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Amo 40+ · Apr 23, 2026

Vou completar 50 anos!

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Ale Garattoni · Amo 40+

Existe, para mim, algo de especial em anos terminados em seis: é quando eu mudo a década da minha idade – e, coincidência ou não, desde os meus 20, sempre foram anos de mudanças pessoais profundas (a título de curiosidade foi em 2006 que me mudei do Rio para SP, para morar sozinha pela primeira vez na vida). E mesmo que estes períodos “de virada” costumem vir com desafios e até dores eu me empolgo e sinto que é como uma por vezes desafiadora, mas necessária passada de fase no videogame da vida.

Dito isto, enquanto agosto não vem, já tenho minhas dez prioridades atuais, coisas que estão com a mais forte caneta marca-texto em minha lista de metas da vez…

  1. Tomar sol x cuidado com pele e cabelo: cria das praias cariocas, eu fui ouvir falar em filtro solar chegando aos 40. Depois da pandemia, acho que tanto confinamento fritou meus miolos e eu voltei a me torrar a cada oportunidade de solzinho – sorte minha não morar mais a duas quadras da areia. Foi vendo minhas fotos da janela 2016-2019, quando fiz lasers que apagavam as manchas do passado e usava FPS 50 até no dia a dia, que decidi encaretar novamente. As bochechas rosadas até têm o seu charme, mas sei que pós-50 o balanço dos efeitos será muito mais negativo. E assim nasceu uma colecionadora de filtro solar em todos os fatores, com ou sem cor, com ou sem brilho, em todos os formatos.
    (spoiler: no dia a dia ando apaixonada pelo novo filtro de bastão da Glow Recipe)

  2. Cuidar do sono: foi também na virada de 2016 que eu comecei a estudar – por hobby – nutrição e saúde, implementando pouco a pouco aqueles aprendizados na minha vida de ex-sedentária louca por jujubas, refrigerantes e bigmacs. Mas o fuso… ahhh, meu fuso. Desde que tenho lembranças, ainda na infância, adoro uma madrugada. Já tive períodos piores e melhores, estes me mostrando como rende e como é gostosa a manhã quando se levanta cedo. Com certeza este é meu calcanhar de aquiles, mas depois de tantas mudanças radicais se tornarem prazerosas tenho certeza que até o fim de 2026 poderei me reconhecer como uma pessoa que vai pra cama às nove da noite com um chá e um livro!

  3. Não me punir com o que sei que é errado: quando algo não está legal (e digamos que vivi um período não muito legal recentemente), a tendência a descontar em coisas também não legais é enorme – o sono atrasado pela tela que exibe vídeos de Tiktok sem parar, a troca do almoço pelo bolo de chocolate (mesmo depois de viver mais de um ano sem açúcar), ficar com preguiça de ir à academia, recorrer a compras por impulso… e dá-lhe espiral negativa, na qual uma coisa puxa a outra. Nem sempre é fácil tirar hábitos ruins, mas focar em criar rituais de ações positivas que me impeçam de “cair no buraco” é a saída.

  4. Seguir no checkup preventivo: outra coisa que comecei quando completei 40 anos e, desde então, é inegociável. Todo santo ano tem clínico geral, ginecologista, dermatologista e todos os exames que eles me pedirem para ver a quantas andam meus marcadores, meu corpo.

  5. A psicoterapia antes e depois da psicoterapia: em outubro completo cinco anos com a mesma psicóloga. Semanalmente, sem falha, com todo o envolvimento e dedicação. E sempre fui protagonista do meu próprio acompanhamento terapêutico, mas sinto que só agora estou firme na autoanálise que precede e antecede CA-DA sessão. Pensar no que foi conversado, permitir-me discordar ou questionar, fazer o dever de casa mesmo… tudo isto me leva a fazer “sete horas em uma”, considerando que a cada dia tiro um tempinho para pensar no meu funcionamento emocional.

  6. Ser mais responsável (e consistente) com planos e metas: eu tenho muitas ideias, vivo planejando coisas, alterno preguiça com vontade de fazer algo diferente de tudo que fiz. Ser novidadeira tem muitos lados bons e outro lado bem ruim, de procrastinação e cansaço antes que algo tome forma, em uma autocrítica bastante nociva. Desde que me encontrei no Substack, por exemplo, enterrei toda e qualquer necessidade de estar em outra plataforma, como o Instagram. Ao mesmo tempo, sinto que existe algo quase soberbo (e medroso) nesta decisão. Não quero entregar mais do mesmo nem ferir meus limites pessoais, mas quero colocar mais projetos na rua, porque me comunicar de diferentes maneiras é o que amo e sei fazer.

  1. Estar atenta a meu peso e a minha massa muscular: ela, a menopausa, não manda telegrama dizendo quando chega, mas eu conheço meu corpo para saber que não vai demorar muito para este marco que traz tantas mudanças para mulheres. Mesmo que os sintomas físicos ainda não sejam proeminentes como escuto falar que podem ser, os hormônios já mostram alterações e sei que tudo isto vai impactar na poupança mais importante que uma pessoa da minha idade pode fazer – a da MASSA MUSCULAR! Nestes últimos meses, andei relapsa com a tal cota proteica, recuperei 1/3 do grande volume de peso que havia eliminado em 2024, malhei (muito) menos. Chega! Tenho três meses e meio para voltar para onde eu estava em meados de 2025.

  2. O que me dá prazer: fiz uma lista do que me alegra. Literalmente, no papel, por escrito. E é nela que volto quando desanimo. Eu sei quem estou sendo quando estou no meu melhor estado e esta versão se forma de tarefas tão simples como a leitura de um livro, a organização de uma gaveta ou a um momento de skincare.

  3. Aproveitar o lado bom da internet… e acompanhar pessoas que me inspiram na leveza, na bondade, no estilo, na disciplina e na coerência/constância. Muito se fala nos malefícios das redes sociais – e eles existem, ô, como existem – mas tenho perfis que me lembram de ser mais leve (comigo, principalmente!), de como uma roupa pensada aumenta a segurança e a diversão no processo, de como o persistente sempre vence o talentoso.

  4. Meu eu adulto, um estilo específico: não existe nada mais etarista do que dizer que tem roupa ou cabelo apropriados para uma idade x ou y, mas sinto-me melhor usando o que de fato percebo que me cai melhor hoje (que tem mais a ver com biotipo e mensagem a passar do que com minha certidão de nascimento, mas é inegável que a Ale de 25 e a de 50 têm mensagens diferentes a passar). Sempre fui, por exemplo, time cabelão, mas não é que, mais uma vez, passei a tesoura em uns dois palmos de comprimento outro dia?!

Ter sido uma criança/adolescente dos anos 80/90 morando a duas quadras de distância da praia me deixou heranças – não apenas comportamentais, mas físicas, na pele, literalmente mesmo!

Aos 29, ela só tinha o colágeno, o sol e um sonho, alguém avisa!

Read the original on amo40.substack.com

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