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O mercado dos clubes portugueses ainda tem quase mais duas semanas pela frente, pois este ano só fecha a 4 de Setembro, de sexta-feira a oito dias, dando aos emblemas nacionais três dias para poderem reagir a perdas de última hora – que as Big Five fecham as portas a 1 de Setembro, já de amanhã a uma semana. Mas desenganem-se os que acham que os dirigentes ainda podem mexer e remexer a seu bel-prazer, descobrindo mais craques periféricos para compensar a falta de aposta ou as vendas milionárias do talento nacional. É que pelo menos os clubes que vão participar nas provas da UEFA sabem que nelas só poderão inscrever 25 jogadores e que, destes, só 17 podem não ter sido formados em casa – ou pelo menos num outro clube do nosso país. Parece simples? Mas não é. O Torreense, por exemplo, está metido numa enrascada e vai ter de deixar gente relevante de fora. O SC Braga parece ser quem se apresenta mais equilibrado, mas os três grandes chegaram ao limite, forçando a que todas as mexidas a fazer daqui até ao fecho sejam necessariamente encaradas com tripla intenção: melhorar a equipa, não perder formados localmente e não adicionar quem não cumpra esse requisito. Vejamos quais são as regras e, caso a caso, em que pé estão os grupos dos nossos europeus no que toca ao seu cumprimento. Até porque daí chegam pistas importantes para o que lhes falta fazer no mercado.

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