Sabe aquela expressão “tô com vontade de comer alguma coisa que não sei o que é”? Pois bem, hoje eu tô com vontade de escrever alguma coisa que não sei o que é.
Esses últimos dias eu tenho tido uma série de questões pra encarar e isso tem gerado um sem número de diálogos e questionamentos na minha cabeça que tranquilamente poderiam ser base de textos e mais textos.
Mas nem sempre a nossa mente colabora em transformar esse piscinão de informações em algo compreensivo e, porque não, útil; pensem no conceito de big data, em que temos uma quantidade quase infinita de informações (por exemplo todos os dados de comportamento de usuário de uma operadora de celular). Porém, se não existe um processo pra analisar esses dados e buscar padrões relevantes é só um amontoado de dados majoritariamente inútil.
Esse sou eu, ultimamente.
Fico imaginando se eu tivesse a fluidez mental do Stephen King, por exemplo, a quantidade de coisas que eu já teria escrito, entre histórias, contos etc. Veja bem, eu acho muita coisa sobre absolutamente qualquer coisa (inclusive, tenho a sensação que já usei essa frase em outro texto meu, mas sigamos) e frequentemente minha cabeça tá lá criando histórias, traçando paralelos, construindo diários fictícios ou transformando os “e se” tão comuns no nosso dia-a-dia em verdadeiros ensaios filosóficos (possivelmente cheio de furos lógicos, claro).
Mas esse Alê leitor e escritor assíduo ainda tá dormente em algum lugar aqui dentro. Penso que ainda não encontrei o processo nem o método ideal pra tirá-lo daqui e jogá-lo uma vez mais no mundo. E quando falo método não falo necessariamente de alguma coisa cientificamente comprovada, mas sim, da minha maneira de comungar com esse Alê que eu tanto gosto.
Sei que é um processo, mas paciência e confiança no processo nunca foi lá meu forte (minha antiga terapeuta que o diga). Mesmo assim, decidi passar por aqui pra colocar alguma coisa no papel porque só se consegue criar fluidez na escrita escrevendo.
É isso. Pratiquem diariamente suas paixões, pra que elas não sejam sufocadas pelas imparáveis areias do tempo.
Até a próxima.
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