Olá, amigos!
Prepare a sua bebida, pois nosso happy hour vai começar 🍻
Chegou o momento de se atualizar sobre tudo que rolou no universo do SEO na última semana. Nesta news eu te conto sobre:
Identificar o preço é a maior dificuldade dos agentes de IA
Revista Time está exibindo anúncios exclusivos para rastreadores de IA
Claude agora tem marca d’água para detectar uso de IA em textos
Marcas lembradas pela IA no treinamento são mais buscadas na web
ChatGPT já sabe quais marcas pesquisar na web antes da busca
Google não indexa URLs com hreflang, mas elas ainda podem aparecer na busca
Meta está rastreando a web para, supostamente, construir um índice
Google reduz os requisitos de assinatura para Search Profiles
OpenAI torna as fontes do ChatGPT menos visíveis
Cloudflare lança conjunto de ferramentas de análise de performance de IA
Vamos lá? 🙌
Mas antes…
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Kevin Indig publicou um estudo sobre os obstáculos dos agentes de IA em sites B2B. Ele selecionou 100 produtos e pediu que agentes listassem preços, funcionalidades, integrações e seguranças de cada um, sem indicar em qual página estavam as informações.
E ele descobriu que, muitas vezes, as empresas não divulgam abertamente o valor de seus produtos ou serviços. E isso faz com que o agente precise buscar essa informação fora do site da marca, o que pode gerar informações imprecisas ou erradas.
Para evitar essa situação, é preciso expressar o preço de forma clara, em formato de texto disponível via HTML. Se a informação ficar apenas em imagem, ou oculta por JavaScript, será necessário consultar outras fontes.
O problema é maior para as empresas B2B, que frequentemente ocultam o preço dos planos do site.
👉 Rastreadores e agentes de IA buscam sempre o caminho mais rápido para solucionar uma tarefa. Eles precisam de informações confiáveis e que, de preferência, estejam claras e fáceis de acessar.
🔗 No site da SHH tem um artigo sobre o estudo + dicas para otimizar seu site para prompts comerciais.
A revista Time está exibindo conteúdo diferente para visitantes humanos e robôs. Os humanos leem as matérias, enquanto os bots recebem um anúncio patrocinado por alguma marca, escrito em formato markdown.
Esta é a primeira iniciativa do tipo, desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia Mobian, que oferece uma solução de “publicidade agêntica”.
A proposta é monetizar o tráfego de IA, vendendo espaço publicitário para marcas que querem influenciar as LLMs.
🤔 Parece legal, mas essa prática é, basicamente, cloaking – prática classificada como spam pelo Google. Certamente é por isso que a publicidade roda só para crawlers de IA, não para humanos e o Googlebot. Assim a Time evita punições.
🔗 Você pode ler a matéria na íntegra sobre o assunto no nosso site.
A marca d’água cria um padrão de escolha de palavras imperceptível para humanos, mas que indica claramente que um texto foi processado pelo Claude. Arquivos adicionais criados pela ferramenta terão metadados com o mesmo propósito.
A iniciativa faz parte dos esforços da Anthropic para ser mais transparente sobre o conteúdo gerado por IA.
Vou deixar aqui a tradução da nota, com alguns destaques que são importantes para equipes de conteúdo e SEO:
“Quando um modelo Claude compatível gera texto, ele incorpora uma marca-d’água imperceptível diretamente no próprio texto. Você não a verá, e ela não altera o significado, a qualidade ou a legibilidade da resposta do Claude. Como a marca-d’água faz parte do texto, ELA O ACOMPANHA quando este é copiado e colado em outro lugar, podendo PERSISTIR MESMO APÓS ALGUMAS EDIÇÕES. A aplicação da marca-d’água ocorre no nível do modelo, o que significa que ela estará presente independentemente do produto ou da plataforma Claude de onde o texto se origina”.
Eu acho ótimo, se você quer que eu gaste o meu tempo lendo alguma coisa, no mínimo eu tenho que saber se você gastou o seu tempo escrevendo. E imagino que, futuramente, texto feito com IA possa ter menos relevância nas buscas.
🔗 Eu publiquei uma news semana passada explicando em detalhes como funcionam os detectores de IA. Indico muito a leitura!
Durante o treinamento de um modelo de IA, ele desenvolve uma memória. E será que o que ele aprende nesse período tem algum impacto em qual marca ele busca na web quando responde a perguntas?
Essa foi a questão que pesquisadores da geoSurge tentaram responder. E o resultado do estudo diz que sim.
Os principais achados foram:
Uma marca que o modelo lembrava foi buscada 55,7% das vezes, enquanto uma que ele não lembrava foi buscada 17,4%;
Se a marca estava ainda mais perto, entre as cinco mais lembradas, a taxa subia para 67%;
Quando o modelo decide fazer uma busca específica por marca, 63% das vezes ele está procurando uma das cinco marcas que já lembra;
No estudo, a marca Lemon Squeezy, uma plataforma de pagamentos que o modelo não lembrava, ainda apareceu em uma busca porque tinha presença na web forte o suficiente para ser encontrada.
