Bom dia! ☀️ Feliz 2026!
Radar da semana
🌎 Um mundo à flor da pele
👥 A spirit of dialogue
👩🏼🎤 Vamos falar da moda
🇧🇷 Brasil na onda
👑 Madonna e mais um deal milionário
💕 AMORE
👀 A modelo de 2026
🎵 Uma música do ❤️
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O ano do cavalo e um mundo à flor da pele
Estou escrevendo no dia 11 de janeiro e não dá pra começar de outro jeito que não seja assim: 2026 será um ano politicamente intenso, um ano disruptivo em que padrões e estruturas serão questionados e transformados. O mundo não só está em transição; ele está à flor da pele.
Uma parte dessa intensidade se deve exclusivamente ao Trump, que se auto-elegeu presidente do mundo e não nos dá (à sociedade global) um dia de sossego, tensionando acordos globais e tratando política externa como se fosse um reality show.
Outra camada por trás desse clima de tensão tem a ver com a tecnologia. A inteligência artificial, as plataformas digitais e a concentração de poder nas mãos de um grupo muito pequeno de bilionários vêm moldando decisões econômicas, culturais e políticas há anos. A diferença é que agora parece que uma parte significativa da população começou a perceber a influência - ou manipulação - dos arquitetos da I.A (como chamou a Time Magazine em sua capa de dezembro) e tem sido mais crítica, mais ativa e vocal em relação a figuras como Elon Musk, Mark Zuckerberg e sua forma de operar sem mediação ou controle.
Sabemos que todas as plataformas têm investido agressivamente em chatbots de IA para seus usuários e isso tem mudado a forma como a gente se relaciona com esses robôs. Por exemplo, tem pessoas em um relacionamento sério com os bots no ChatGPT - este ano ainda, a empresa vai lançar sua versão com conteúdo para adultos. Em um podcast, Zuckerberg falou que a IA provavelmente não substituirá as conexões presenciais ou as conexões da vida real, “pelo menos não imediatamente". 🫠
A evolução dos serviços como o Chat GPT ou Google Gemini são uma IA que tem uma forma, que apareça, gesticule e sorria como uma pessoa real. Esses companheiros virtuais terão uma aparência e uma voz cada vez mais realistas.
E isso é só o começo. Estamos apenas no início da era dos chatbots.
Por isso é importante que a gente se informe sempre exija a regulamentação da inteligência artificial.
Bom, posto isso, achei pertinente o tema do próximo World Economic Forum, que acontece em Davos, de 19 a 23 de janeiro.
A Spirit of Dialogue.
Num mundo cada vez mais fragmentado, falar sobre cooperação, escuta e construção conjunta é urgente. Porque, como mesmo vamos sobreviver sem diálogo em um mundo cada vez mais complexo e inovador?
O ano do Cavalo, como clima global, traduz bem esse momento: um mundo cansado de contenção e faminto por autonomia e liberdade, mesmo que isso gere instabilidade, conflito e desconforto.
Geopolítica, liderança no século 21, IA agêntica, resiliência, crescimento e brain economy (meu assunto obsessão do momento) estão no centro da conversa. Sei que o WEF não age sozinho em determinar ou alinhar as novas rotas pro mundo, mas é fundamental que o espírito do diálogo siga vivo.
Olhando para a moda…
Na moda, como sabemos, mais mudanças chegam através da IA. Depois da H&M lançar seus gêmeos digitais, agora foi a vez da Zara. E cada vez mais e mais marcas irão aderir. O importante aqui, já que não dá para lutar contra, é fazer com responsabilidade e ética. E o mercado eventualmente vai se adaptar.
Os grupos mais afetados por essa mudança (fotógrafos, stylists, maquiadores - as modelos continuam sendo pagas cada vez que uma imagem sua é usada) irão se adaptar de duas formas: nadando a favor da corrente, aprendendo a usar a inteligência artificial a seu favor; e contra a corrente, criando novas formas, espaços e experiências para expressar seu talento. Do stress e do medo, surgem ideias potentes e que podem influenciar novos caminhos e comportamentos para a parte criativa da moda.
Quer saber o que não fazer? Então olha essa campanha da Valentino. É tão bizarra que é engraçada. “Embora as pessoas gostem do conteúdo gerado por IA para uso pessoal, elas exigem um padrão mais elevado das marcas, especialmente das marcas caras”, disse Dra. Rebecca Swift, vice-presidente de criação da Getty Images. “Nem mesmo a total transparência sobre o uso de IA foi suficiente para conquistá-las.”
É fato que não está fácil agradar.
A moda está, cada vez mais, se tornando uma infraestrutura emocional, ajudando as pessoas a regular identidade, sentido e estabilidade.
