Não tem ninguém ao lado pra incomodar, nem pra ouvir suas reclamações. Você decide que horas acordar, onde ir, o que comer e qual caminho tomar, mas também é o único responsável se alguma escolha não for tão acertada.
Poucas experiências revelam tanto sobre os lugares por onde passamos e sobre nós mesmos quanto se lançar numa viagem solo. Aqui, a gente explica por que essa aventura conquista até o mais sociável dos humanos.
Nem todo mundo sai em busca de paz interior ou grandes epifanias. Viajar sem companhia também significa caminhar com o fone no máximo, fazer amizades que duram poucas horas e viver dias inteiros sem ter que agradar ou atender ninguém. E é justamente assim que a gente se dá conta do que faz só porque quer.
“Quando estamos sozinhos em lugares onde ninguém nos conhece, perdemos a vergonha de fazer o que queremos e a obrigação de agradar aos outros, então somos mais espontâneos. Expomos nossas fragilidades e também descobrimos que somos capazes de fazer muito sem a ajuda de ninguém. Isso é empoderador.”
Uma companhia faz falta quando uma virose deixa você de cama? Sim. Mas também dá vontade de estar sozinho quando seu parceiro de viagem perde o passaporte ou atrasa quatro horas pra começar o dia.
→ Hostel: a morada oficial do viajante desacompanhado sempre tem áreas comuns animadas.
→ Parques e praias: dá pra deitar na canga em paz por horas sem ninguém incomodar.
→ Aulas livres: culinária, cerâmica, dança… ali todo mundo vai sem medo.
→ Cafés: um trabalha, o outro lê, um casal conversa e ninguém se sente sozinho.
→ Museus: o tempo é seu, o ritmo também, mas ainda rola se meter numa visita guiada.
→ Feirinhas: circula, pergunta, experimenta, escuta história… e nem precisa comprar nada.
→ Eventos culturais ao ar livre: gente legal reunida sem questionar por quê.
Tem trilha que é melhor encarar em grupo e lugares em que andar desacompanhado pode ser perigoso, especialmente para as mulheres. Escolher o destino com cuidado e avisar alguém do roteiro, nem que seja o porteiro do hotel, também faz parte dessa experiência. Pra se sentir livre, a gente precisa se sentir minimamente seguro.
Saiba mais: “The joy of traveling alone” (Washington Post); “Eating alone” (Longreads); “Viajar sozinho(a) é descobrir o prazer da própria companhia” (Diário de Pernambuco); “Here’s What People Really Do Think of You” (Psychology Today)

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