Na Contente estamos, todos os dias, de alguma forma denunciando violências do cotidiano e propondo alternativas, caminhos mais benéficos para nós como sociedade.
Mas, como vocês, também ocupamos essa mesma internet que, assim como o mundo, está longe de ser a que a gente quer (e precisa).
Reféns das big techs e da sua “mineração” das nossas mentes, tentamos viver e aproveitar as nossas vidas enquanto estamos presos entre sobrecargas de conteúdo e ciclos de indignação digital. Dia após dia. É difícil.
Sabemos o que essa captura faz com a nossa atenção. Mas temos consciência do que essa captura faz com a nossa capacidade imaginativa?
“Não temos escolha”; “não há o que fazer”, “é impossível ir contra o progresso” é o que ouvimos frente a qualquer questionamento, proposta de desaceleração ou tentativa de fazer algo diferente.
A certa altura, a gente entendeu que tinha que sair da internet.
Ficou muito clara a necessidade de produzir esperanças.
E sabíamos que para isso era absolutamente necessário sair das redes — onde nascemos e operamos — para ocupar o espaço público.
E assim o fizemos com “Sonhar em Praça Pública”, uma experiência presencial criada pela Contente, uma abertura de espaço-tempo em torno de um convite simples e radical: ousar sonhar com um futuro positivo sem limites, sem regras e sem medo.
A ação já percorreu cinco praças históricas em cinco capitais de cada região do Brasil ao longo de junho e julho de 2026, reunindo pessoas de diferentes gerações, origens, visões e histórias.
A última roda desse ciclo aconteceu neste domingo, dia 05/07, na Praça da Sé, em São Paulo.
Com esta primeira conclusão das ações presenciais, entramos na segunda fase do projeto, a de deixar assentar tudo o que vivemos, escutamos, gravamos, aprendemos. Muita coisa.
Asseguramos que nossas descobertas serão compartilhadas com vocês de forma ampla e gratuita. Queremos te envolver nesse sonho.
“Sonhar em Praça Pública” é uma recusa ao futuro distópico que nos é vendido. É uma tentativa de manter aberta a porta para outros futuros possíveis além do que hoje nos é apresentado como inevitável.
Quando, juntos, temos a capacidade de vislumbrar alternativas, mesmo que em sonho, já estamos fazendo algo muito poderoso. Estamos criando retratos paralelos à esse imaginário dominante.
Precisamos abrir espaço para esses novos sonhos de futuro ocuparem o nosso imaginário, hoje habitado por sonhos de acumulação e de dominação. Nosso imaginário está em disputa e deve ser ocupado. Pelo quê?
Em breve voltamos com novidades. Por ora, podemos compartilhar que uma das nossas hipóteses foi comprovada: a imaginação é, sim, uma produtora de esperanças.
Até breve,
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