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Amo News · Jan 20, 2026

Em 2026, precisa haver um jeito sem Instagram!

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Ale Garattoni · Amo News

O fato é: chegamos em 2026, muitos de nós estamos completamente exaustos com a rede do Markinho e a possibilidade de viver sem ele ainda é um privilégio para 90% das pessoas. PRECISA haver um novo jeito, um novo modus operandi profissional-digital, antes mesmo que algum ser iluminado surja com alguma possibilidade similar em termos de alcance e democratização online. O que era apenas divertido e usado por escolha hoje é, em boa parte dos casos, uma canseira e um “tem que” que muita gente não está suportando.

Quando me refiro ao Instagram, note, não ataco particularmente esta mídia social, mas a maneira como todo trabalho tende a passar por ela: com um punhado de receitas, de gatilhos mentais e de uma comunicação despretensiosa que, no fim, só quer nos vender. Mais um serviço, mais uma ideia pronta, mais um curso. Há pouco tempo cheguei a ver um patrocinado de uma faculdade renomada anunciando o pacote clássico da fórmula de lançamento com “quatro aulas gratuitas que vão te vender um infoproduto no fim transformar sua vida”.

Por que isto acontece? Porque evidentemente funciona. Porque é claro que ainda vende muito. Porque a gente pode até reclamar, mas em dado momento vai passar o cartão. E, finalmente, porque ainda não surgiu galinha dos ovos de ouro mais promissora do que esta, que nos pega e nos exaure na mesma medida. Que nos ensina e, no minuto seguinte, destrói nosso último traço de autoestima. Afinal, ali todo mundo anda de jato, compra bolsas de cinco dígitos toda semana e prova que saiu do zero ao milhão em menos de um ano.

Era 2012 quando o Instagram começou a explodir; 2013 quando ele foi se tornando trabalho; 2017 quando ele deixou de ser uma opção ou um mero recreio. E de lá pra cá, com mais e mais ferramentas incorporadas na plataforma, passamos a girar uma rodinha querendo ou não, levando jeito ou não, nos divertindo ou nos ferindo. E, sobretudo, acreditando nos gurus que colocam até o médico mais diplomado para fazer vídeos divertidos e didáticos ainda que contra a vontade personalidade dele. Porque “tem que”! Com todo respeito, vale pontuar que os gurus e mentores que seguem esta linha de montagem são os que mais lucram com esta pirâmide verdade incontestável do “tem que fazer”.

Ainda não tenho respostas. Deletei meu instagram no fim de dezembro porque não estava me fazendo bem; ainda não senti vontade de voltar. Não foi a primeira e provavelmente não será a única tentativa, mas cada vez mais vejo que não estou sozinha neste movimento de exaustão. De um lado, sinto-me perdedora por não saber girar esta roda de milhões; por outro, penso em alguns dos profissionais mais bem-sucedidos que conheço, nas mais diversas áreas, que são totalmente (ou quase) offline. O luxo do Ungooglable!

Vale ressaltar: quem está fora não é nem um pouco mais evoluído do que aquele que está dentro – e quem se diverte criando para aquele formato tem mais é que criar muito! Ao mesmo tempo, quem não é do vídeo nem da legenda de duas linhas com foto aesthetic não deveria ser obrigado a sentir até dor física para se encaixar neste modelo único de sucesso.

Um novo jeito, precisa haver um novo jeito! A vontade de fazer vídeos não deveria ser o equivalente ao curso de Excel dos anos 90; a vida briefada, fotogênica e roteirizada não poderia ser o pré-requisito para o sucesso (nem para o consumo de criações alheias). Já faz mais de uma década que este formato perdura – mais do que qualquer outro que existiu no digital – e está na hora de se pavimentar uma nova bifurcação da estrada da internet. Quem arrisca?!

Pode ser divertido fazer, pode ser divertido consumir. Mas “todo mundo” é gente pra caramba!

…e como o Substack supriu minha autoestima digital e fortaleceu que (pra mim) existe um outro caminho!

Read the original on amonews.substack.com

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