O Moço repreendeu-me (ha ha ha) por não ter agradecido a cada pessoa que deixou mensagem de parabéns e felicidades no Instagram. Ora, eu estou grávida, tenho mesmo de ter esse trabalho? Não sabem que, em princípio, se me desejam bem, eu agradeço? Além disso, há ali pessoas que não falam comigo ha 45 anos (eu tenho 40) e não querem saber de mim há mais - e nem são daquelas que eu sei que me apreciam, independentemente da regularidade de contacto. Tenho de dar prémio de participação?
Tenho a imensa sorte de ter amigos que me emprestam uma série de coisas e amigos e família que competem para me oferecer coisas (alerta avós!!). Andava a sentir-me sortuda por isso e ainda não tinha comprada NADA (cheguei assim aos seis meses de gestação, menos um dia). Assumi uma postura sensata, como gosto de ser na vida, de não comprar mais do que o necessário, aceitar o que me dão e emprestam, e, no fim, completar com o que fosse necessário e ainda não tivesse. Comprei itens de organização para a casa - tinha a certeza que ninguém me ia dar separadores de gavetas ou sacos de roupa suja. E pensei que no fim fosse comprar pouco mais do que aquelas coisas que são mesmo precisas e levam muito dinheito, mas ninguém quer oferecer: cremes para rabo ou mamilos, gaze de tecido não-tecido, aspiradores de nariz e outros cheios de glamour. ainda por cima, não faço questão nenhuma de ir a lojas físicas, portanto em pouco tempo e com comodidade trataria do assunto dos objetos menores,
Estava a ficar com uma belíssima coleção de artefactos coleccionados A) por outras pessoas e B) para outras crianças. Muitos dos quais são básicos (nada a apontar) e até gosto (as pessoas à minha volta não são foleironas, graças a Deus) e até coisas de menino (que agradeço, porque não consigo sequer perceber o conceito de roupa de menino só porque tem um dinossauro em vez de um malmequer). Mesmo que não fossem necessariamente a minha primeira escolha, não aceitei nada que não gostasse e achasse útil (e fi-lo de sorriso sincero no rosto).
Mas onde fica o nosso gosto pessoal (meu e do pai)? E a personalidade que quero forçar na criança? Os babygrows a dizerem “is it too soon for a library card?” ou “read to me peasent”?
com demasiadas peças, por demasiado dinheiro. Depois auto-censurei-me, partilhei com o moço e comprei só algumas coisas das quais realmente gostávamos e podiam ser úteis. Demasiadas coisas, mesmo assim? Claro. Sem dúvida. Mas até me estava a estranhar…
Todas as segundas, às 8h, começa a tua semana com a medicação recomendada por médico nenhum. Um comprimido com efeito placebo, mas sem efeitos secundários, ou uns pílula que não foi dourada sobre o novo mundo que estou a descobrir.
Se conhecerem quem goste de tolices e reflexões inconsequentes, partilhem!
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