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Canastra Newsletter · Apr 29, 2026

Canastra Newsletter📬#33

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Canastra Ventures · Canastra Newsletter

A Newsletter dos Founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil. Recebeu este e-mail de alguém? Então você é um ousado que gostaríamos de conhecer! ✨

Por dentro da comunidade
(Imagens: Canastra Ventures)

Nas últimas semanas, seguimos próximos do ecossistema com participações que reforçam nosso compromisso com a formação e conexão de novos talentos em tecnologia e venture capital.

O Pedro Dias, Managing Partner da Canastra Ventures, participou da capacitação AI Ventures para o Insper Ventures, onde compartilhou uma visão prática sobre como entrar no mundo de venture capital, das teses de investimento à leitura de mercado, passando pelo que realmente diferencia bons investidores no longo prazo.

Também estivemos no TDC Summit, onde Pedro integrou o painel “Venture Capital na era da IA”🤖, ao lado de Paulo Braga (NewHack) e Lorena Deolino (NXTP). A conversa trouxe perspectivas diretas sobre como a IA está redesenhando decisões de investimento, construção de startups e dinâmica de mercado.

Fechando a agenda, participamos da banca avaliativa do hackathon da FGV 🎓, dentro da semana concentrada de empreendedorismo da graduação, onde os primeiros colocados receberam fast-track para entrevistas finais para o AI Residency. Ao longo de cinco dias, os alunos passaram por etapas de imersão, validação com usuários, prototipação e construção de estratégias, encerrando com uma competição de pitch.

Seguimos acreditando que comunidade é a infraestrutura do empreendedorismo, e estar presente nesses espaços é parte fundamental de como construímos o ecossistema de startups de IA do Brasil.

IA pelo mundo
A view of the central business district skyline in Singapore on May 27, 2025. — Reuters pic
(Imagem: Reuters)

A reestruturação de uma startup de IA ligada ao bilionário chinês, após alertas envolvendo o projeto Manus, reacende uma discussão mais ampla: o uso de estruturas internacionais para suavizar a percepção de risco geopolítico, o chamado “Singapore washing”.

Por anos, empresas chinesas utilizaram jurisdições como Singapura para facilitar acesso a capital global, mitigar restrições regulatórias e operar com maior aceitação no Ocidente. O novo movimento indica uma possível inflexão: investidores e reguladores estão cada vez menos dispostos a separar estrutura jurídica de origem real de controle e tecnologia.

O caso reflete um cenário maior. A IA se consolidou como ativo estratégico nacional, e a fronteira entre tecnologia e geopolítica praticamente desapareceu. Capital, talento, dados e infraestrutura passam a ser analisados sob uma ótica de segurança e influência global.

Se o “Singapore washing” de fato perde força, o impacto vai além de uma empresa. Isso pode redefinir como startups de IA se estruturam globalmente, e como VCs avaliam risco, governança e exposição geopolítica em um mercado cada vez mais fragmentado.

IA no Brasil
(Imagem: FGV)

A FGV Direito Rio lançou o AI Hub, seu Núcleo de Estudos Avançados em Inteligência Artificial, durante os Diálogos Atlânticos sobre Tecnologia e Regulação, evento que reuniu especialistas do Itamaraty, da ANPD e da União Europeia nesta semana no Rio.

O núcleo vai atuar em quatro frentes prioritárias: setor bancário, entretenimento, educação e saúde. O foco declarado é produzir conhecimento técnico que auxilie na redução de desigualdades e no fortalecimento da soberania nacional em IA, com atenção especial aos princípios éticos e ao impacto nos setores público e privado.

O que torna o movimento relevante não é o núcleo em si, mas o contexto. O Brasil ainda não tem uma regulação de IA aprovada, e a corrida entre labs americanos e chineses por influência regulatória global está mais acirrada do que nunca. Instituições como a FGV que produzem conhecimento técnico de qualidade têm papel direto em moldar como o país vai legislar sobre o tema.

A pergunta que fica: produção acadêmica vai se converter em política pública na velocidade que o mercado exige? No Brasil, esse gap entre pesquisa e regulação costuma ser longo. E enquanto ele existe, founders e empresas operam num vácuo jurídico que trava investimento e escala.

Pesquisa
(Imagem: MPDI)

Um novo estudo publicado pela MDPI explora como sistemas de IA se comportam quando saem de ambientes controlados e passam a operar em contextos reais, dinâmicos e cheios de incerteza. O foco não está apenas em performance média, mas em como e por que os modelos falham.

A pesquisa destaca que, à medida que a complexidade do ambiente aumenta, surgem comportamentos inesperados, degradação de desempenho e dificuldades de adaptação contínua. Em especial, chama atenção para o gap entre benchmarks tradicionais e o que acontece em produção.

O trabalho reforça um ponto central para a próxima fase da IA: construir sistemas robustos vai muito além de treinar modelos mais poderosos, exige avaliação contínua, contexto e integração com o mundo real.

→ Vale a leitura completa para entender onde estão os limites práticos da IA atual, e o que ainda precisa evoluir para sistemas realmente confiáveis.

Venture Capital
Manifest OS Raises $60M to Scale AI-Native Law Firms | Let's Data Science
(Imagem: Manifest)

A Manifest, startup focada em IA para o setor jurídico, levantou capital em uma rodada que a avalia em cerca de US$ 750 milhões. O movimento reforça o interesse crescente em aplicações verticais de IA que resolvem problemas complexos em indústrias tradicionais, com alto ticket e forte dependência de expertise.

No jurídico, onde processos são intensivos em análise, documentação e interpretação, a IA começa a atuar não apenas como suporte, mas como camada operacional, automatizando tarefas e aumentando produtividade de forma direta.

Para o venture capital, a tese é clara: verticais com alta fricção e alto valor capturam bem a proposta da IA aplicada. Com dados específicos, workflows críticos e disposição para pagar, essas indústrias se tornam terreno fértil para construir produtos com defensabilidade real e receita recorrente.

Achados na internet

Mais notícias

A newsletter dos founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil, produzida pela Canastra Ventures, um Venture Capital pre-seed especializado em IA.

A Canastra Newsletter entrega, toda semana, o que realmente importa para quem está colocando a mão na massa e construindo startups de IA. Insights curados, aprendizados práticos, entrevistas e novidades da nossa comunidade — para founders que buscam conteúdo relevante e direto ao ponto para acelerar sua jornada, diretamente na sua caixa de e-mail principal.

Até a próxima! 👋

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Read the original on canastraventures.substack.com

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