📊 O Bitcoin era negociado a US$ 77.275 na tarde desta sexta-feira, 21 de agosto, alta de 5,8% no dia e de 19,5% desde o fechamento de 18 de agosto. A máxima da sessão foi US$ 79.244, o maior nível desde maio. O movimento rompeu a faixa entre US$ 62 mil e US$ 66,5 mil em que o ativo esteve preso por seis semanas, de 8 de julho a 18 de agosto, período em que a volatilidade caiu para o menor nível em anos.
A quebra da faixa pegou o mercado posicionado do lado errado. Foram US$ 3 bilhões em posições vendidas liquidadas em 24 horas, contra apenas US$ 263,5 milhões de posições compradas. O Bitcoin respondeu por US$ 1,67 bilhão e o Ethereum por US$ 1,14 bilhão, com mais de US$ 1 bilhão eliminado em uma única hora. A CoinDesk classificou como o maior evento de liquidação de vendidos desde pelo menos 2021. O Ethereum acumula alta de 25,6% desde 18 de agosto e está em US$ 2.406, enquanto Solana, XRP e Dogecoin também subiram dois dígitos no episódio.
Posição vendida, ou short, é a aposta de que o preço vai cair. O trader toma o ativo emprestado, vende, e espera recomprar mais barato. Quando o preço sobe em vez de cair, a corretora encerra a posição à força e recompra no mercado, o que empurra o preço ainda mais para cima. É o chamado short squeeze.
O gatilho veio do mercado de títulos. Em 19 de agosto, o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que vai dobrar o tamanho das recompras de dívida longa, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação, entre 9 de setembro e 4 de novembro. A medida sustenta o preço dos títulos e segura os juros de prazo mais longo, que vinham pressionando os ativos de risco. O juro de 30 anos recuou dos 5,337% logo após o anúncio.
A frente regulatória reforçou o movimento. A SEC propôs em 18 de agosto a Regulation Crypto Assets, com isenção de até US$ 5 milhões em quatro anos para projetos iniciantes e até US$ 75 milhões por ano em captações, além de um porto seguro que retira o ativo da classificação de contrato de investimento quando o esforço gerencial cessa em definitivo. No dia seguinte, Donald Trump reuniu executivos do setor na Casa Branca ao lado de Michael Selig, da CFTC, e Paul Atkins, da SEC, e cobrou o Congresso pela aprovação do Clarity Act.
O dinheiro institucional acompanhou. Os ETFs de Bitcoin à vista captaram US$ 606,3 milhões na quinta-feira, maior entrada diária em pelo menos três meses, e somam US$ 1,61 bilhão nos quatro pregões desde 17 de agosto, depois de uma semana de saída líquida de US$ 385,2 milhões. O acumulado de agosto chegou a US$ 2,09 bilhões. O Fear & Greed Index saiu de 29 em 14 de agosto para 72 nesta sexta, na faixa de ganância. Mark Connors, diretor de investimentos da Risk Dimensions, projeta US$ 180 mil caso as recompras do Tesouro cresçam para a faixa de US$ 10 bilhões a US$ 30 bilhões mensais, e alerta que a falta de avanço do Clarity Act até meados de setembro pode devolver parte da alta.
🇧🇷 O Brasil chegou a 29 milhões de pessoas que investem ou já investiram em criptomoedas, segundo a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, feita pela Paradigma em parceria com o Datafolha. O número equivale a 17,2% da população adulta e é 2,3 vezes maior que o de brasileiros que já colocaram dinheiro na bolsa, com 7,4% de penetração. Na edição anterior, quinze meses antes, eram 25 milhões.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, entre 11 e 14 de maio de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sobre um universo de 168,9 milhões de brasileiros de 16 anos ou mais. O estudo foi patrocinado por Coinbase e Hashdex, com apoio da ABcripto.
A adoção não está concentrada no topo da renda. Entre quem já colocou dinheiro em cripto, 77,6% ganham até três salários mínimos, com as maiores fatias nas faixas de 1 a 2 salários (31,9%) e de até 1 salário (31,6%). O conhecimento sobre o tema subiu 10,1 pontos, para 66,4%. O Bitcoin é conhecido por 60,7% dos brasileiros, seguido por Ethereum (11,1%), Drex (10,3%), USDC (5,5%), XRP (5,4%), Dogecoin (5,3%), Solana (5,2%) e Tether (2,7%).
O tema começou a pesar no voto. Entre quem tem ou já teve cripto, 65,8% consideram importante eleger deputado ou senador comprometido em proteger os direitos de quem carrega ativos digitais, percentual que sobe para 85% entre usuários de corretora e 89,6% entre quem faz autocustódia.
