Vamos do início.
Phia é o nome da empresa. A promessa grandiosa era ser um assistente de compras de IA, com uma busca super refinada, capaz de responder “devo comprar isso?” para cada pessoa com personalização de verdade.
Resumindo em poucos caracteres: A ideia era substituir uma personal stylist fodona, que conhece todas as marcas, os nichos, os achados e junta isso com o seu gosto, seu armário, sua vida real e te diz se vale a compra ou não.
Phoebe Gates: eu te entendo porque eu já sonhei esse sonho - meu azar foi não ser nepo baby. Mas tá. Seguindo.
Entretanto, o que a Phia entregava de fato era uma extensão de navegador + app que funcionava como comparador de preços. O pitch oficial era “Google Flights, mas para moda”: você está olhando uma peça em qualquer loja online, clica no botão “Should I buy this?” (devo comprar isso?), e a Phia varre a base dela (40 mil sites de varejo e revenda, mais de 350 milhões de produtos) e te diz se aquele preço tá bom ou não.
Junto vinham: comparação com mais de 150 plataformas de segunda mão (com o argumento de sustentabilidade: comprar usado reduz 80% da pegada de carbono), alertas de queda de preço, cê colocava lá sua wishlist e eles iam te dizendo a hora de comprar cada coisa.
Não era a stylist fodona, mas não era ruim também, né? Eu ia gostar que alguém achasse pra mim a peça que eu preciso, num preço bom. Gasto MUITO TEMPO garimpando troço, gente. Uma hora falo disso.
Porém, não funcionava também. O escândalo todo dessa semana é que a marca começou a dar um golpe: o app abria abas em segundo plano e injetava seus próprios códigos de afiliado no checkout, ficando com comissão de vendas que não gerou.
Não vou me alongar no golpe, deixo no fim do texto um monte de link pra quem quiser se deliciar.
Eu vou voltar pra moda + IA, que é onde eu tenho mais o que dizer.

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