O que a gente pode concluir é que tanto para estar na memória, quanto para ser buscada, uma marca precisa executar um trabalho além da otimização on-page.
🔗 Leia mais sobre o estudo em nosso site.
Outra análise que tem tudo a ver com o estudo que eu falei no bloco anterior é esse aqui do consultor de SEO Suganthan Mohanadasan. Ele descobriu que o ChatGPT já sabe quais marcas vai pesquisar antes de fazer a busca na web.
Quando Mohanadasan perguntou “qual é o melhor app de notas para reuniões”, sem mencionar marca alguma, o ChatGPT escreveu, internamente, a seguinte busca (tradução nossa):
“melhores aplicativos de anotações e reuniões com IA em 2026 incluindo Granola Notion AI Otter Fireflies Fathom Mem Limitless”
Além disso, ele constatou que marcas que o ChatGPT nomeou naquela query inicial foram citadas na resposta final 68,9% das vezes. Marcas que foram apenas recuperadas da web, sem nunca terem sido nomeadas pelo modelo, foram citadas 2,1% das vezes.
Isso mostra como é importante estar na memória do modelo se você quer que sua marca tenha visibilidade na IA.
🔗 No nosso site tem uma matéria na íntegra sobre o estudo.
Gary Illyes, do Google, explicou em uma postagem do Linkedin que URLs alternativas com hreflang não são “indexadas propriamente”. Na verdade, o Google simplesmente as armazena como URLs alternativas de uma URL canônica.
Mesmo sem serem indexadas, essas outras URLs do grupo de duplicatas podem aparecer nos resultados de busca se corresponderem à intenção de busca.
Na prática funciona assim:
A URL canônica é indexada (tem entrada própria no índice, é ranqueada);
A URL com hreflang não tem entrada própria no índice, mas o Google sabe que ela existe (porque está no hreflang);
Quando o Google precisa mostrar um resultado e julga que a URL alternativa é mais apropriada para aquele usuário (por idioma, localização, etc.), ele exibe a URL alternativa nos resultados, mesmo sem ela ter uma entrada separada no índice.
🔗 Leia a matéria na íntegra em nosso site.
A Meta, empresa responsável pelo Instagram, WhatsApp e outras redes sociais, está rastreando a web para, supostamente, criar seu próprio mecanismo de busca.
Quem publicou a matéria sobre isso foi o Search Engine Roundtable, com base no post do Pieter Levels no X.
A Meta não falou sobre isso em nenhum meio oficial. Mas, geralmente, quando uma empresa está rastreando a web, o objetivo é construir um índice ou treinar modelos de linguagem.
De acordo com a informação que o Pieter Levis alega ter recebido da empresa, a Meta quer evitar que buscas de sua IA terminem no Google, já que isso permitiria ao Google usar esses dados para treinar seus modelos. Assim, ela planeja criar seu próprio índice da web para usar com sua IA.
🔗 Leia a matéria sobre o assunto no nosso site.
Antes, para ter um perfil no Search Profile — espaço dedicado dentro do buscador em que criadores de conteúdo e publishers podem centralizar sua presença na busca — você precisava ter 100 mil inscritos no Youtube, Instagram, X ou TikTok.
Agora, a big tech diminuiu esse requisito, exigindo apenas 35 mil inscritos no Youtube, Instagram e X. Mas ainda precisa dos 100 mil no TikTok.
Isso significa que agora mais marcas e pessoas podem reivindicar o perfil. O anúncio veio por um post do Robby Stein, VP de Produto do Google, no X.
O Search Engine Roundtable publicou uma matéria sobre um possível teste da OpenAI, que muda o local do botão que exibe as fontes usadas em uma resposta no ChatGPT.
Antes, aparecia um botão ao final da resposta em que, ao clicar, aparece uma lista dos sites usados para compor a resposta.
Agora, é preciso clicar no menu de três pontinhos para acessar as fontes usadas, aumentando os passos do processo:
A Cloudflare anunciou três ferramentas para ajudar marcas a monitorar o impacto da IA em seus sites:
Um diagnóstico de otimização para agentes de IA;
Um relatório de performance em chatbots de IA;
Uma ferramenta para análise de tráfego gerado por IA.
Todas têm limitações importantes, como é típico das ferramentas de mensuração de IA, mas são importantes para oferecer mais visibilidade aos donos de sites.
Segundo a Cloudflare, o objetivo é “mostrar o que um agente vê e quantas vezes você é recomendado”.
Os três recursos já estão disponíveis, inclusive no Brasil.
🔗 Confira a matéria na íntegra no nosso site.
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