Sem a gente perceber, ela passou a cumprir uma função silenciosa, de organizar emocionalmente a experiência de estar no mundo. Porque, né, não está fácil, estamos precisando de alguns pontos de ancoragem e roupa é um deles. É onde podemos achar as repostas para algumas perguntas, como:
quem eu sou hoje?
como quero me sentir?
como me apresento ao outro?
o que me dá segurança para atravessar o dia?
A moda virou nosso pequeno território de controle, de expressão e de conforto, portanto ela não pode ser vazia, genérica ou preguiçosa. Não basta ser bonita, eficiente e/ou inovadora. Ela precisa fazer sentido.
Brasil segue chamando atenção
Vai rolar a exposição individual do incrível talento paraense, o fotógrafo Rafael Pavarotti. Ela acontece no Museu de Artes Decorativas, em Paris, de 23.09.26 a 02.05.27. Rafael é hoje o principal fotógrafo de moda, a pessoa por trás das principais campanhas e editoriais internacionais.
No cinema, O Agente Secreto segue arrasando (venceu ontem na categoria de melhor filme em língua não inglesa, batendo Valor Sentimental e Foi Apenas um Acidente; e Wagner levou melhor ator, ganhando do Jeremy Allen White, que fez uma incrível atuação como Bruce Springsteen). Independente dos resultados no Oscar, é fato que o cinema brasileiro está passando por uma linda primavera, com o mundo observando - e curtindo - esse novo momento.
Vale mencionar o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que ganhou o Critics Choice Awards de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem, filmado inteiramente com luz natural. Ele também foi pré-indicado ao Bafta.
O funk vai continuar a seduzir os gringos. Sua crueza e energia real unidos a cultura, origem e sensualidade vão fazer o gênero se infiltrar mais ainda, deixando de ser tendência de exportação cultural pra virar um código cultural reconhecível.
Este ano, teremos a volta de um evento de moda no Rio, que será organizado pelo mesmo time do SPFW. O Rio Fashion Week marca a retomada dos grandes desfiles no calendário da cidade.
Redes sociais: a ficha caiu
Esse é um tema que eu falo bastante aqui na news, a fadiga social gerada pelas redes. Ela parece ter sido criada para nos unir, mas a verdade é que ela nos afastou e isolou, de cabeça pra baixo, eternamente no scrolling do celular. A tendência do momento - e tenho percebido isso em várias faixas etárias - é se afastar do digital e se aproximar do humano, do real e do presencial. Vamos fazer escolhas melhores de quem seguimos nas redes, com quais posts interagimos e quanto tempo desperdiçamos olhando insta e tik tok.
A série de Madonna
Madonna fechou um acordo de US$ 10 milhões com a Netflix para um novo documentário previsto para estrear em 2027. A minissérie terá sete episódios e vai contar sua jornada pessoal e artística, dos tempos em que fazia parte da cena underground de Nova York até se tornar uma estrela e ícone global. Espere por muitas cenas raras e inéditas. Tô pronta pra ver já!
Galliano vai ser tema do Met?
Muita gente esperava que John Galliano levasse um dos muitos cargos de diretor criativo que passaram por mudanças no final do ano passado. Mas não. Ele tá sumido, segundo eu li em uma newsletter, mas se preparando para algo maior. E aí começaram a falar que ele será o tema do Met de 2027. Anna Wintour, a força motriz por trás do Met Gala, já disse que ele é o estilista mais importante vivo hoje. Eu vejo acontecendo.
AMORE: a nova estrela da Espanha
AMORE é o novo nome que muita gente parece estar ouvindo agora. A cantora espanhola que quase virou cientista, faz um som pop e fácil de ouvir, mas aberto a experimentações e sem a poluição sonora que muitas vezes vem carregada no som das estrelas do pop. Ouça o álbum de estreia Top Hits, Ballads, etc…, lançado em 2025. Adoro a música Amiga.
Uma modelo pra ficar de olho: Bhavitha Mandava
A modelo da Índia é o nome mais requisitado das passarelas atualmente. Graduada em arquitetura, ela também tem um Master of Science in Integrated Design & Media/Human-Computer Interaction (Design Integrado e Mídia/Interação Humano-Computador) pela Universidade de New York. Na NYU, Mandava trabalhava como especialista em comunicação no MakerSpace, o laboratório de prototipagem da universidade, até que foi avistada por um booker, que enviou as fotos para a Bottega Veneta, quando Matthieu Blazy ainda era diretor criativo. Agora na Chanel, ele a colocou para abrir seu desfile e a gênia virou uma das meninas mais procuradas do mercado. Olho nela!
E pra encerrar 👋 💋
Música nova da Robyn, do álbum Sexistential, que lança dia 27 de março.

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