No mundo da criação o silêncio tem um papel importantíssimo. É ele que faz o som existir, como diz o Lulu (se você não pegou a referência, é porque tem menos de 40 anos. Então, dá um Google em “Certas Coisas Lulu Santos” e escuta). O silêncio, que também precede a palavra, não é vazio. É gestação, embrião, cultivo.
É comum toda expressão atravessar uma etapa de reticências, um tempo em que a matéria ainda não tem forma, em que a ideia ainda não tem corpo, em que o sentimento não se tornou imagem. E é nesse território que a criatividade prepara a sua festa. Distante dos olhares limitantes das circunstâncias, longe da pressa.
Eu gosto (e preciso) de pausas. Elas não necessariamente representam ausência, no entanto. Por aqui, eu diria, estava numa ‘siesta’, fazendo a digestão. Embora distante do ‘dolce far niente’, que teria sido ótimo!
Além do silêncio-criador, há coisas que só amadurecem à sombra, sem antecipação, para que o processo revele no tempo da delicadeza o que precisa revelar. A pausa da escrita por aqui em geral é parte de algo que está prestes a tomar forma. E, assim será! Em breve, esse espaço estará mais movimentado de novo.
Não vejo a hora. Estou feliz de dividir esse novo movimento contigo, que já está aqui há tanto tempo, e também com você, que acabou de chegar.
Obrigada, por seguirmos juntas! Volto logo com novidades.
Um beijo!
Dani
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