Uma crítica construtiva às traduções do Ubuntu

A notícia quente da semana foi o lançamento do novo Ubuntu versão 8.04, que eu fiz questão de instalar.

Tudo funcionando bem: reconhecimento de hardware, particionamento, redimensionamento de NTFS e tudo mais. Era de se esperar, funcionava na versão anterior, não havia motivo para deixar de funcionar agora.

Mas com as traduções por alguma razão é diferente. O painel superior do GNOME conta com novos erros de tradução onde estava tudo certo nas versões anteriores. Alguns pequenos erros de tradução passarem é tolerável mas errar no painel principal do GNOME?! É simplesmente o principal programa do Ubuntu!

Em Aplicações->Acessórios temos o item “Consola” (provavelmente vindo do pt-PT), que antes era corretamente chamado “Terminal”.

Em Sistema->Preferências temos o item “Rato” (certamente vindo do pt-PT). A palavra mais usada no pt-BR para “Mouse” é “Mouse” mesmo.

Em Sistema->Administração temos o item “Testando hardware”, provavelmente vindo do inglês “Hardware testing”, que deveria ser traduzido como “Teste de hardware” ou “Testar hardware”.

E porque eu não vou lá e traduzo no Rosetta ao invés de reclamar? O Rosetta não conta com uma ferramenta de busca, que é requisitada desde 2005. Eu não vou achar essas strings na mão no meio de mais de outras 600 para o painel do GNOME.

Fiquei bastante feliz com a notícia que o brasileiro André Gondim é destaque nas traduções do Ubuntu, mas fica a crítica construtiva ao atual sistema de tradução: Não existe um processo de revisão da tradução, principalmente para os programas mais usados? Como é que uma tradução adequada foi perdida?

Minha palestra no FLISOL

A pedidos, aí vai o ODP da minha palestra no FLISOL (Fórum Latino Americano de Instalação de Software Livre). Era uma palestra bem simplezinha, voltada para usuários novos que não sabem absolutamente nada sobre software livre e sistemas baseados em Unix. A licença é CC-by-sa. Assim que eu tiver um tempo converto para PPT.

Aliás, o pessoal do IME está de parabéns pela organização.

Abraços
Leandro Lameiro

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E (finalmente) saiu o Etch!

Depois de muito muito aguardo, saiu o Etch.

Entre as mudanças importantes, destaque para o debian-installer, PHP5, Python 2.4 (Aleluia!!!), kernel 2.6 e udev (o que pode trazer alguns problemas com drivers), XOrg (finalmente), apache2.2, Zope/Plone novos. E UTF-8.

Além das atualizações de versão, o que me deixou mais feliz: Redução dos pacotes base. Ainda precisa reduzir bem mais, mas é um ótimo começo. Foi retirado o GCC, make, alguns pacotes dev, o flex (?!!)

E o aptitude como package manager recomendado. Viva.

Abraços
Leandro Lameiro

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Introdução de falhas em alocação de memória

Achei uma libzinha bem simples e útil para testes em ambientes de produção exigentes e possivelmente de missão crítica:

<a href=”http://www.nongnu.org/failmalloc/”>failmalloc</a&gt;

Ela faz o malloc/realloc/memalign falhar de vez em quando (pode ser com porcentagens, número de alocações). Bem legal. É baseado no LD_PRELOAD, como era de esperar.

Seria bom testar algumas aplicações do Windows (usando o Detours) e fazer comparativos.

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As razões para o declínio do Mandriva

Encontrei um artigo muito bom na Linux Tech Daily sobre as razões do declínio do Mandriva (antigo Mandrake, que trocou de nome devido à fusão com a brasileira Conectiva e a compra da Lycoris).

Lembro claramente, lá pelo ano 2000, do Mandrake estar muito bem cotado, mais ou menos como o Ubuntu é hoje. Este artigo explica algumas razões para o declínio, dá sugestões sobre o que a Mandriva devia fazer para retomar um pedaço do mercado e brinca um pouco de futurologia.

Abraços
Leandro Lameiro

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