Depois de cair a ficha que o nosso principal diferencial entre os algoritmos e máquinas é o tal do gosto pessoal, a internet ficou obcecada com a ideia de mostrar caminhos para desenvolve-lo. Entre listas, guias, curadoria impecavelmente criadas para te mostrar qual são os restaurantes achadinhos-mais-descolados-de-algum-lugar, inúmeras newsletters exaltando os autênticos e jogando os clichês na sarjeta.
Na obsessão de nos tornarmos “autênticos”, consumimos todos os mesmos guias, restaurantes, marcas, músicas e lugares. Esquecendo que autenticidade mesmo é bancarmos exatamente quem nós somos.
Aqui entra a parte mais difícil, na minha visão, porque “se bancar” permeia duas exigências: ter segurança e autoconhecimento.
Tenho uma opinião polêmica sobre o autoconhecimento quando falamos de gosto. De um tempo para cá, acredito que todo mundo se conhece. Afinal, você é a pessoa que mais convive com você (rs), como pode não saber seus próprios gostos e preferências? O que falta mesmo é segurança para bancar as suas escolhas. Tipo dizer que ama sertanejo mesmo em meio a um grupo que adora um disco da Sade (pegou a ref né?).
Ser autentico não é ser diferentão, é escolher exatamente o que você gosta sabendo do porque você gosta. É uma escolha consciente do seu gosto pessoal.
Conheço pessoas sempre estão vestidas das últimas tendências, com a lista dos mais novos restaurantes nas mãos, sempre antenadas e não são autênticas. E pessoas que, apesar dos clichês, são super autenticas.
Não é sobre fugir dos clichês ou não, mas sobre ser intencional.
Apesar do gosto ser pessoal, sempre entramos na esfera do julgamento público. Afinal, não estaríamos debatendo tanto o tema se não estivéssemos julgando o gosto dos outros e sabendo que o nosso também está a mercê do julgamento alheio.
O “julgamento” é complexo porque o mesmo restaurante pode soar forçado quando indicado por uma pessoa e perfeito quando indicado por outra. O fator sob essa diferença é um pequeno sentimento sobre se aquilo compõe um personagem ou faz parte de uma escolha pessoal feita intencionalmente.
Confuso? Um pouco.
Para saber se aquela escolha é consciente ou não é preciso olhar o todo.
Afinal, gosto pessoal nada mais é do que uma curadoria que só você pode fazer. Ou seja, aquela união de coisas, objetos, sons e cheiros que não faria sentido na curadoria de mais ninguém.
ei, essa é a nossa newsletter semanal. com desabafos, dicas de rotina, links deliciosos que encontramos na internet e olhares otimistas para papos ambientais. manda essa news para quem também pode gostar?
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sei lá, eu amo ouvir essas duas conversando sobre tópicos aleatórios.
to viciada na minha caneca térmica (e levando café para todo lugar como se fosse água)
4 inovações têxteis que queremos ver nas araras da moda logo!
o que chegou na nossa curadoria
feita com marcas pequenas, locais e com produções de menor impacto ambiental.

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