✨ A Newsletter dos Founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil. Recebeu este e-mail de alguém? Então você é um ousado que gostaríamos de conhecer! ✨
Por dentro da comunidade
Anunciamos o Cohort Profile (R1’26) dos founders do 𝗔𝗜 𝗥𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝗰𝘆 desse semestre.
Esses founders em residência estão recebendo suporte contínuo do nosso time de Partners, e é um privilégio acompanhar de perto o surgimento de uma nova geração de startups AI-first fundadas por brasileiros, explorando problemas complexos, mercados emergentes e modelos de negócio que provavelmente não existiriam sem os avanços recentes em inteligência artificial.
O Cohort R1’26 reúne 6 startups de IA lideradas por 13 founders excepcionais. A média de idade dos empreendedores é de 29 anos, com 7,7 anos de experiência profissional e 38% com pós-graduação, demonstrando um perfil jovem, técnico e já com track record no mercado. O grupo se destaca por passagens em empresas de referência como Stellantis, Amazon, Payface, Microsoft, Neurotech, Loft, Clarke Energia, Sqala e Accenture, combinando bagagem robusta com vivência prática em tecnologia e negócios.
A formação acadêmica é igualmente diversa e de alto nível, com presença de universidades de excelência como FGV, UnB, UNESP, UFPE, University of Texas at Austin, University of St. Andrews, ITA, Politécnica de Madrid e FIAP. Em termos de perfil, 84% dos founders vêm de áreas de tecnologia e exatas, enquanto 16% possuem formação em negócios ou campos especializados como medicina — um perfil marcadamente técnico que reflete a natureza das soluções de IA desenvolvidas no cohort.
Do ponto de vista estrutural, 100% das startups possuem ao menos dois co-founders, com média de 2,2 fundadores por time, com destaque para equipes de dois, indicando composições enxutas e complementares. Além disso, 53% dos founders já empreenderam anteriormente e/ou acumularam experiência em startups que receberam investimento de venture capital, reforçando a maturidade empreendedora do grupo.
Os principais setores representados incluem Fintech, Indtech e Salestech — áreas estratégicas e de alto potencial para a aplicação de IA no Brasil. O conjunto forma um retrato robusto do perfil de startups que apoiamos: founders preparados para transformar conhecimento técnico e experiência de mercado em soluções escaláveis e rentáveis.
Semestralmente, recebemos centenas de applications para o 𝗔𝗜 𝗥𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝗰𝘆, onde selecionamos founders excepcionais para construir suas startups ao nosso lado, enquanto recebem o mesmo apoio que oferecemos para as nossas investidas antes mesmo de investirmos.
Estamos muito animados com os novos residentes e com o que estão construindo. Agradecemos profundamente a confiança e o privilégio de estar ao lado de vocês desde o início.
Coming out of stealth, … but always in day-one mode. 👊🏻
Quer construir sua tese de AI-Native startup com o apoio do time de sócios da Canasatra, clique no botão abaixo e preencha o formulário da nossa waitlist do AI Residency do segundo semestre.
IA pelo mundo
A Anthropic adquiriu a Stainless por mais de $300 milhões. A startup, fundada em 2022 por um ex-engenheiro da Stripe, automatizava a criação e manutenção de SDKs, as bibliotecas que desenvolvedores usam para conectar aplicações a APIs. Clientes incluíam OpenAI, Google, Cloudflare, Runway e Replicate.
O movimento é cirúrgico: a Anthropic tirou um fornecedor crítico de infra das mãos dos concorrentes e já anunciou que vai encerrar todos os produtos hospedados da Stainless. Quem usava a plataforma vai precisar encontrar alternativas ou manter os SDKs gerados por conta própria.
À medida que agentes de IA proliferam e precisam se conectar a mais APIs externas, qualidade e manutenção de SDKs viram vantagem competitiva real. O padrão está claro: a Anthropic não quer apenas ter o melhor modelo, quer controlar a stack que os desenvolvedores usam para construir em cima dele 🏗️.
