Sim, tá todo mundo surtando com as inteligências artificiais. É assustador o nível em que já estamos, parece que aquele tal futuro que a gente previa em filmes com as pessoas usando roupas prateadas e esquisitas chegou de uma vez. Mais que tecnologia, a forma como as tantas opções de ferramentas automatizadas influenciaram no mercado de trabalho mudou a coisa toda.
Um corre corre que só. Tudo pra aprender as tal ferramentas. Uma bomba de cursos sendo vendidos no instagram, sos.
Mesmo com essa explosão de informações e todas as adaptações sendo feitas do dia pra noite em diversos setores do mercado, tem muita coisa boa nisso tudo que pode ser bem aproveitada. Claro que as IAs facilitam nosso dia a dia, melhoram processos, nos ajudam a pensar. Ajudam, não substituem. Algo que já vem sido confundido desde em pequenas até grandes marcas com campanhas, projetos e trabalhos tristemente empobrecidos por todo um setor criativo que ficou… preguiçoso.
Não estou falando daquela automatização perfeita nas planilhas que agora diminuiu o trabalho braçal em 80% e acelerou todas as demandas de uma empresa de contabilidade, por exemplo. Mas sim de setores criativos (arquitetura, marketing, design, escrita) que muitas vezes abrem mão de um processo artístico pra encurtar caminhos e entregar o projeto mais rápido, sem aquele trabalho todo. Trabalho esse que faz a real diferença no resultado.
No setor de marketing tem ficado visível a construção de campanhas que parecem não terem sido raciocinadas. O prompt foi jogado, o chat gpt automatizou uma resposta clichê e é isso. Não teve trabalho. A economia bem sucedida em conjunto a preguiça de pensar resultam no que temos sido toscamente expostos, aquela magia do ‘‘contar histórias’’ e na personalidade de cada campanha foi pro espaço.
E vou ser sincera: cada vez que vejo um texto totalmente gepetizado aqui no substack me dá até dor na coluna.
Já no setor de arquitetura por exemplo, as imagens renderizadas compõe a entrega de projeto pra ajudarem o arquiteto e principalmente o cliente a enxergar o produto final. Seja no lançamento de um prédio ou na reforma de uma casa, é uma parte importante para as aprovações ou antes da edificação ser construída, funcionando até como diretriz na obra junto claro a todos os documentos técnicos, coisa e tal. Mas o que tenho visto são empresas preguiçosas que se rendem à IA para fazer as imagens de qualquer jeito, resultando em figuras distorcidas e incompletas, diferentes do projeto original, que não estão nem aí pra orientação tosca que o cliente vai receber mas sim priorizando a economia (lá vem ela de novo) seja em tempo ou no pagamento do serviço terceirizado. Não tô dizendo que é impossível otimizar o processo de renderização com a IA, inclusive empresas referência no mercado já o fazem, mas o ponto discutido aqui é que a forma desdenhosa de fazer isso é - muito - problemático.
Junto a todas as críticas fervorosas que eu precisava cuspir em alguém, queria finalizar este texto deixando algumas dicas de como usar de forma prática e funcional essas ferramentas tão poderosas pra alavancaram o seu processo criativo, e não substituí-lo.
busque ferramentas que, depois de feita a sua renderização, melhorem a qualidade dela. O próprio chatgpt faz isso sem deixar nada distorcido, parecendo mais realista (nem sempre dá certo, você precisa testar);
se for gerar uma imagem do zero, busque ajuda do chatgpt pra te ajudar a gerar prompts mais profissionais;
muitas vezes, não vai dar certo. É preciso tentar várias vezes, as IAs ainda não são avançadas o suficiente;
a textura de madeira é um problema, tente evitar ou corrigir no photoshop;
a vegetação das IAs tem cara de IA. Não tem jeito. Use com estratégia.
nenhuma ferramenta ou template substitui sua criatividade. Dá pra usar modelos prontos, mas tente sempre alterar, deixar com personalidade;
sempre incremente o que o gpt sugerir, afinal suas respostas são automatizadas;
evite pedir algo do zero, prefira perguntar sobre uma ideia ou um esboço de uma ideia já formulada. Mas se pedir, sempre aprimore o que for sugerido;
cuidado com erros e distorções nas imagens geradas automaticamente. Você pode achar que é bobo e ninguém vai notar, mas alguém sempre nota, o trabalho fica porco.
use as ideias do gpt como sugestão, e não como algo pronto e finalizado;
concordância verbal e um bom uso da linguagem é seu papel! O gpt erra demais;
cuidado com erros de português ou inglês;
da pra notar quando algo foi escrito por IA. Tente sempre revisar e escrever com suas palavras.

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