Semana passada, o ator e agressor Dado Dolabella (sim, a agressão tem que virar segundo nome e entrar no currículo) lançou sua candidatura a deputado estadual pelo MDB.
A repercussão a esse desrespeito foi tamanha que o próprio MDB desfiliou o Dado. Afinal, é mais seguro ter a Polícia Federal batendo na sua porta do que a Luana Piovani.
Eu fiz umas piadas a respeito e um homem saiu em defesa do Dado Dolabella dizendo: “As malucas gritaram tanto que conseguiram perturbar”.
Eu sei que foi pejorativo. Eu sei que foi ofensivo. Mas eu amei.
Já estamos nos acostumando a ser chamadas de loucas. Então por que ainda não assumimos esse papel? Algumas de nós realmente são loucas, algumas foram enlouquecidas e as outras restantes estão a caminho.
Então vamos assumir! Quando você ouvir o alecrim-dourado dizer:
“Minha ex era maluca, furou o pneu do meu carro, me arranhou, me bateu!”,
não diga: “Nossa, não acredito”. Diga:
“QUE IDEIA BOA! COM CERTEZA VOCÊ MERECEU. NÃO VEJO A HORA DE FAZER AINDA PIOR.”
Nada como um agressor para dar uma boa ideia de como agredir.
Os homens criaram o termo feminazi para se referir às feministas, fazendo alusão ao nazismo.
Irônico. O nazismo, que matou milhares de inocentes que, na cabeça dos nazistas, eram inferiores… parece com o machismo, né?
Não sei se a ideia é tão ruim. De repente é isso, mulheres: vamos nos unir para limpar os homens agressores da face da Terra. Vamos perseguir e matar, e só assim trazer a raça pura de volta.
Não se ofendam com essa ideia.
Sou só uma mulher louca.
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