Um post rápido sobre algumas coisas legais em relação a Elixir, uma linguagem funcional dinâmica implementada em cima da máquina virtual do Erlang, mas com uma sintaxe muito mais agradável/produtiva.
Pattern Matching é lindo
Quem nunca escreveu um método em que precisou fazer uma série de if/elses/switches/dispatching complicado dependendo dos valores dos argumentos? Por exemplo, ao calcular o fatorial de um número em Python:
def factorial(x):
if (x == 0 or x == 1):
return 1
else:
return x * factorial(x-1)
E se ao invés disso pudesse ser algo assim:
def factorial(0): return 1 def factorial(1): return 1 def factorial(n): return n * factorial(n-1)
Não só para argumentos simples, mas Elixir também suporta para tipos mais complexos como “dicts” ou tuplas. Por exemplo, num projetinho onde implementava (ainda em progresso) o Conway’s Game of Life, eu tinha a seguinte função:
def neighbors(%{:dimensions=>{width, height}}, pos) do ...
Essa função aceitaria mapas – que parecem dicionários de Python – que possuíssem a chave :dimensions (um átomo) apontando para uma tupla com 2 valores e um argumento “pos”. Além de dar match no dicionário, essa definição já faz “unpack” e atribui os valores às variáveis width e height.
Robusta
Chris McCord, criador do Phoenix – “o django/rails de Elixir”, recentemente fez um teste em que um servidor manteve 2 milhões de conexões simultâneas, e só não conseguiu mais por limitação no sistema operacional (ulimit). Fabio Akita postou uma timeline do exercício.
Suporte da comunidade
Tanto o canal #elixir-lang na Freenode, o Slack elixir-lang.slack.com (inclusive o canal brasileiro, com muita gente) e a lista de emails elixir-lang-talk são bastate movimentadas, com bastante gente disposta a tirar dúvidas, etc. Inclusive o criador da linguagem, José Valim (yep, é brasileiro) é bastante ativo.