IA no Brasil
O EY Global AI Sentiment Survey 2026 ouviu mais de 18 mil pessoas em 23 países e chegou a um resultado que poucos esperavam: o Brasil está no grupo dos Pioneer Markets, ao lado de Hong Kong, México, Coreia do Sul e Arábia Saudita, países onde a adoção de IA é mais ampla e mais profundamente integrada ao cotidiano.
Nos Pioneer Markets, 94% das pessoas reportaram uso de IA nos últimos seis meses, e quase um quarto já utilizou IA autônoma. O dado mais revelador: 16% das pessoas globalmente já usaram agentes que agiram em seu nome sem intervenção humana. Dez por cento compraram produtos via agentes. Onze por cento deixaram IA gerenciar transações bancárias. O shift de assistente para autônomo já está em curso.
O gap identificado pelo estudo é entre capacidade e governança. As pessoas não estão esperando confiar plenamente para adotar. Estão negociando confiança enquanto usam, pedindo mais transparência e accountability ao mesmo tempo.
Pesquisa
A Anthropic lançou um paper desenhando dois futuros possíveis para a corrida global de IA: um onde democracias consolidam vantagem de 12 a 24 meses sobre a China em 2028, e outro onde o CCP opera na fronteira, moldando os padrões globais da tecnologia.
O argumento central: compute é o ativo mais crítico da corrida, e os EUA lideram porque controlam o ecossistema de chips mais avançado do mundo. Os labs chineses seguiram de perto por dois workarounds: contrabando de chips Nvidia e ataques de distillation em escala, criando contas fraudulentas para extrair capacidades dos modelos americanos.
O dado de safety que sustenta a urgência: 94% das requisições maliciosas ao DeepSeek R1 foram atendidas sob jailbreaking comum, contra 8% dos modelos americanos de referência. A janela para travar a liderança americana é 2026.
O que torna o paper relevante além da geopolítica é a transparência da tese. A Anthropic está explicitamente defendendo que quem controla o frontier define os valores embutidos nos sistemas que vão rodar o mundo. Não é neutralidade. É uma escolha declarada.
Venture Capital
A Cerebras precificou seu IPO a $185 na quarta-feira, já acima do range revisado de $150-$160. Na abertura do pregão, a ação foi direto para $385, alta de 108%. A valuation totalmente diluído no preço do IPO: $56.4 bilhões.
Um ano atrás, parecia que esse dia não ia acontecer. A empresa tinha arquivado para abrir capital em 2024, mas o processo travou no CFIUS por conta de um grande investimento do G42 de Abu Dhabi. O deal ficou engavetado até os números melhorarem: $510M de receita em 2025, crescimento de 76% ano a ano, e uma virada para $237.8M de lucro líquido depois de quase meio bilhão de prejuízo no ano anterior.
A Cerebras compete com a Nvidia no mercado de chips para inferência, com um chip gigante desenhado do zero especificamente para IA. A base de clientes hoje inclui OpenAI, AWS, G42 e a universidade de IA da Arábia Saudita.
O timing importa. A Cerebras é o primeiro grande IPO de tech de 2026, e a recepção do mercado vai calibrar o apetite para as próximas aberturas de capital do setor. Se o papel segurar acima de $300, a fila de empresas esperando para abrir capital vai acelerar consideravelmente 📈.
Achados na internet
Mais notícias
A newsletter dos founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil, produzida pela Canastra Ventures, um Venture Capital pre-seed especializado em IA.
A Canastra Newsletter entrega, toda semana, o que realmente importa para quem está colocando a mão na massa e construindo startups de IA. Insights curados, aprendizados práticos, entrevistas e novidades da nossa comunidade — para founders que buscam conteúdo relevante e direto ao ponto para acelerar sua jornada, diretamente na sua caixa de e-mail principal.
Até a próxima! 👋

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