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Eventos Canção Nova · Apr 22, 2026

A beleza e a integralidade da sexualidade cristã

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Vai falar por mim · Eventos Canção Nova

Quais são os seus medos sexuais e quão perto você está da proposta da sexualidade cristã?. Hoje, quando falamos em sexualidade, todo mundo já tem uma frase pronta. Nas pesquisas que fiz, em 150 adultos, 90 disseram que a sexualidade na Igreja Católica é sinônimo de um conceito pecaminoso. Outros disseram a frase mais feia de todas: que a igreja ensina que sexualidade é o pecado de Adão e Eva e não devemos ter sexo. Disseram também que a igreja inventou um pecado e que ninguém pode viver diferente contra o sexto mandamento.

Foto ilustrativa: Paula Dizaró / cancaonova.com

Muitos de nós estamos completamente sem nenhum tipo de referencial frente ao que significa a sexualidade cristã. Se você fizer um “cochicho” com a pessoa do lado, o que ela vai dizer?. As respostas do nosso próprio povo são belíssimas: a sexualidade não é verbo, é substantivo, inseparável da fé. Ela deve ser vista nos aspectos unitivo e procriativo dentro do matrimônio. Ela é uma força de comunhão que leva a viver o amor puro, e está em tudo aquilo que somos, em nossa maneira de pensar e agir!. Respostas como essas merecem um aplauso com força, de verdade!.

Os cristãos chegaram num lugar muito difícil no império romano, entrando no meio social mais alto, na casa dos grandes, no meio da cultura (algo que nos falta muito hoje no século XXI). Lá, eles encontraram uma antropologia muito dualista, marcada pelo pensamento platônico e maniqueísta, que separava o corpo e a alma. Para muitos, o corpo podia se jogar aos prazeres ou já estava corrompido; para os hedonistas, tudo era permitido.

Mas os cristãos trouxeram uma proposta belíssima: a nossa antropologia é uma antropologia integral!. Nós não estamos separados nem divididos; nós somos carne e nós somos espírito. A grande experiência da sexualidade cristã é fazer com que a pessoa se compreenda como uma única realidade. Nós não vivemos uma sexualidade segmentada, como a figura de um boi no açougue dividido em picanha e fraldinha; nós somos um todo!. Sexualidade e fé são uma única realidade.

A grande experiência da sexualidade cristã é fazer com que a pessoa se compreenda como uma única realidade.

Sabemos que a nossa realidade psicológica e afetiva tem uma coisinha que nunca vai nos soltar, chamada pecado original. Por causa dele, vivemos uma situação tendenciosa que os cristãos chamaram de concupiscência. A concupiscência não é a tendência a pecar, mas a tendência que há em nós a errar. É como nos desenhos animados: um anjinho diz “faça” e o outro diz “não faça”!.

Hoje, infelizmente, vemos pessoas que se casam, mas continuam levando uma vida totalmente desordenada e ruinosa. Eu chego a entrar em crise para celebrar casamentos, porque pergunto aos noivos o que os motiva a viver a fé conjugal. Se um rapaz quer ser feliz como pai de família, não entre no seminário, não seja padre; e quem não desgruda da “síndrome de solteiro” vai se perder com facilidade. A antropologia cristã trouxe o primeiro elo de comunhão: a plena liberdade unindo-se a Cristo.

A sexualidade é uma força que permeia toda a nossa vida!. É uma realidade que move e envolve a nossa decisão, o nosso querer e a nossa vontade. A sexualidade cristã trabalha as paixões, e as paixões nascem dos desejos.

Como você lida com seus desejos sexuais mais primários e puros?. No ano passado, num voo para Petrópolis, senti um cheiro de perfume feminino e, quando olhei de lado, era a atriz Camila Pitanga sentada ao meu lado!. Foram 50 minutos de voo conversando, e fiquei com um desejo que me trouxe frustração: não pedi o celular dela!.

