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Mapa da Música Autoral · Aug 10, 2026

Debate com o Não São Paulo no CCSP e o Festival Contra.Cena

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O polêmico disco dos Strokes e a minha teoria de viagem no tempo sobre o The Walkmen

Tem dias que eu saio do trabalho com vontade de chorar, mas logo o trânsito de São Paulo me dá uma raiva danada e a tristeza passa. Se um dia essa newsletter chegar a 2 mil assinantes pagos, largo tudo e vou me dedicar a fazer mapas da música autoral e outras coisas menos importantes. Pedi pro ChatGPT fazer um desenho de como estamos em relação a essa meta.

Semana que vem tem o Mapa do Espírito Santo. Agora vamos aos assuntos do dia.

Neste sábado, eu e a Isabella vamos participar de um debate sobre a cena de SP e o Mapa da Música Autoral com o pessoal do Não São Paulo, lá no Centro Cultural São Paulo (CCSP). O evento é gratuito, mas está sujeito a lotação.

Será no dia 15 de agosto, às 15h.

📍 Local: Centro Cultural São Paulo — Rua Vergueiro, 1000 — Sala de Debates

Também vamos levar algumas versões impressas do Mapa da Música Autoral de SP para distribuir.

Quem não conseguiu ir à palestra do Sesc tem a oportunidade de colar nesse rolê pra trocar uma ideia. E quem já foi pode ir de novo e aprofundar algum assunto que não tivemos tempo de desenrolar.

Deixa o celular em casa

O Festival Contra.Cena acontece em outubro com uma proposta ousada: fazer as pessoas deixarem o celular de lado e prestarem atenção nas bandas. Na entrada do evento, eles vão colocar adesivinhos nas câmeras dos smartphones para tentar constranger os chatos que ficam filmando o show inteiro.

É uma proposta polêmica em tempos de excesso de exposição, mas não custa tentar. Eles também vão usar câmeras analógicas retornáveis para registrar o evento.

Entre as atrações já confirmadas estão Sislop, Celacanto e Morro Fuji. Outros nomes ainda serão anunciados.

Festival Contra.Cena

Quando: 16 de outubro (sexta-feira), das 21h às 3h

Onde: Casa Rockambole — Rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo

Ingressos: R$ 30 a R$ 70

Mais sobre a Cena

A playlist está atualizada com tudo que foi lançado recentemente, e incluí músicas das bandas do Contra.Cena.

Tem um dos novos singles do Maglore, o artista indígena Owerá, Ludovic e muita coisa legal.

Amanhã sai o álbum de estreia do Danilo Sanches e a Engrenagem. Consegui ouvir uma prévia e gostei bastante. O disco do sexteto do ABC Paulista tem 11 faixas e 37 minutos, foi produzido por Marcos Maurício e conta com participações de Samuel Samuca e da cantora argentina Lucía Spivak. Você pode fazer o pré-save de “Hipóteses para o presente” aqui.

Também recebi hoje o EP da LeeLee, “Despertar”, direto de Pernambuco. Quem não tem a versão física, como eu e o Marquinho (o cão), pode ouvir aqui.

Disco dos Strokes é ruim, mas não tão ruim quanto vocês estão falando

Enquanto tem muita gente reclamando da zoada que o Julian Casablancas deu no Anthony Fantano na ótima “Lonely in the Future”, o youtuber tá produzindo conteúdo sobre isso e faturando.

O choro dos críticos era o Gatorade do Bob Dylan nos anos 60, mas hoje o pessoal tem peninha de quem ganha a vida com uma comunicação agressiva e dando nota (baixa), em 30 minutos, para obras que demoraram meses ou anos para serem idealizadas e concretizadas.

Claro, “Reality Awaits” tá longe de ser um “Highway 61 Revisited”, mas tem provavelmente algumas das músicas mais pop da carreira dos Strokes. “Falling Out of Love” é bonita demais, e o álbum tem outros pontos altos.

O excesso de autotune no vocal, entretanto, realmente estraga o que poderia ser um dos melhores trabalhos musicais do ano. Só espero que, no futuro, Julian deixe a solidão de lado e lance um “Reality Awaits” naked, com a voz normal ou aquele efeito de rádio AM do começo da carreira.

Minha teoria de viagem no tempo sobre o The Walkmen

Sempre que eu tô meio pra baixo, volto a ouvir The Walkmen (e Elliott Smith). Hoje, voltando do trabalho, percebi que as músicas do Walkmen têm uma carga de nostalgia dos anos 2000 ao mesmo tempo em que trazem letras que parecem traduzir o meu sentimento atual.

É como se o vocalista Hamilton Leithauser tivesse falado com seu eu do futuro para entender como é a vida de uma pessoa com mais de 40 anos e levado essas respostas para as letras, enquanto a banda fazia a música seguindo a cartilha consagrada de Strokes, Yeah Yeah Yeahs e, por que não, Jonathan Fire*Eater.

Meu sonho durante a pandemia era uma turnê com Walkmen, Interpol e Muzz*.

Remembrance is born today
It won't be impossible

*Muzz foi uma banda de curta duração com integrantes de Interpol e Walkmen.

Read on bazzan.substack.com

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