1.
A época do Natal é propícia para enfeites, luzes e decorações. Há quem ame tal realidade, há quem fique perdido diante de tanta informação. É um período que possuí forma própria de expressar sua natureza comercial. Sim, comercial, pois parece que o Natal é mais sobre presentes (débito ou crédito?) e confraternizações (em casa ou no restaurante?). Diante dessa realidade, ainda há um clima de esperança, de coisa nova no ar. Ainda assim, as aparências parecem reinar mais que a realidade. Isso tudo testa a paciência das pessoas, e a de Deus. Vem comigo para o texto do Profeta Isaías 7.13
Então o profeta disse: “Ouçam bem, descendentes de Davi! Não basta esgotarem a paciência das pessoas? Agora também querem esgotar a paciência de meu Deus?
2.
O livro do profeta Isaías é um grande apanhado de profecias escritas entre 740a.C. e 530a.C. O nosso texto está na primeira parte do livro, onde as críticas sociais são marcas da profecia e as promessas de redenção constituem a esperança de nova realidade para a humanidade.
Acaz reinou sobre Judá num período de grande ameaça. A invasão estava por acontecer e, num cenário de guerra e desesperança, ele se recusa a confiar em Deus e obedecer à ordem do profeta Isaías. Sua pretensa humildade, na verdade, era covardia diante de uma ordem de Deus: peça ao SENHOR, seu Deus, um sinal de confirmação.
3.
Natal é permanência. Pare de pedir a Deus um sinal, de barganhar. Sempre, ano após ano, que escolhemos os presentes e as festas em detrimento da fé e comunhão, estamos testando a paciência de Deus. Dezembro ninguém tem tempo para nada, quem dirá para as coisas de Deus e da Igreja! Natal não é agenda, é permanência e só permanece aqueles cuja paciência não esgota, é longânimo! Não esgote a paciência do seu próximo, seja amigo e pacífico. Não esgote a paciência de Deus, seja fiel e disposto a servir.
Natal é resistência. Precisamos resgatar o conceito original de Emanuel. Deus conosco. Para Acaz, é a promessa de que, não importaria a circunstância e opressão, Javé estaria com seu povo. Para nós, cristãos do Século XXI, é a certeza da presença de Deus em toda circunstância. Sem Emanuel, sem Natal. E Natal é sobre rejeitar o mal, crer na presença real de Deus e viver o Reino de Deus e sua justiça. Não é sinal, é presença. Evidências podem ajudar, mas não vivemos por elas, vivemos pela fé, real e racional, espiritual e transcendente, de que Deus sempre está conosco.
4.
Evidências, sinais, não podem criar a fé. A evidência simplesmente carece de explicação. A fé, ainda que explicada e racionalmente assimilada, é praticada, exercida, vivida. O desafio para nós é vivermos a fé, apesar das evidências, contrariando as aparências! Não teste a paciência das pessoas, ignorando suas aflições, nem a de Deus, ignorando a real mensagem do Natal!
5.
A minha dica é você ler o livreto poderoso de Tim Keller, onde ele mostra que a humildade que brota do evangelho possibilita pararmos de vincular cada experiência e cada conversa com a nossa história e com quem somos. Ego transformado é uma leitura curta, profunda e desafiadora
6.
Se você chegou até aqui, quero primeiramente agradecer por dedicar um tempo para a leitura.
Você receberá os conteúdos que estão prontos e agendados, mas serão antecipados, encerrando em 4 de julho de 2026. O motivo? A Newsletter Café com Alecrim fará uma pausa, talvez, definitiva. Tenho questionado a Deus, nos últimos anos, sobre a relevância, necessidade e continuidade de meu ministério pastoral. No fim da manhã do 12º Domingo no Tempo Comum de 2026, tomei a decisão de começar a parar tudo o que fosse possível parar e que está vinculado ao “Pastor Giovanni”. Continuo questionando a Deus até que ele me responda.
Agradeço imensamente a todos que investiram no meu trabalho.
Agradeço imensamente a todos que leram meus textos e reagiram.
Agradeço imensamente a todos que leram meus textos.
Que Deus nos abençoe.

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