eu tinha ficado empolgado com a leitura da minissérie que foi publicada naquela edição e que finaliza nesta, A Batalha da Pedra Negra, que alia os principais personagens de Robert E. Howard com uma trama de terror cósmico. Além de ter esse assombramento de aventura, a trama também tem soluções espertas para situações de roteiro que já vimos se repetirem n vezes por aí em diversos quadrinhos de gênero. A arte de Jonas Scharf combina com a atmosfera que Jim Zub preparou para o quadrinho, deixando tudo sombrio e misterioso. No final da revista temos também um glossário sobre os personagens que aqui se apresentam e, em especial, um deles, que é muito conhecido por quem jogou Marvel vs. Capcom e que dá a impressão de que surgirá mais pra frente em uma nova minissérie.

SUPERMAN, VOLUME 9, DE JOSHUA WILLIAMSON, EDDY BARROWS, DAN MORA, EBER FERREIRA, JAMAL CAMPBELL E SEAN ISAAKSE

★ ★ ★ ★

Fazia tempo que Lex Luthor vinha se comportando de forma ética e moral dentro das histórias do Superman. O que todos estavam se perguntando era até quando essa “nova fase” do personagem ia durar. A resposta: até esta edição. Nela, levado pelos atos de Mercy, é disparado no mundo o X-El, uma versão misturada e corrompida do Superman com Lex Luthor que pode se tornar um novo Bizarro. No entanto, graças aos esforços do Superman e da Superwoman, essa ameaça é diminuída. Mas Luthor, o original, toma uma decisão fulminante: extingue X-El da existência, estourando sua cabeça. No entanto, isso não deixa o Superman nada feliz e ele passa a ser influenciado pela kryptonita vermelha, o que vai exigir a ajuda do antigo Lex e do espírito de Metropolis, Marilyn Luar, para entender como evitar que o Superman se submeta ao efeito instável da kryptonita vermelha. A revista do Superman continua uma das melhores e uma das poucas que continuo acompanhando do universo regular da DC Comics.

EXCEPCIONAIS X-MEN, VOLUME 7, DE EVE L. EWING, CARMEN CARNERO, MARK RUSSELL E BOB QUINN

★ ★ ★ ★

Não se engane quem acha que esta edição traz grandes relações com a saga Xavier: Caçado, das revistas mutantes ou com a megassaga Um Mundo Sob Destino, do Universo Marvel. Elas não estão exatamente ligadas a esses eventos, apenas citam seus acontecimentos. Em Extraordinários X-Men, o magnata Seldon Xenos continua manipulando Axo, fazendo com que ele se desvincule da equipe de jovens mutantes que está sendo formada, mas mal sabe o carinha que por trás dessa figura de mentor está um dos mais sinistros inimigos dos X-Men. Já no X-Factor, a equipe agora liderada pelo Anjo, que retorna do hospital, precisa realizar uma missão com mutantes chechenos para libertar Gigosha, a antiga Genosha, e roubar um megacomputador de um multibilionário. As histórias continuam num nível legal, mas, como falei, nada tem a ver com os eventos que indicam que fazem.

LJA/TITÃS, DE DEVIN K. GRAYSON, PHIL JIMENEZ, MARK BUCKINGHAM E PAUL PELLETIER

★ ★ ★ ★

Eu gosto muito desta história porque ela é praticamente um guia para os membros dos Titãs até então. Obviamente ela é muito mais uma história dos Titãs do que da Liga da Justiça. No entanto, quando a trama saiu, os Titãs estavam em baixa. Nunca tinha conseguido repetir o sucesso da dupla Wolfman/Pérez. Eu conhecia alguns deles aqui e ali e essa minissérie me deu a chance de conhecer todos eles, principalmente os misteriosos Titãs do Leste. Fora isso, os desenhos são de Phil Jimenez; o apóstolo mais aguerrido de George Pérez e Devin Grayson tem uma maneira única e cheia de afetividade de tratar os personagens. Esse crossover de LJA e Titãs foi o pontapé para que se iniciasse uma nova turma e uma nova fase de Titãs, que Grayson conduziu muito bem. A pena é que pouco desse material saiu no Brasil. Resta torcer para que a PaniniTM traga agora essa bela fase em A Saga dos Titãs.

A SAGA DO SUPERMAN, VOLUME 16 (40), DE DAN JURGENS, LOUISE SIMONSON, JON BOGDANOVE, ROGER STERN, JERRY ORDWAY, JACKSON GUICE, PETER KRAUSE E DENIS RODIER

★ ★ ★ ★

O destaque desta edição é, como diz a chamada, “A verdade sobre Lex Luthor II”, uma história bem rocambolesca e tudo mais, mas eu estranhamente acho o personagem gostoso. Deve ser por causa dos desenhos de Jackson Guice. Também temos a resolução de saber quem é o tal Cerbero que vinha atazanando o Superman desde o começo desta segunda temporada de A Saga do Superman. Temos aqui o encerramento do arco de Transtorno, que era uma personagem das histórias de Rapina e Columba. Uma conspiração governamental envolve Peter Ross e o Superman quer saber o que há por trás dessa história que também coloca o Agente Liberdade como um daqueles que querem que o amigo de Clark Kent se estrepe. Por fim, temos o começo de uma história que envolve vampiros atacando Lucy Lane, levando primeiro Robin a se unir com Jimmy Olsen e, depois, com o Superman. Tirando a parte da conspiração governamental, foi um bom volume.

