A Embraer é a fabricante de aviões comerciais mais improvável do mundo.
Em 56 anos, a empresa entregou mais de 9.000 aeronaves e voa hoje em 100 países, com 60 forças armadas como clientes. É a terceira maior fabricante de aviação comercial do planeta, atrás apenas de Boeing e Airbus.
Beira o surreal imaginar que temos uma empresa de tanta magnitude nesse setor especificamente, pois ele é extremamente complexo e demanda um nível de densidade de talentos de engenharia altíssimo. E é justamente por isso que a história é interessante: ela começa muito antes da fundação da empresa, quando um aviador cearense decide criar um “MIT no Brasil”, que veio a ser o ITA.
Para conhecer essa história da Embraer, clique abaixo:
A história em números
Timing importa em qualquer empresa - e não é diferente na história da Embraer.
A Embraer deixou de ser uma empresa local, para ser global.
O sucesso da empresa é uma foto. Mas o filme que mostra a realidade: A Embraer quase quebrou antes de atingir seu potencial.
O ERJ-145 foi o grande ponto de inflexão da Embraer.
Um playbook
Em 1965, quatro anos antes da Embraer existir, Ozires Silva escreveu o princípio que definiria os sessenta anos seguintes: “nunca se deveria verticalizar — não deveríamos partir para a fabricação interna quando fosse possível adquirir de terceiros.”
Era heresia. Todo país emergente que tentou fabricar avião na segunda metade do século XX — Indonésia, Argentina, Índia, Egito — apostou em verticalização total. Fábrica própria. Engenharia interna. Soberania tecnológica completa. Todos quebraram.
A Embraer fez o oposto, pois era a única opção viável. O Brasil de 1969 não tinha cadeia de fornecedores aeronáuticos. Não tinha mercado de capitais que financiasse verticalização. Não tinha engenheiro com experiência em fabricante comercial. A escassez não era contexto, mas sim o ponto de partida.
O playbook da Embraer foi montado a partir dessa escassez:
Fabricar antes de inventar.
Comprar know-how em vez de inventá-lo.
Dividir o risco com fornecedores.
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Assista o episódio completo:
Todos os feedbacks do episódio são bem vindos. Espero que gostem o tanto quanto gostei aprofundar essa história.
Quero agradecer ao meu amigo Giulio Ferraro, que topou aprofundar nesse episódio e as diversas pessoas que me concederam uma parte do tempo para tirar dúvidas e contar histórias sobre a Embraer.

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