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asd · Apr 1, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

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4CO I Comunicação e Cultura · asd

tudo de novo…
Após anos de avanço, equidade de gênero nas empresas entra em um momento de desaceleração, com sinais de reação conservadora, redução de investimentos em D&I e até cuidado na linguagem, com termos inclusivos sendo evitados em algumas organizações. | Valor Econômico

… e não é por falta de ambição
Relatório da McKinsey indica que avanço das mulheres nas empresas perde tração não por desinteresse, mas pela redução de apoio estrutural, critérios pouco claros de promoção e falta de patrocínio real por parte da liderança. | Você RH

por outro lado…
Empresas como EY, Bayer e Magazine Luiza vêm estruturando ações de equidade de gênero que vão de metas e indicadores acompanhados pela liderança a programas de desenvolvimento, mentoria e atuação junto à cadeia de valor. | Valor Econômico

respeitando o ciclo
Com cerca de 70% das mulheres relatando queda de produtividade durante o período menstrual, a AD Digital lança programa que incorpora ciclos hormonais à lógica de trabalho e questiona modelos baseados em constância. | Você RH

no varejo
Empresas como L’Oréal, Carrefour Brasil, Americanas e Alpargatas aderem a código de autorregulação para enfrentar o racismo no atendimento a consumidores negros. | Folha de S.Paulo

papel das empresas
Petrobras e Banco do Brasil participam de evento com Governo Federal no Rio para discutir ações do setor privado no combate ao feminicídio. | CNN Brasil

adaptação forçada
Pesquisa mostra que mulheres seguem ajustando sua forma de agir para serem levadas a sério em cargos de liderança, evidenciando um padrão corporativo que ainda opera a partir de códigos historicamente masculinos. | Você RH

só cresce
Brasil tem mais de mil casos de crimes de racismo já na fase de cumprimento de pena, sendo grande parte por injúria racial. | G1

sem limites
Sephora e Benefit são investigadas por incentivar o consumo de cosméticos por crianças. | FastCompany

além da moderação…
TikTok é acionado por entidade de defesa das mulheres após trend de vídeos que simulam agressões femininas ganhar força na plataforma, levantando questionamentos sobre como conteúdos violentos continuam sendo amplificados mesmo após moderação. | Folha de S.Paulo

… é preciso regulamentação
Governo Federal prepara decreto que proíbe ataques coordenados contra mulheres nas redes sociais e o uso de inteligência artificial para criação de conteúdos íntimos sem consentimento. | Folha de S.Paulo

agora vai
Lei sancionada pelo presidente Lula amplia a licença-paternidade para até 20 dias até 2029, com aumento progressivo a partir de 2027. | G1

home office
Projeto de lei prevê preferência por trabalho remoto para pessoas com deficiência, incluindo casos de idosos, pessoas em tratamento de câncer e responsáveis por dependentes com deficiência. | Congresso em Foco

direitos
TST decide que trabalhadoras grávidas em contratos temporários têm direito à estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. | Folha de S.Paulo

direitos
Kristen Stewart critica a desigualdade de tratamento entre atores e atrizes e afirma que mulheres ainda enfrentam menos oportunidades e reconhecimento em funções de liderança no cinema. | Folha de S.Paulo

poder econômico
Em debate com executivos da Microsoft Brasil e Magalu, discussão sobre a “She-Economy” aponta que, apesar do forte poder de decisão de consumo, mulheres ainda ocupam menos espaço em tecnologia e cargos de liderança. | Meio & Mensagem

habla
Em programa Roda Viva, Erika Hilton aponta falhas na aplicação de decisões do STF que criminalizam LGBTfobia, com registros de arquivamento de casos e ausência de responsabilização. | TV Cultura

desrespeito
Comitê Olímpico Internacional decide retomar testes de feminilidade e restringir competições femininas a atletas com critérios biológicos definidos. | Folha de S.Paulo

reparação
Assembleia Geral da ONU reconhece a escravidão transatlântica como crime contra a humanidade e propõe que países considerem pedidos de desculpas e reparações às populações afetadas. | BBC Brasil

Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera, disponível na Netflix.

Se você ainda acha que a tal da “machosfera” é só um bando de caras reclamando na internet, talvez valha dar o play em Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera. O documentário acompanha de perto comunidades on-line que se organizam em torno de discursos misóginos, ressentimento e uma ideia bem distorcida do que significa ser homem hoje.

O que aparece ali não é exatamente novidade, mas ganha outra dimensão quando a gente vê como essas narrativas vão sendo construídas coletivamente, reforçadas por algoritmos e normalizadas em espaços que se apresentam quase como “apoio” para homens frustrados. Tem uma camada importante sobre pertencimento e solidão, mas também sobre como isso rapidamente escorrega para violência simbólica (e às vezes real).

Vale assistir com atenção porque ajuda a entender um fenômeno que já atravessa o mundo do trabalho, a política e as relações mais cotidianas, e que muitas vezes, a gente prefere tratar como algo “de nicho”, quando claramente não é.

“Sou o Outro do Outro”, na Casa Bradesco

Se você estiver por São Paulo, vale colocar na agenda a exposição Sou o Outro do Outro, em cartaz na Casa Bradesco.

As obras são bem diferentes entre si: tem vídeo, instalação, fotografia e peças mais conceituais - todas girando em torno da ideia de identidade e de como a gente constrói (ou projeta) o outro. Em alguns trabalhos, você vê retratos e corpos que tensionam padrões de gênero e raça e, em outros, são cenas ou narrativas que colocam você no lugar de quem observa e te fazem perceber esse papel.

Tem também obras mais imersivas, que brincam com espelho, imagem e presença, quase como se o visitante virasse parte da exposição. E é aí que a coisa fica mais interessante: você deixa de ser só espectadora e começa a se perceber dentro da lógica que a mostra está questionando.

Não é uma exposição “bonita” no sentido clássico, nem super didática. É mais sobre provocar e fazer você sair com algumas perguntas na cabeça sobre quem é esse “outro” que a gente tanto fala.

Serviço

Terças a domingo, das 12h às 20h (até 27 de julho)
Local: Casa Bradesco - Alameda Rio Claro, 190 – Bela Vista, São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), gratuito nas terças-feiras

GG Albuquerque

Se você ainda não conhece o perfil do G.G. Albuquerque, vale parar um tempo ali, principalmente se você se interessa por música brasileira fora do óbvio.

O GG não tá fazendo conteúdo “sobre música” no sentido mais raso. O que aparece ali é uma leitura bem mais ampla: ele conecta cena, território, estética, história e política pra falar de sons que muitas vezes ficam à margem, especialmente produções das periferias e das culturas afrodiaspóricas.

Sons que não seguem o padrão dominante, mas reorganizam a forma de ouvir e de pensar ritmo.

Esse olha atravessa tudo o que GG faz, da pesquisa acadêmica à curadoria, do jornalismo cultural aos conteúdos que publica.

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