HOMEM-ARANHA ENCONTRA INVENCÍVEL, DE ROBERT KIRKMAN E CORY WALKER

★ ★ ★ ★

Na onda dos crossovers e da série do Invencível, a PaniniTM lançou este encontro entre o Homem-Aranha e o Invencível, que foi publicado originalmente numa segunda tentativa do quadrinho Marvel Team-Up e era escrito por Robert Kirkman. Aqui no Brasil somente a primeira fase do título foi publicada e esse encontro acabou ficando de fora muito em razão do licenciamento do material, já que editoras diferentes publicavam Invencível e Aranha no Brasil na época. Sobre o material em si, é uma historinha curta em que o Aranha e Mark Grayson enfrentam o Doutor Octopus e depois o Invencível é apresentado aos Novos Vingadores. O grande diferencial são os diálogos, um ponto alto do trabalho de Kirkman, que colocam as situações dos dois heróis, que já foram muito comparados, sob outros prismas. Eu gostei muito dessa conversa entre os dois personagens e isso vale mesmo a pena a leitura do crossover.

BATMAN: PADRÕES SOMBRIOS, VOLUME 1, DE DAN WATTER E HAYDEN SHERMAN

★ ★ ★ ★

Tem vezes que o hype ajuda. Nos faz descobrir obras que, se não fosse ele, não ficaríamos conhecendo. Tem vezes que o hype atrapalha. Nos faz pensar que algumas obras são imprescindíveis, o must do momento, algo que vai mudar nossas experiências de leitura. Batman: Padrões Sombrios teve, para mim, um hype que atrapalhou. Fui lê-lo bem depois do que gostaria por causa do hype e ainda assim não achei que valia cinco estrelas. Quase lá. E muito mais em função da narrativa visual cheia de mistério, suspense e abomincações de Hayde Sherman, que do roteiro de Dan Watters. Na verdade, acredito o primeiro arco de histórias deve ter tido um efeito maior sobre o público, mas o arco que gostei mesmo foi o segundo, em que Scarface e o Ventríloquo (ou um novo Ventríloquo) são os personagens principais, em um prédio que parece ser, todo, controlado pelo titereiro. Assim, acho que a primeira história deste título merece quatro estrelas e a segunda cinco estrelas, o que daria uma média de quatro estrelas e meia em geral, mas não posso pontuar essa leitura assim.

LIGA DA JUSTIÇA: O PROJETO ÁTOMO, DE RYAN PARROT, JOHN RIDLEY E MIKE PERKINS

★ ★ ★ ★

O escritor de Power Rangers, Ryan Parrot, juntamente com o roteirista John Ridley, trouxe uma das minisséries que eu mais estava esperando para ler: O Projeto Átomo, que conta também com os desenhos de Mike Perkins, que sempre acerta na arte. Na premissa da série, Ryan Choy, Ray Palmer e o Capitão Átomo, Nathaniel Adam, têm como missão restaurar os poderes perdidos dos metahumanos após os atos de Amanda Waller em Poder Absoluto. Mas nem tudo é alegria e arco-íris nessa missão. A instabilidade dos poderes do Capitão Átomo e uma ameaça dos militares estadunidenses de interferirem nas questões da Liga da Justiça serão um problema para os heróis atômicos. Eu gostei muito do que li, trazendo uma nova serventia para três personagens pouco visados que estavam na deriva do Universo DC Comics. Agora é entender como suas aventuras vão continuar a se espalhar pelas demais revistas da editora, porque eu gostaria de ver mais.

HULK VERMELHO, VOLUME 1: PRISIONEIRO DE GUERRA, DE BENJAMIN PERCY E GEOFF SHAW

★ ★ ★ ★

Como disse um amigo meu, a série do Hulk Vermelho talvez tenha sido a melhor da safra dos especiais que saíram relacionados com a megassaga Um Mundo Sob Destino. Eu não sou um dos maiores entusiastas do trabalho de Benjamin Percy e de Geoff Shaw, mas desta vez eles fizeram um trabalho divertido, instigante e que trabalha bem a personalidade de Thadeus “Thunderbolt” Ross, o Hulk Vermelho. Na trama, o Hulk Vermelho está preso em uma instalação do Doutor Destino e para sair de lá contará com aliados de primeira hora como o Deathlok e o Homem-Máquina, além de outros que acabam ficando pelo caminho. O cenário de história de prisão e ainda mais, de tentativa de fuga de uma delas, sempre rendeu diversos filmes, livros e outras produções instigantes e é também o caso desta primeira parte (de duas) dos encadernados do Hulk Vermelho.

