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Mapa da Música Autoral · Apr 28, 2026

O fim do Estúdio Aurora, o Festival 5 Bandas e um novo documentário sobre a cena

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E o malucão que simplesmente gravou áudios de mais de 10 mil shows em Chicago

Outro dia eu estava no A Porta Maldita e o Diego da Costa sugeriu fazer um documentário sobre a cena de SP. Muitas ideias e poucas certezas, mas resolvemos tentar filmar um pouco do último dia do Estúdio Aurora e do Festival 5 Bandas.

Os mestres Fábio Tito e Luiz Franco conduziram entrevistas com Vera Fischer Era Clubber, Taxidermia, Raça no 5 Bandas. Tenho muito a agradecer ao Alê Giglio, do Minuto Indie, e à Ray Sanchez, da Cena. O festival rodou com ingressos esgotados e, pelos relatos, foi emocionante.

No Aurora, foram umas 20 entrevistas. Não vou enumerar aqui pra não ser injusto nem esquecer de ninguém. Também filmamos trechos de shows de Zaguaraz, Wilza, Tutu Naná, Combover, Ottopapi e Ecos Falsos.

O que esse material vai virar? Ainda não sabemos. Pode ser um documentário, uma série sobre casas de shows ou algo completamente diferente. Só depois que o Diego analisar tudo é que vamos definir um caminho.

O clima no Aurora era de celebração ao estúdio, ao Carlão e ao Vini, mas também de despedida. Todo mundo lamentando o fechamento de um lugar importante para a música de SP.

Ao mesmo tempo, existe a sensação de que dias melhores podem vir, tem muita banda nova interessante surgindo. O próprio Carlão comentou isso comigo.

Além de olhar pra frente, ele relembrou os dias de glória do Aurora, com gravações de João Bosco, João Donato, Eagles of Death Metal e muita gente boa.

Ele me contou que, antes de virar sócio do Aurora, visitou o estúdio do Jack Endino, produtor do “Bleach”, do Nirvana. Ao saber dos planos, Endino foi direto: “Não faça isso”.
Aqui o narrador onipresente diz: “Ele fez”. O resto é história.

O rei do bootleg

Na última semana, conheci Aadam Jacobs depois de ler esta matéria do NYT sobre ele. O cara era um sujeito sem muito trato social que colava em praticamente todos os shows de Chicago, puxava uma extensão da tomada e gravava todas as bandas sem pedir.

De moleque inconveniente, virou uma lenda local. Entre 1984 e 2019, gravou mais de 10 mil shows e carregou esse acervo com ele por onde passou.

Abaixo tem um documentário sobre ele na íntegra.

Hoje, uma série de voluntários está fuçando esse material e subindo tudo no Internet Archive. Dá pra encontrar pérolas como o Nirvana ainda na fase do “Bleach” (sim, gravado pelo Jack Endino), que o próprio Aadam dizia não ser tão bom quanto o Mudhoney, além de Smashing Pumpkins, Replacements, Pavement, Yo La Tengo e muitos outros.

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A semana foi movimentada. O Mapa da Música Autoral de Goiânia, feito em parceria com Fernanda Meireles e com ilustrações da Isabella Pontes, venceu o Prêmio Goiânia Mais Criativa.

Fiquei muito contente com o reconhecimento e depois ainda descobri que a vitória nos classifica para a etapa nacional.

Abaixo todos os mapinhas já publicados:

Até a semana que vem.

Read on bazzan.substack.com

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