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Por dentro da comunidade
Nossa Managing Partner, Larissa Bonfim, esta no Vale do Silício para representar-nos no Brazil at Silicon Valley, um movimento global que conecta o ecossistema brasileiro à inovação do Vale do Silício
O evento reúne founders, investidores e líderes que estão na fronteira da inovação, criando um ambiente de troca direta entre Brasil e Vale, onde tendências são discutidas, conexões são formadas e novas oportunidades começam a tomar forma.
A presença da Canastra reforça nosso compromisso em manter proximidade com os centros globais de inovação e, ao mesmo tempo, conectar o talento brasileiro às discussões e oportunidades que estão moldando o futuro da tecnologia e da IA.
IA pelo mundo
Três dos maiores rivais da IA americana estão compartilhando informações pelo Frontier Model Forum para detectar e bloquear o que chamam de “adversarial distillation” por parte de labs chineses. O alvo: DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax.
A acusação é específica. A Anthropic afirma que as três empresas geraram mais de 16 milhões de trocas com o Claude por meio de aproximadamente 24 mil contas fraudulentas, com o objetivo de extrair capacidades do modelo e treinar sistemas próprios. Distillation é prática comum na indústria. O que muda aqui é a escala e o uso de contas falsas para contornar termos de serviço e restrições de acesso regional.
O contexto financeiro importa. A participação de mercado da Anthropic no OpenRouter caiu de 29% para 13% em um ano, enquanto a MiniMax subiu para 20%. Modelos chineses estão entregando 90% da qualidade dos americanos por 7% do custo. Para labs que gastam bilhões em infraestrutura, isso é pressão existencial.
A tensão narrativa também é real. As mesmas empresas que acusam a China de copiar modelos treinaram os seus próprios em dados de terceiros sem consentimento explícito. O argumento legal é distinto, mas a simetria moral é desconfortável.
O que está em jogo vai além de propriedade intelectual. É uma disputa sobre quem define o frontier e quem dita os padrões globais de IA pelos próximos anos.
IA no Brasil
Um estudo da PwC estima que os avanços em IA podem atrair cerca de US$ 1 trilhão em investimentos globais em data centers até 2027. E o Brasil aparece como um dos principais destinos dessa corrida, por razões que vão além do discurso.
O argumento técnico é sólido. O país tem sobreoferta estrutural de energia renovável, com curtailment de solar e eólica que já permite contratos de PPA a preços altamente competitivos. A infraestrutura de conectividade consegue suportar cargas intensivas de processamento. E a Medida Provisória 1.318/2025, que institui o programa REDATA, reduz carga tributária sobre equipamentos e obras civis, diminuindo diretamente o CAPEX dos projetos.
O momento é estratégico. Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado e o Brent acima de US$ 100 por barril, a crise energética global está pressionando empresas e governos a diversificar sua infraestrutura digital para mercados com matriz renovável estável. O Brasil tem exatamente o que o mundo está procurando: energia limpa, barata e abundante.
Pesquisa
A Anthropic investiga como modelos de linguagem representam conceitos de emoção e qual o papel funcional dessas representações no comportamento da IA. A pergunta central é direta: quando um modelo fala sobre sentimentos, ele está apenas reproduzindo padrões linguísticos ou existe alguma estrutura interna mais consistente guiando essas respostas?
O estudo analisa como emoções aparecem nas ativações internas dos modelos e como influenciam decisões e outputs em diferentes contextos. Em alguns casos, esses conceitos parecem organizar o comportamento de forma coerente, em outros, revelam limitações importantes na forma como a IA generaliza estados humanos complexos.
A pesquisa toca em um ponto sensível para o futuro da interação humano-máquina: até que ponto podemos confiar em sistemas que “parecem” entender emoções sem necessariamente compreendê-las?
Venture Capital
A espanhola XOOPLE levantou US$ 130 milhões em uma Series B com uma proposta ambiciosa: construir uma camada global de dados geoespaciais estruturados para IA. A empresa transforma imagens de satélite, sensores e outras fontes do mundo físico em datasets organizados, prontos para alimentar modelos em aplicações como logística, agricultura, planejamento urbano e defesa.
O diferencial está na forma como esses dados são processados e estruturados. Não é apenas coleta, mas curadoria, padronização e atualização contínua, criando uma infraestrutura que pode ser reutilizada por diferentes modelos e empresas. Em um cenário onde a qualidade do dado define performance, esse tipo de ativo ganha ainda mais relevância.
Para o venture capital, a tese é clara: dados proprietários são uma das poucas defesas reais em um mercado onde modelos tendem à comoditização. Quem controla datasets únicos, especialmente do mundo físico, constrói vantagem de longo prazo e se posiciona como peça-chave na stack de IA.
No fim, é uma aposta clássica de infraestrutura — menos visível que aplicações finais, mas com potencial de capturar valor em toda a cadeia. Em vez de competir diretamente com modelos, a XOOPLE escolhe um caminho mais silencioso e estratégico: ser a base sobre a qual esses modelos operam.
Achados na internet
Mais notícias
A newsletter dos founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil, produzida pela Canastra Ventures, um Venture Capital pre-seed especializado em IA.
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Até a próxima! 👋

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