CAPITÃO AMÉRICA E OS VINGADORES, VOLUME 1, DE CHIP ZDARSKY E VALERI SCHITTI

★ ★ ★ ★

A PaniniTM surge com um título novo do Capitão América a tempo de preparar o terreno para o novo grande evento da Marvel, Armageddon, escrito também por Chip Zdarsky, que rege esta edição. Com desenhos de Valerio Schitti, Zdarsky faz um movimento ousado aqui, fazendo um retcon na cronologia de Steve Rogers, fazendo com que ele tenha sido descongelado depois de 11 de setembro de 2001 e não nos anos 1960, como Stan Lee e Jack Kirby estabeleceram. Ele também traz um outro Capitão América que teria surgido na contemporaneidade antes de Steve retornar. A sensação que dá é que estamos lendo um outro universo Marvel, com muitas coisas novas e poucas coisas que lembram o atual. Se é bom ou ruim, só saberemos no futuro das edições. Mas uma reação interessante foi a do Doutor Destino para o Capitão América Steve Rogers, cuja primeira missão é exatamente invadir a Latvéria. Se a série continuar entregando surpresas assim, já terá valido a pena.

DUKE: SABER JÁ É METADE DA BATALHA, DE JOSHUA WILLIAMSON, TOM REILLY E JORDIE BELLAIRE

★ ★ ★ ★

Fiquei fascinado com a arte de Tom Reilly somada às cores de Jordie Bellaire neste encadernado que nos apresenta o começo dos G.I. Joe na figura de Duke. A trama é conspiracional, já que enquanto Duke quer descobrir quem são os robôs gigantes que mataram seu companheiro de aeronáutica, o governo faz de tudo para encobrir esse mistério. As coisas vão ficando mais profundas e sinistras e no seu caminho ele vai encontrar perigos e aliados que o farão entender qual é seu destino nesta trama maior que envolve os Transformers e os Rivais Cósmicos. O roteiro de Joshua Williamson é bom, bem cerzido, mas não é tão bom quanto o que Daniel Warren Johnson e Robert Kirkman fizeram nos seus respectivos títulos deste universo lançados meses antes. Ainda assim, vale a leitura e entender como os “Comandos em Ação” fazem parte desse universo ampliado de franquias.

QUARTETO FANTÁSTICO, VOLUME 6: UM MUNDO SOB DESTINO, DE RYAN NORTH E CORY SMITH

★ ★ ★ ★ ★

Esta fase do Quarteto Fantástico, por Ryan North, em colaboração com uma dúzia de artistas, começou muito bem, com cinco estrelas, e agora acaba, em seu sexto volume, ligado à maxi-série Um Mundo Sob Destino, também com cinco estrelas. As histórias de North são inventivas e espertas e parecem não se preocupar muito com a lógica de arcos e sagas que a Marvel gosta tanto de enfiar goela abaixo do leitor. Uma prova disso é que QUarteto Fantástico deveria ser o título com mais ligação a Um Mundo Sob Destino, mas não parece. Parecem histórias preocupadas em serem divertidas, que encantem o leitor usando aquela boa e velha pseudociência dos super-heróis, algo que Ryan North faz muito bem. Neste encadernado temos destaque para Valéria Richards tentando desfazer um acidente que fez com que o QUarteto Fantástico nunca existisse. E os responsáveis por isso? Ora, eles mesmos, o Quarteto Fantástico. Não falei que são histórias espertas e divertidas? Pode ir sem medo!

ABSOLUTE MULHER-MARAVILHA, VOLUME 5, DE KELLY THOMPSON E HAYDEN SHERMAN

★ ★ ★ ★ ★

Voltando a dar cinco estrelas para este título porque esta edição tem tudo o que a primeira edição, que também marquei com cinco estrelas, tem. Ela começa com Diana encarando a Doutora Veneno, que é bem diferente da personagem nos quadrinhos normais e em outras mídias. Então é levada a um labirinto para encontrar uma Amazona, mas não é bem o que encontra. Ela se depara com um velho aliado do universo DC principal que aqui conhece pela primeira vez. Conhecemos mais do passado e do treinamento de Diana com Ártemis. E no Domo da Mulher-Maravilha, em Gateway City, mais revelações sobre mitologia, sobre bruxaria e sobre os personagens coadjuvantes da série. Bastante coisa para se ficar empolgado em uma só edição, por isso acho que vale a pena avaliar com cinco estrelas, isso sem falar na arte e na narrativa visual sensacional de Hayden Sherman.

Eras isso, galeres!
Abram seus miolos!

T+!

Nenhuma publicação

Read the original on desmeeolado.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.