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Entre Linhas com Deivis Chiodini · Jun 24, 2026

Entre Linhas — Edição #4

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Deivis Chiodini · Entre Linhas com Deivis Chiodini

Baker e os Buccaneers: sem pressa, Jason Licht

Baker Mayfield está no último ano de contrato e quer renovar. Os Buccaneers, por enquanto, não parecem com o mesmo nível de urgência. E sabe o que? Estão certos.

Não é sobre diminuir o que Baker fez em Tampa. Ele chegou num momento difícil, após o fim da era Brady, e conduziu o time melhor do que muitos esperavam. Mas os fatos são os fatos: ele convive com lesões de forma constante, e mesmo sem perder jogos por isso, o risco existe e não é pequeno.

Todd Bowles está claramente com o assento quente. E se Baker jogar bem em 2026, mas não quebrar a barreira da segunda prateleira de quarterbacks, o que muda na negociação?

Além disso, a tag existe para isso. Se a temporada complicar, Tampa tem uma saída. Se Baker jogar o melhor futebol americano da carreira, a conversa acontece com mais base. Por enquanto, esperar é a jogada inteligente. Licht conhece o negócio.

O caso Sorsby: o recado está dado

Brendan Sorsby foi punido pela NCAA por envolvimento com apostas, tentou se inscrever no Draft Suplementar e a NFL simplesmente disse não. E foi além, anunciando que nem realizará o evento.

Para mim, isso não é só uma decisão administrativa. É uma mensagem, e ela foi enviada de forma bastante clara.

A NFL é um produto. Um produto que vale bilhões e que depende, acima de tudo, da credibilidade de que o que acontece em campo é real. Apostas envolvendo atletas corroem exatamente isso. E não tem nada que os donos de franquias detestam mais do que ameaça ao faturamento. Sorsby pagou o preço, mas o destinatário real do recado é todo mundo, quem já está na liga e quem quer chegar. A tolerância é zero, e agora ficou documentado.

Renovações: o diabo está nos detalhes

Duas extensões movimentaram o mercado essa semana, e merecem leituras diferentes.

Jeffery Simmons se tornou o interior defensive lineman mais bem pago da liga, com média de 35 milhões de dólares de média e 100 milhões garantidos. São números impressionantes no papel — mas sem a estrutura contratual detalhada ainda divulgada, não dá para saber onde esse dinheiro garantido realmente está. Pode ser no início do contrato, pode estar diluído de formas que diminuem o impacto real. Falar demais agora é arriscar falar bobagem. Quando os detalhes saírem, a conversa fica mais honesta.

Já Kyle Pitts renovou com média de 18 milhões e 36 garantidos, se tornando o terceiro tight end mais bem pago da liga. Contrato curto, para um jogador que mostrou evolução clara mas que ainda não transmite a confiabilidade que justificaria um compromisso maior. É um acordo que faz sentido para os dois lados sem que nenhum dos dois precise apostar muito. Pitts ainda tem algo a provar, e o contrato reflete exatamente isso.

A Copa e a velocidade que não para

Um jogo acaba e já começa outro. Um recorde é batido e antes que você processe o que aconteceu, já tem noventa minutos de outra partida pedindo atenção. Messi faz história, CR7 chega numa marca que parecia impossível — e em minutos o feed já está falando de Jordânia e Argélia.

Não é crítica à Copa. É uma observação sobre o tempo em que vivemos.

Não sobrou espaço para contemplar nada. A experiência foi substituída pela próxima experiência antes de terminar. E no fim da noite, sentado, você tenta lembrar o que aconteceu — e é difícil, porque passou coisa demais em pouco tempo demais.

A Copa apenas reflete o que a vida virou. Tudo é fugaz, tudo é urgente, tudo some antes de assentar. Às vezes me pergunto se ainda sabemos parar para sentir alguma coisa de verdade, ou se só ficamos rolando para o próximo.

Dica cultural: Marty Supreme

Se você ainda não viu Marty Supreme, coloca na lista agora.

O filme conta a história de Marty Mauser, inspirado na vida real de Marty Reisman — o homem mais velho a conquistar um título mundial de tênis de mesa. A adaptação não tem medo de exagerar: tem ação, tem romantização generosa, tem momentos que claramente se afastam do que de fato aconteceu. E funciona assim mesmo.

O motivo principal é Timothée Chalamet. É uma atuação que prende do começo ao fim — ele carrega o filme com uma energia que você não esperava para um personagem assim, num esporte assim. A história é improvável, o tom é ousado, e o resultado é um filme que não larga você enquanto está passando.

Vale muito.

Até semana que vem.

Deivis



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Read the original on deivischiodini.substack.com

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