Bom dia! ☀️
Radar da semana
🪞 A nova energia da moda
👩🏼🎤 Uma artista de IA que vale conhecer
😵 Instalações incríveis
📷 Novo espaço de fotografia
🎵 Uma música do ❤️
Curta esta postagem clicando no ícone de coração acima. Dê uma assinatura de presente por R$ 20/mês aqui
Quem está acompanhando o lançamento das campanhas de moda deve ter percebido o mesmo que eu: há um clima de simplicidade e espontaneidade no ar. Tem algo diferente, que não é super poser. As modelos e atrizes aparecem agindo de forma mais natural, em cenários comuns, como salas e quartos. Uma estética mais crua, mais próxima, mais humana.
Vem comigo.
A nova campanha da Chanel, fotografada por Alec Soth, mostra um clima despreocupado com retratos de modelos como Awar Odhiang e Bhavitha Mandava posando em diferentes ambientes da Villa La Pausa, a casa que Coco Chanel construiu em 1928 e onde costumava receber amigos como Salvador Dalí e Luchino Visconti.
Algumas imagens beiram a extrema simplicidade na execução: não tem aquela luz perfeita, nem um enquadramento super planejado, nem uma produção elaborada. É o mood (e as roupas) que importam. E, sendo bem honesta, eu nunca tinha visto essa vibe tão despretensiosa na Chanel antes.
Dei uma mergulhada nisso porque, na moda, ada acontece por acaso: tudo tem um porquê ou funciona como espelho do seu tempo. E quando a gente olha para o mundo agora - acelerado e emocionalmente sobrecarregado - faz sentido que a moda responda com algo mais simples, relacionável e mais próximo da vida real.
Essa nova “tendência” pra mim é mais uma leitura de mundo do que simplesmente uma estética. E que também conversa com o que tenho lido sobre a nova valorização do conteúdo autêntico e real, uma reação à padronização visual que chegou com a inteligência artificial.
Depois de anos de excesso visual, hiperprodução digital, filtros, performances de status e estímulo constante, chegamos a um cansaço coletivo. Concordamos que já deu, né? Soma isso ao momento ao nosso momento atual aqui no planeta Terra (quem mais anda com uma leve sensação de “fim do mundo”, tema da minha próxima news) e temos alguns sinais.
A moda percebe isso rápido e começa a se reorganizar em outra direção: menos espetáculo, mais conforto, mais naturalidade, intimidade e conexão. A ideia de uma aspiração possível. E, em alguns casos (Miu Miu), com um pouquinho de escapismo.
A campanha da Dior, fotografada por David Sims, também tem essa naturalidade e espontaneidade, mesmo estrelada por Greta Lee, Kylian Mbappé e Louis Garrel. A informação é transmitida por meio da linguagem corporal, das roupas e da atmosfera.
A diferença é que, até ontem, pegando como exemplo a foto abaixo, a gente não veria os sujos da parede, os buracos de fechadura nem esse pano cinza amassado jogado em cima do sofá rsrs. Caiu o véu do glamour.
Vejo como uma desglamourização do glamour. Um momento de não apenas impressionar, mas de acompanhar a vida real.
E talvez esse seja o grande shift dessa temporada: o novo luxo não quer mais impressionar. Quer acolher e conectar. Em um mundo exausto e barulhento, parecer humano virou o novo status. Bora ser feliz.
Ofereça uma assinatura de presente
Só um spoiler de uma artista que trabalha com I.A e moda, Keta Bart. Ela pega looks de um desfile icônico de uma marca e transforma num clip (como esse abaixo com looks do McQueen), com um resultado que é visualmente impactante e ainda tem um certo mistério, muito por causa da trilha também. A gente tem conversado e, em breve, vou soltar uma entrevista com ela.
Tô num momento Lachlan, olhando todos os seus trabalhos e videos. Lachlan Turczan é um artista americano que trabalha com luz, água e som. Ao longo da última década, ele vem desenvolvendo uma prática artística focada nas propriedades ópticas e sonoras da água e da luz, resultando em instalações lindas.
E eu não sabia, mas São Paulo ganhou um novo centro cultural dedicado à fotografia, o Via Foto. Assinado pelo escritório Superlimão, o projeto do Instituto transformou um antigo galpão no Largo da Batata em um espaço para exposições, encontros e experiências. Cultura nunca é demais.
You can kill the dreamer, but you can’t kill the dream.
Você pode matar o sonhador, mas você não pode matar o sonho.
Martin Luther King Jr.
Música nova do Bruno Mars, do álbum The Romantic, que lança dia 27.02 (meu aniver)

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.