A autocustódia própria quase dobrou, de 2,2% em 2025 para 4%, cerca de 6,75 milhões de pessoas. A porta de entrada, porém, segue sendo o banco, usado por 83% de quem já comprou, contra 26% em carteira própria, 20% em corretora de cripto e 18% em fundos ou ETFs.
Autocustódia é guardar as próprias chaves privadas, em vez de deixar os criptoativos numa corretora ou no app do banco. Quem faz autocustódia não depende de terceiros para movimentar o saldo, mas assume sozinho a responsabilidade por backup e segurança.
🏦 O Citi anunciou em 18 de agosto que vai oferecer custódia de Bitcoin a clientes institucionais ainda em 2026, dentro do Custody+, pacote que reúne custódia, liquidação, câmbio e gestão de caixa na mesma estrutura. A proposta é permitir que o cliente guarde títulos tradicionais e criptoativos sob a mesma infraestrutura, sem precisar operar em dois sistemas separados. Amit Agarwal, chefe de custódia do Citi Investor Services, descreveu o produto como resultado de um compromisso de vários anos com infraestrutura de próxima geração.
Os números que o banco divulgou são de velocidade, não de volume. Mais de 80% dos eventos de serviços de ativos já são processados em tempo real, o tempo de processamento cai até 92% e 96% das transações são concluídas em até duas horas. A operação de custódia do Citi atende clientes em mais de 100 mercados, com rede própria em 62 deles.
O movimento coloca o banco numa disputa que já tem ocupantes. O BNY oferece custódia de criptoativos desde 2022, e Fidelity Digital Assets e Coinbase atendem o mesmo público institucional. A barreira contábil caiu quando a SEC retirou o SAB 121 [regra que obrigava bancos a lançar no próprio balanço os criptoativos guardados para clientes], em 2025, o que tirou o principal custo de capital que mantinha os grandes bancos fora do setor.
🛰️ O Banco Central avança na contratação da Hypernative, empresa israelense de monitoramento de blockchain, para acompanhar em tempo real os fluxos de criptoativos ligados a fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. O processo corre por inexigibilidade de licitação, prevista na Lei nº 14.133/2021, sem edital nem pregão, e ainda está em formalização. Valores e prazos não foram divulgados.
Monitoramento on-chain é a leitura em tempo real do que acontece dentro das redes de blockchain. Como cada transação fica registrada de forma pública e permanente, empresas especializadas conseguem agrupar endereços, identificar padrões de fraude e sinalizar carteiras suspeitas antes que o dinheiro se mova.
A escolha veio depois de um período de teste. Segundo a própria empresa, a plataforma opera em mais de 75 blockchains, atende mais de 350 organizações, entre elas Ethereum Foundation, Safe e Ethena, e já evitou mais de US$ 3 bilhões em perdas. A lógica é detectar comportamento anômalo antes do incidente, em vez de rastrear o dinheiro depois que ele saiu.
O ponto sensível é o que a ferramenta faz além de observar. O sistema oferece resposta automatizada e bloqueio de transações, e o Banco Central não confirmou se pretende usar essas funções. A dúvida chega junto com a Resolução BCB nº 584, que a partir de 1º de janeiro de 2027 institui retenção de até 24 horas para transferências acima de US$ 10 mil destinadas ao exterior ou a carteiras de autocustódia, medida que o regulador justificou pelo avanço do uso de stablecoins em fraudes.
🇧🇷 Digitra encerra o varejo de cripto e culpa a regulação do Banco Central
A corretora não vai pedir autorização ao BC e cita as Resoluções 519, 520 e 521. Os clientes podem migrar para a Foxbit e têm até 21 de setembro para transferir os criptoativos.
🗳️ Pablo Marçal diz que comprou Bitcoin e promete defender o setor se eleito
Em sabatina com Renato Trezoitão, disse que a compra aparece na próxima declaração e defendeu caixas eletrônicos de Bitcoin nos moldes de El Salvador.
💵 X estuda pagar criadores de conteúdo em USDC
A avaliação envolve o programa de recompensas lançado no começo de agosto e busca baratear o repasse a criadores fora dos Estados Unidos.
🕵️ Hackers da Coldcard usam CoinJoin para apagar o rastro de 47 BTC
Investigação de Felipe Américo Moraes, da Chainspect, mapeou três rodadas de mistura em três horas e meia entre 2 e 4 de agosto, com 1.126 BTC ainda rastreáveis.
