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Biblioteca de Zines · Apr 22, 2026

ZINE COMO RESISTÊNCIA

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Biblioteca de Zines · Biblioteca de Zines

Eu conheci a Biblioteca de Zines por meio da minha querida Professora Jeniffer Yara (UEAP, Universidade do Estado do Amapá), na disciplina de Literatura Infantojuvenil. Em meio a este espaço de trocas e descobertas, publiquei um zine pela primeira vez e tive contato com esse tipo de produção também. Fiquei maravilhada.

Produção de zine de Giselle

O Zine me apresentou uma forma de criação cheia de liberdade, totalmente manual e principalmente acessível; afinal, sabemos que o processo de publicar um livro para muitos autores independentes (assim como eu), é algo inalcançável. Assim, o zine nasce da urgência, ou seja, do que se tem à mão.

Nesse sentido, a existência de uma biblioteca de zines online, gratuita e aberta que nos permite publicar nossos trabalhos sem barreiras, é algo que considero verdadeiramente maravilhoso. Minha relação com a Biblioteca de Zines é de profundo afeto, pois não a considero apenas como um acervo, mas como um espaço de acolhimento e incentivo de criação.

Páginas de Zine produzido por Giselle

Essa importância ficou ainda mais evidente durante meu recente estágio, no Ensino Médio: após eu receber o tema da minha regência (poesia marginal), logo me questionei sobre como trabalhar esse conteúdo de forma que dialogasse com o contexto e interesses dos alunos, afinal eu queria algo que realmente os atravessassem e os envolvessem, e então me lembrei dos zines.

Propus a produção de zines em sala de aula, e o resultado foi surpreendente.

As criações dos alunos foram tão potentes, tão vivas, que eu não consegui aceitar a ideia de que aqueles trabalhos ficassem guardados ou esquecidos. Foi então, que surgiu a ideia de enviá-los para publicação na Biblioteca de Zines, para que aquelas vozes também pudessem circular, existir, serem vistas e lidas, ou seja, foi uma forma que encontrei de dar continuidade ao processo criativo deles, de afirmar que aquilo também era literatura.

Zines dos alunos de Giselle, disponíveis para leitura na Biblioteca de Zines

Desse modo, para mim os zines carregam exatamente isso: Resistência.

Eles me remetem diretamente á poesia marginal, aos movimentos que escreveram e seguem escrevendo, à margem, como ato político, utilizando processos manuais e acessíveis, fora dos padrões oficiais. Portanto, o zine é uma arte possível, é voz que não pede permissão, é criação que nasce do corpo, das mãos, da urgência de dizer, resistir e existir.

Sobre a autora

Graduanda do Curso de Licenciatura em Letras Português, da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). Mãe, educadora e zineira, tem a escrita como prática de resistência e o zine como espaço de memória artística. Residente no município de Santana, estado do Amapá; é apaixonada pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), pela cultura asiática (Kpop, Doramas, BLs etc.) e por cozinhar aos finais de semana. Giselly acredita na educação como ato político, coletivo e transformador.

Nota da Idealizadora

Obrigada por ler até aqui :) tem sido muito bacana acompanhar o andar da Biblioteca de Zines por aí, e ver que nosso trabalho tem impactado pessoas positivamente e as conectado mais com criações manuais e criatividade em geral. Bora botar zines no mundo!

Lembrando que nossa newsletter é coletiva, e quem sabe não vem uma publicação completa com nossos materiais nesse ano…?

Interessados mandar um alô por e-mail em luanagoesmontes@gmail.com

Até logo!

Luana Góes

Idealizadora da Biblioteca de Zines, artista e designer

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Read the original on bibliotecadezines.substack.com

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