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Compressão de imagens

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Compressão alta de JPEG, imagem acima e zoom abaixo indicando perda de resolução

Na fotografia, a compressão de imagem é o uso de um compressor de dados em imagens digitais. Como efeito, o objectivo é reduzir a redundância dos dados, de forma a armazenar ou transmitir esses mesmos dados de forma eficiente/veloz. O limite teórico dessa redução é dado pela entropia da informação, conceito introduzido por Claude Shannon em 1948, que estabelece a quantidade mínima de dados abaixo da qual não é possível comprimir uma fonte sem perder informação.[1]

O tipo de compressão aplicado pode ser com ou sem perda de dados:

  • A compressão sem perda de dados é normalmente aplicada em imagens em que a qualidade e a fidelidade da imagem são importantes, como para um fotógrafo profissional, ou um médico quanto às radiografias[2]. São exemplos deste tipo de compressão os formatos: PNG[3] e TIFF LZW (apesar de algumas variantes deste terem perda de dados).[4][5]
  • A compressão com perda de dados é utilizada nos casos em que a portabilidade e o tamanho reduzido da imagem são mais importantes que a qualidade,[6] sem no entanto menosprezar esta. É o caso das máquinas fotográficas digitais em geral, que gravam mais informação do que o olho humano detecta: alguns sistemas de compressão usam este fato, com vantagem, podendo por isso desperdiçar dados "irrelevantes", como por exemplo o formato de arquivo JPEG usa este tipo de compressão em imagens, dividindo-as em blocos de 8×8 pixels e aplicando a transformada discreta de cosseno para concentrar a informação visualmente relevante em poucos coeficientes.[7][5] O formato GIF, criado em 1987 pela CompuServe sob a liderança de Steve Wilhite,[8] também tem uma compressão com perdas, mas diferente do JPEG, usa uma compressão "burra", que prejudica muito a qualidade da imagem, também permite salvar arquivos com fundo transparente e compressão sem ter perda de qualidade.[5]

Referências

  1. Shannon, Claude E. (1948). «A Mathematical Theory of Communication» (PDF). Bell System Technical Journal. 27 (3): 379–423
  2. Ashraf, R. (janeiro de 2005). «Absolutely Lossless Compression Of Medical Images». 2005 IEEE Engineering in Medicine and Biology 27th Annual Conference: 4006–4009. doi:10.1109/IEMBS.2005.1615340
  3. «Portable Network Graphics (PNG) Specification (Third Edition)». www.w3.org (em inglês). Consultado em 10 de julho de 2026
  4. «Aplicações práticas de compressão em contêineres e documentos multimídia». Estudos de Gestão Documental (em espanhol). Consultado em 10 de julho de 2026
  5. 1 2 3 «Formatos de arquivos de imagem: entenda o que é JPG, GIF, PNG e mais». TechTudo. 16 de janeiro de 2023. Consultado em 21 de julho de 2025
  6. Ravoof, Salman (7 de março de 2022). «Compressão Com Perdas vs Sem Perdas: Um Guia para Iniciantes de Ambos os Formatos». Kinsta®. Consultado em 21 de julho de 2025
  7. John, Jacob (13 de fevereiro de 2021), Discrete Cosine Transform in JPEG Compression, doi:10.48550/arXiv.2102.06968
  8. Boissoneault, Lorraine (2 de junho de 2017). «A Brief History of the GIF, From Early Internet Innovation to Ubiquitous Relic». Smithsonian Magazine. Consultado em 10 de julho de 2026

Ver também

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