{uma edição dedicada especialmente para jornalistas e escritores profissionais ou amadores, que têm na escrita não só um dom ou prazer, mas um ofício!}
PARE de ter medo/vergonha/resistência em vender o seu produto. E, sim, sua escrita, é um produto.
Em agosto de 2021, abri minha conta no Substack (e comecei a escrever esporadicamente).
Em 31.10.22, eu abri a monetização da Amo News.
Em janeiro de 2023, ganhei um selinho de bestseller, como a plataforma chama os que acumulam mais de 100 assinantes pagos.
Dois anos depois disto, nas mesmas datas de outubro (24) e janeiro (25), repeti os feitos na minha segunda newsletter, a Amo 40+, que criei porque sentia falta de escrever mais besteirinhas como nos tempos da carreira nas revistas de moda.
Este não é mais um texto destes que rolam as redes sobre como ganhar assinantes, dinheiro ou likes. Tampouco traz alguma fórmula coach do que escrever para conquistar x, y ou z. Primeiro porque isto não existe – eu, ao menos, jamais acreditei que estas semi-pirâmides deixavam alguém (além dos vendedores) rico. Segundo porque sempre reforço que viver da escrita na Amo News depois de 18 meses foi colheita de um esforço que aconteceu nos 18 anos anteriores…
Eu estou vivendo da minha newsletter...
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April 26, 2024
Antes de torcer o nariz ou deduzir que minha intenção é jogar uma isca barata para te fazer comprar algo, preciso dizer: eu trabalho no Substack porque, desde os anos 2000, trabalhar escrevendo é a única coisa que fiz, que sei fazer e que levo algum jeito, modéstia à parte. Eu dou o maior apoio do mundo aos que levam esta plataforma apenas como hobby e que veem a escrita como a maravilha lúdica criativa e meramente artística que ela de fato é. Sinto até alguma invejinha.
Ao mesmo tempo, esta não era uma realidade ou possibilidade para mim: não sou herdeira, não passo sete dias da semana construindo meus textos (apenas) porque adoro escrever para o público e, principalmente, porque – com muita psicoterapia – aprendi a enxergar meus dons e construções profissionais com o valor (monetário, inclusive) que eles têm. Também sempre fiz a escolha exótica de jamais vender minha opinião ou minhas recomendações por meio de publieditoriais. Estudei muito, escutei muito grito de chefe e virei muita noite em redação antes de chegar ao ponto de viver da minha escrita. De algum lado é justo que venha a remureração, trocando algo que tenho pelo que outro quer.
Introdução feita, minha mais sincera conclusão? Se você consegue guardar sua escrita num potinho sagrado e sem preço, se mantém a constância saudável mesmo sem uma obrigação profissional com seus “clientes” assinantes pagos, se tem suas fontes de renda bem distante daqui, mantenha o Substack como hobby, sim. Depois de tudo que vivemos nas redes vizinhas na última década, com aquele monte de trio de aulas gratuitas que só queriam nos fazer passar o cartão, estamos de fato todos exaustos e querendo mais e mais recreios. No entanto, se esta não é sua realidade e se você gostaria/precisaria ter no seu trabalho escrito a sua (ou mais uma) fonte de receita, não ligue para julgamentos internos ou externos. Nem aqui nem em serviço nenhum, ninguém obriga ninguém a nada: paga e compra quem quer, quem enxerga valor e, mais ainda, que entende que há uma troca justa entre o que um sabe o o que outro quer aprender.
A única diferença – e, agora como leitora, digo que vejo muita gente deixando dinheiro na mesa por medo ou por achar que sua escrita é sagrada demais para vir acompanhada de um cifrão do lado – é que para levar como trabalho a gente tem que pensar como trabalho. Dá para (e deve) ser leve, gostoso, prazeroso para os dois lados da mesma forma. Escrever e ganhar dinheiro, na mesma frase, não vai te transformar em um gatilho pejorativo que só junta letras em troca de reais. Dá para continuar sendo útil para quem não quer/não pode/não precisa migrar para a versão paga e dá para ir mais a fundo para quem precisa daquele conhecimento que você levou anos para compilar, testar e aprovar.
Se o seu Substack é um hobby PORQUE VOCÊ QUER, saiba que faz você muito bem. Mas se a não monetização – ou a falta de assinantes pagos – acontece por medo do que vão achar ou pela tão comum dificuldade de pensar como negócio, recomendaria de verdade que você se desse uma chance. Já vi muita gente se surpreendendo depois de ajustes simples ou de mudança de perspectivas.
No meu caso, monetizar conhecimento é um resultado de unir minha formação universitária em negócios com minha década de experiência no mercado editorial convencional e mais um punhado de marcas digitais lançadas desde 2007. No seu, pode ser o mix pessoal e instransferível do que você sabe, do que você fez e, claro, daquele tempero que só você tem. Só não duvide sa sua capacidade de transformar bagagem em negócios – se este é seu desejo, coloque no papel, estude modelos (no plural) bem-sucedidos, faça o seu sem copiar ninguém, tenha paciência com o processo. O romantismo da criatividade é lindo, lúdico e leve. Mas ele não paga a conta do cartão de crédito, certo?!
(em tempo: e na era do excesso de publis, “verdades” montadas e fórmulas datadas da gatilhos mentais, eu pessoalmente prefiro mil vezes pagar pelos mais diversos tipos de newsletters do Substack; posso apostar que muitos dos seus seguidores também!)
Nunca foi meu intuito principal, mas levar um projeto de escrita como negócio envolve escutar demandas. Foi assim, estudando muitos cases gringos, que criei uma editoria todinha com textos para quem quer usar o Substack como negócio. E foi assim também que venci minha própria resistência e criei o plano Insiders, um especial com aulas em vídeo sobre criação, configuração, monetização e posicionamento de newsletters, juntando tudo que aprendi e coloquei em prática nos meus próprios negócios de escrita.
Posts para Substackers e editoria No Substack – há textos ou trechos gratuitos, mas boa parte do material é fechado. No entanto, um mês de assinatura, disposição para um intensivão e disciplina para por em prática podem te trazer insights valiosos. E nem é papo de gatilheiro de escassez!
Especial Insiders: plano anual com aulas em vídeo, incluindo cinco completas sobre o Substack – e uma nova que entrará ainda neste semestre, versão pocket de um dos encontros presenciais de conteúdo que fiz!
Eu me formei em Administração de empresas com especializações em marketing, eu fiz pós em Jornalismo de Moda, eu trabalhei por uma década em revistas, eu já tive (antes do Substack) três marcas digitais lucrativas sem precisar fazer um reality show da minha vida pessoal…
obs. uma pré-dica ainda na parte aberta, de quem testou em três anos e meio múltiplos formatos de monetização no Substack. Apostar neste formato com metade da news aberta para todos (sempre com começo, meio e fim, nada de mandar email parando um assunto no meio do nada) e uma segunda metade mais aprofundada fechada para pagantes é a mais equilibrada, digamos. Ele atende quem não quer/não pode/não prioriza hoje investir na versão paga e, ao mesmo tempo, serve um extra mais específico para os mais interessados e mais fiéis assinantes. O melhor dos dois mundos para quem escreve e para quem lê.
Na versão premium da Amo News, o que os bancos da universidade e a correria das redações de jornalismo convencional têm a ver com o fato do Substack poder ser hoje meu “emprego"!

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