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Bom dia! ☀️
Radar da semana
🧐 Por trás de Zara & John Galliano
✍️ Margiela, o homem, o mito
🍻 No bar com Noel e Bono
😍 Chloé Obsessed
🤔 Uma frase
💡Rick Rubin e o bom gosto
🙆♀️ Um meme maravilhoso
🎵 Uma música do ❤️
A colaboração entre John Galliano e Zara não é sobre roupa. É sobre posicionamento.
Quando uma marca como a Zara - precursora da velocidade, escala e distribuição na moda - convida um designer como John Galliano para um projeto de dois anos, a pergunta não é o que ele vai criar, mas o que ela quer se tornar.
A Zara já é uma das marcas mais conhecidas e bem-sucedidas do mundo. Referência em escala, operação e influência. Mas há algo que ela ainda não é: autoral, original, autêntica. E, definitivamente, não é uma marca de luxo. Os rótulos de fast fashion e copy cat seguem colados a ela no imaginário coletivo.
Agora, com a ascensão do ultra fast fashion da Shein, a Zara quer se distanciar desse território e reposicionar sua imagem, migrando para um espaço mais exclusivo. Nos últimos anos, esse movimento já vinha se desenhando com a aproximação com figuras como Stefano Pilati, as supermodels e a elite cultural global, que vêm aparecendo em suas campanhas e projetos de collab.
E Galliano é o símbolo dessa virada: além de entregar capital cultural, ele vai posicionar a Zara, oferecendo peças estilosas e de boa qualidade a preços mais altos, porém ainda acessíveis. Este mercado, chamado intermediário, é o que mais deve crescer na indústria, visto que as marcas de luxo estão cada vez mais proibitivas (até mesmo pros ricos).
Galliano não é apenas um estilista de luxo. Ele é um ícone. Um gênio. Idolatrado pelas pessoas da moda por seu talento único e pelas experiências e emoções que vêm a cada desfile seu. Nem a cena horrorosa que ele causou em 2011 (e que resultou na sua demissão da Dior) fez com que as pessoas do mercado se esquecessem dele - novos fãs podem ainda não conhecer essa história, então eu sugiro dar um Google ou perguntar pra sua IA.
O primeiro drop sai em setembro e já podemos prever filas na porta de Zaras mundo afora a cada lançamento.. Segundo a Zara, Galliano “trabalhará diretamente com peças de coleções passadas da Zara, desconstruindo-as e reconfigurando-as em novas expressões e criações sazonais. Guiadas por um processo e autoria de alta-costura, as coleções serão lançadas sazonalmente ao longo da parceria".
Guiadas por um processo e autoria de alta-costura. É um encontro improvável. A alta-costura sempre foi sobre tempo, precisão e autoria. O fast fashion, sobre velocidade, escala e acesso. Dois sistemas quase incompatíveis e que agora tentam coexistir.
O icônico e sempre misterioso Martin Margiela apresenta sua primeira grande exposição no Japão, transformando uma casa histórica de Tóquio em um cenário íntimo e conceitual.
O próprio Margiela assina curadoria e cenografia, vai ocupar a casa de 1927 com suas esculturas, pinturas, colagens e vídeos.
Desde que deixou a moda, em 2009, para se dedicar integralmente à arte, sua pesquisa segue orbitando o corpo, os vestígios e a ausência.
“Ainda tenho os mesmos interesses e obsessões que tinha na época em que trabalhava na moda, mas o corpo humano já não é o meu único meio de expressão… Prefiro suscitar perguntas a dar respostas.”
Martin Margiela
Conhecido como “o homem invisível”, Margiela construiu uma carreira marcada pela recusa ao protagonismo. Evitava aparições públicas, se comunicava por fax e abriu mão do tradicional cumprimento final nos desfiles da Maison Margiela - ele nunca entrava na passarela para agradecer ao final do desfile - um gesto que deslocava o foco da figura do criador para o trabalho em si.
A mostra vai de 11 a 29 de abril. Quem viu, viu.
“Eu tive sorte. Mario Testino me ensinou a ir além. Tom Ford nunca dizia não. Karl Lagerfeld sempre me dizia para criar surpresa. Mas os tempos mudaram. A empolgação é rara na moda hoje. Muita gente está blasé. Muitos têm medo. O medo é o inimigo da reinvenção”.
❤️
“Não tenho nenhuma habilidade técnica. E não entendo nada de música.”
Resposta do incrível produtor musical Rick Rubin, quando questionado em uma entrevista ao programa 60 Minutos se sabia operar uma mesa de som.
O apresentador perguntou então pelo que ele era pago. E Rubin respondeu:
“A confiança que tenho no meu gosto musical e na minha capacidade de expressar o que sinto tem se mostrado útil para os artistas.”
Just a perfect day
drink sangria in a park
and then later
when it gets dark we go home

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