✨ A Newsletter dos Founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil. Recebeu este e-mail de alguém? Então você é um ousado que gostaríamos de conhecer! ✨
Por dentro da comunidade
A Canastra no South Summit Brazil 2026
De 25 a 27 de março, estivemos no Cais Mauá, em Porto Alegre, para mais uma edição do South Summit Brazil. Além do networking e dos encontros com founders, investidores e amigos do ecossistema, participamos de side events, bancas de competição de startups e dois painéis com plateias cheias.
No dia 25, Larissa Bonfim, Managing Partner da Canastra, trouxe ao palco a visão do fundo sobre founders na era da IA 🧠. A mensagem foi direta: a tecnologia amplifica capacidade, mas não substitui boas lideranças. Convicção e a habilidade de decidir sob incerteza continuam sendo o diferencial real. Larissa também integrou a banca avaliativa do Startup Competition, onde startups apresentaram seus pitches para VCs numa competição de alto nível. Uma ótima oportunidade de conhecer novos founders e apoiar na seleção das finalistas 🤝.
No último dia do evento, Paulo Alencastro, Fellow Partner da Canastra e cofundador da Unico, falou sem filtro sobre o que raramente aparece nos painéis: crescer dói 💪. A pressão de ser a última camada decisória, o equilíbrio entre investidores, executivos e clientes, e a lição aprendida na prática: cerque-se de pessoas melhores do que você antes de precisar delas.
Os dois painéis foram cobertos pela PEGN e pela Startups.
Esse é o papel que queremos ocupar no ecossistema: não apenas como capital, mas como uma voz ativa nas conversas que moldam o que vem a seguir 🚀
Obrigado, South Summit Brazil, pelo convite e pelos encontros incríveis.
IA pelo mundo
Gêmeos digitais de humanos para resolver o maior gargalo da medicina com IA
O problema que a Mantis Biotech está atacando é real: modelos de linguagem para saúde travam em casos raros e doenças pouco documentadas simplesmente porque não existe dado suficiente para treiná-los. A empresa constrói gêmeos digitais do corpo humano combinando dados de múltiplas fontes com um motor de física para gerar datasets sintéticos de alta fidelidade.
A camada de física é o diferencial técnico. Em vez de apenas interpolar dados existentes, o sistema modela anatomia e fisiologia com base em princípios físicos reais, o que permite gerar cenários que nunca foram documentados. O exemplo da fundadora é direto: estimar a postura de uma mão com dedo amputado é trivial para o modelo, mesmo sem nenhum dataset público desse tipo.
O go-to-market inicial é esportes profissionais, onde um time da NBA já usa a plataforma para monitorar performance e prever lesões. A próxima aposta é pharma e ensaios clínicos para FDA. A empresa levantou $7.4M em seed com Decibel VC, Y Combinator e Liquid 2.
O caso é relevante além do setor de saúde. Dados sintéticos ancorados em física resolvem um problema que vai muito além da medicina: qualquer vertical com escassez de dados rotulados, restrições regulatórias ou edge cases raros enfrenta a mesma limitação. Quem resolver isso de forma confiável tem um ativo defensável.
IA no Brasil
O CEIA-UFG comprou 31 supercomputadores da Nvidia.
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG adquiriu 31 unidades do NVIDIA DGX Spark, o menor supercomputador do mundo, para equipar dois novos laboratórios em Goiânia. A compra foi viabilizada com recursos do governo estadual e da EMBRAPII, com instalação prevista para o fim de abril.
O DGX Spark roda no superchip GB10 Grace Blackwell, integrando CPU e GPU projetadas especificamente para IA. Na prática: estudantes de graduação vão ter acesso a infraestrutura de nível profissional antes mesmo de entrar no mercado. Os equipamentos vão para o Instituto de Informática, que abriga o primeiro Bacharelado em Inteligência Artificial do Brasil, e o curso de Engenharia de Computação.
O movimento consolida o que já apontamos aqui: o CEIA-UFG está construindo um dos ecossistemas universitários de IA mais sérios do país. Infraestrutura de ponta na graduação comprime o tempo entre formação e geração de impacto real. Quem sair desses laboratórios não vai precisar aprender a trabalhar com ferramentas profissionais depois. Já vai chegar sabendo.
Pesquisa
A OpenAI publicou o manual de comportamento dos seus modelos.
A OpenAI publicou um post explicando a filosofia e mecânica por trás do seu Model Spec, o documento de 100 páginas que define como os modelos devem se comportar em qualquer situação. Não é um update técnico. É a tentativa mais explícita da empresa de tornar legível o que antes era opaco.
O documento define uma cadeia de comando clara: Root → System → Developer → User → Guideline. Nenhuma instrução de developer ou usuário pode sobrepor as restrições de nível Root, que incluem proibições absolutas como vigilância em massa e armas autônomas. É o primeiro lab a publicar uma hierarquia de autoridade tão detalhada e pública.
O contraste com a Anthropic é revelador. A Claude Constitution da Anthropic lê como ensaio de filosofia moral. O Model Spec da OpenAI lê como compilação de jurisprudência, com casos, exemplos e regras explícitas. Abordagens diferentes para o mesmo problema: como fazer um modelo de linguagem se comportar de forma previsível em escala.
Venture Capital
A Mistral está construindo infraestrutura própria. E está usando dívida para isso
A Mistral levantou $830M em debt financing para construir um data center em Bruyères-le-Châtel, perto de Paris, movido por chips Nvidia, com operação prevista para o segundo trimestre de 2026. Somado ao anúncio de $1.4B em infraestrutura na Suécia, o lab francês está deployando mais de $2B em compute próprio em menos de dois meses.
A escolha por dívida em vez de equity não é acidental. A Mistral já levantou mais de €2.8B em venture, com General Catalyst, a16z, Lightspeed e DST Global no cap table. Usar debt para infraestrutura preserva equity para o que realmente valoriza a empresa: modelos, talento e go-to-market.
A narrativa do CEO Arthur Mensch é explícita: o objetivo é “garantir que inovação e autonomia em IA permaneçam na Europa”, atendendo governos e empresas que não querem depender de cloud providers americanos. É uma aposta de soberania tecnológica com retorno comercial real.
O padrão que emerge é claro. Labs europeus estão deixando de ser apenas desenvolvedores de modelos para virar operadores de infraestrutura. Quem controla o compute controla os contratos com governos. E contratos com governos são o revenue mais previsível e defensável que existe em AI hoje.
Achados na internet
Mais notícias
Google lança fone que traduz automaticamente (e dessa vez funciona)
Scaleops levanta US$130M para melhorar a eficiência em meio a demanda de IA
Canastra Newsletter
A newsletter dos founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil, produzida pela Canastra Ventures, um Venture Capital pre-seed especializado em IA.
A Canastra Newsletter entrega, toda semana, o que realmente importa para quem está colocando a mão na massa e construindo startups de IA. Insights curados, aprendizados práticos, entrevistas e novidades da nossa comunidade — para founders que buscam conteúdo relevante e direto ao ponto para acelerar sua jornada, diretamente na sua caixa de e-mail principal.
Até a próxima! 👋

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.