⛓️ Trust Wallet remove 25 redes do aplicativo
Polygon zkEVM, Moonbeam, Nano e Decred estão na lista, com prazo até 15 de setembro. Os saldos continuam acessíveis por adição manual de rede, sem necessidade de transferência.
⚖️ OAB de Roraima fixa piso de R$ 50 mil para consultoria em Bitcoin
A nova tabela também prevê R$ 100 mil por ano em assessoria contínua a fintechs e R$ 3 mil por parecer regulatório sobre normas do Banco Central.
🇺🇸 63% dos americanos reprovam os ganhos da família Trump com cripto
Pesquisa Reuters/Ipsos com 1.166 pessoas, feita entre 14 e 17 de agosto, aponta 92% de reprovação entre democratas e 69% de aprovação entre republicanos.
🏛️ Trump diz que a CFTC trabalha para trazer a Hyperliquid aos EUA
A fala foi na reunião de 19 de agosto na Casa Branca, com o presidente da CFTC, Michael Selig, presente. A plataforma hoje bloqueia usuários americanos por termo de uso.
📈 Kalshi pede à CFTC perpétuos de índice de ações e de cobre
Os pedidos foram protocolados em 18 de agosto e ampliam o perpétuo de Bitcoin autorizado em maio, alvo de uma ação da CME que questiona a legalidade da liberação.
🏷️ Injective vira agente de transferência registrado na SEC
O registro permite manter o livro oficial de titularidade de valores mobiliários e será combinado com a plataforma de tokenização da rede.
👨⚖️ STJ decide que queda de preço em cripto não configura golpe
A 3ª Turma julgou o REsp 2.235.558 em 18 de agosto, com relatoria de Nancy Andrighi. Quem aceitou o token 19 Coin em troca de bens assumiu o risco, e a desvalorização sozinha não anula o negócio.
🧮 FASB propõe tratar stablecoins como equivalente de caixa
O conselho contábil americano exige reservas líquidas equivalentes ao circulante, divulgação anual da composição e resgate em dólar sob demanda. A consulta fica aberta até 19 de novembro.
🇯🇵 Metaplanet compra 96% da Super League com 2.100 BTC
A japonesa usou cerca de 5% dos seus 43 mil BTC, mais US$ 2,5 milhões em caixa, para criar uma tesouraria listada nos Estados Unidos sob o código SUPA. A ação da empresa comprada subiu 50%.
📣 Projeto quer responsabilizar publicitários por anúncio de cripto
O PL 5.115/2026, de Laura Carneiro, cria um responsável técnico habilitado para campanhas de setores de risco elevado. As multas vão de R$ 10 mil a R$ 10 milhões, com responsabilidade solidária.
🔎 Instituto cobra do BC os estudos que embasaram a trava de 24 horas
O Instituto Livre Mercado pediu a análise de impacto, notas técnicas e dados de fraude da Resolução 584. O regulador citou Singapura e Coreia do Sul, sem detalhar como chegou ao prazo e ao limite.
🔓 Vazamento de chaves da Stripe atinge 30 lojistas brasileiros
São 650 chaves secretas ativas de 659 lojistas expostas, afetando cerca de 688 mil clientes em 42 países. O Brasil é o quinto mais atingido, e 519 credenciais permitiam também enviar saques.
🇰🇷 Coreia do Sul manda bloquear a Polymarket
O órgão de padrões de comunicação enquadrou a plataforma como aposta ilegal e rejeitou a defesa de que é descentralizada e não aceita won. França, Austrália e Alemanha já haviam bloqueado.
🐋 Baleia perde US$ 24 milhões em doze segundos na Hyperliquid
A carteira pension-usdt.eth, com cerca de US$ 49 milhões de ganho vendida em 2026, foi liquidada em cinco vendas e terminou com US$ 35,61. O fundo de seguro absorveu os últimos 1.417 ETH.
🎣 Site falso da Tornado Cash leva 810 ETH de um único usuário
O acesso por um favorito antigo caiu em uma interface maliciosa que capturou a nota de depósito, e o atacante resgatou primeiro. Foram nove transações em nove minutos no dia 18 de agosto.
Ascen Cripto@ascencripto
🟠 Volume de Negociação de Ações Tokenizadas Negociar Tesla e Nvidia na blockchain já movimenta bilhões. Em 2026, as ações tokenizadas somam $15,1B em volume trimestral. 🏢💻 Embora represente <1% das bolsas tradicionais, o setor prova que a liquidez 24/7 é o caminho sem volta.

11:09 AM · Aug 20, 2026 · 228 Visualizações
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