Desejos são tão normais! Os franceses chamam isso de frivolidade, e que frivolidade bela na minha vida. Ela pegou o caminho dela, eu peguei o meu, e acabou. A antropologia cristã ensina que um desejo desordenado pode se tornar um pecado carnal, mas um desejo normal é coisa para se admirar e contemplar. O desejo sexual não se sublima ou se canaliza, ele se acolhe!.

O querer muitas vezes nos descontrola e leva a conflitos. Em volta do nosso querer está o elemento mais belo: a liberdade. Quantas pessoas na sua história sexual vivem o querer do outro?. Há cônjuges que não querem certas carícias, mas se sentem obrigados. Se eu, para satisfazer a pessoa, devo ceder a situações que não são minhas, não sou livre de jeito nenhum!.

Nossos adolescentes hoje caem na ilusão do “mande um selfie sem blusa”, perdem a intimidade e a liberdade, porque acham que o consenso é a norma da verdade. Mas o que todos fazem, nós não temos que fazer. O nosso querer nos torna cada vez mais livres em Jesus Cristo.

Para os cristãos, a relação sexual do homem e da mulher sempre foi colocada no mesmo patamar da Eucaristia. “Belíssimo seja o nosso leito conjugal, o altar se torne nos nossos corpos o corpo do Senhor!”.

Mas a realidade é dura. Numa pesquisa com casais católicos, a maioria utiliza contraceptivos como camisinha, pílula do dia seguinte ou recorre à vasectomia. Por que fazem isso? Porque não acreditam e não conhecem o método natural Billings. Dizem que é ineficaz ou difícil, mas é mentira, pois onde ele mais funciona é nas favelas, sem nível de escolaridade nenhum. É muito mais fácil colocar uma camisinha do que rezar a relação sexual com a esposa, do que ter a fineza de medir o muco ou a grandeza de esperar.

O ato conjugal não deve terminar na cópula apenas para obter prazer; ele é um elemento sublime e exige respeito pela dignidade do outro. Conheço casais católicos que preparam a sua relação sexual como se fosse uma celebração de final de ano, com fogos pirotécnicos!.

Por que a sexualidade está nos acanhando? Porque pensamos que a única coisa real é o orgasmo. Incompatibilidade sexual é a primeira causa de nulidades matrimoniais hoje, porque a sexualidade não é brincadeira. Se os nossos desejos não são trabalhados por dentro e acolhidos com alegria, nos tornamos neuróticos e violentos.

O cristianismo trouxe um presente para a humanidade: a castidade. Toda essa potência sexual que todos nós temos, quando canalizada e ordenada para uma finalidade específica no seu estado de vida, é a castidade.

Seja a moça solteira que decidiu guardar-se para Jesus e viver a santidade. Seja o pai de oito filhos que, mesmo batendo de frente com obstáculos na própria igreja, decide viver a exclusividade do matrimônio aberto à vida. E nós, celibatários, padres e religiosos, não estamos isentos de lutas; nós acolhemos nossos desejos e entregamos nossa sexualidade em serviço ao Senhor. Deixe de não rezar e reze pela sua vida sexual!.

Na eternidade não seremos mais nem casados, nem solteiros, nem bispos, nem padres ou freiras. Seremos um em Cristo Jesus e o contemplaremos tal como Ele é. O que vivemos hoje de forma casta e livre na nossa carne nos ajudará a compreender o que viveremos na eternidade. Vamos trazer esse presente de Deus para a nossa sexualidade cristã!.

De 15 a 17 de maio, a sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista, realiza o Aprofundamento Sexualidade e Educação dos Filhos, com o tema “Educar no tempo das perguntas difíceis: um chamado à formação dos pais e educadores”.

O encontro formativo será totalmente presencial e contará com vagas limitadas.

INSCREVA-SE AGORA - VAGAS LIMITADAS

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Read the original on vaifalarpormim.substack.com

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