Considerada uma das tradições mais significativas dos Açores (Ribeira Seca e Ribeira Grande, São Miguel), tem conhecido ao longo dos anos várias interpretações quanto à sua proveniência. Enquanto alguns autores vêem nesta festividade – única no arquipélago – uma reminiscência do velho teatro popular ou lembranças dos cavaleiros que outrora tomavam parte nos torneios de cavalaria medieval, outros…
As promessas que se fazem e se cumprem aos santos, resultam da fé, da devoção e do culto religioso que o povo presta aos oragos de um lugar, de uma aldeia, de uma vila ou de uma cidade – ou, tão-só, ao titular de uma igreja ou de uma capela. Anteriormente ao século VII, as catedrais, igrejas ou localidades não possuíam santos titulares ou padroeiros. Apenas as basílicas e igrejas que conservavam…
Filho de Zacarias, sacerdote judeu, e de Isabel, prima de Maria, Mãe de Jesus, São João Baptista, o Precursor, é considerado o primeiro apóstolo e o último dos profetas. Conforme narração de S. Lucas, quando Zacarias entrou no Santuário para queimar o incenso, procedendo ao exercício das suas funções sacerdotais, apareceu-lhe o Anjo do Senhor que lhe disse: «Nada receies, Zacarias, o teu pedido…
Despem as árvores As folhas no Outono Fecham-se as borboletas nos casulos Renovam-se nos rios Os cardumes Sucedem-se no ventre As gerações. Perpétua mutação. O vento A Lua O mar As Estações. Só não mudam as bocas Defendidas por muralhas Nem os corações parados No âmago do mundo. Quem foi mandante Quem ousou amortalhar Os sonhos em flor? À ordem de quem De quê De que tutela De que lei? Feitos de…
Após algumas rupturas pelo meio, os festejos dos santos populares regressaram a Lisboa a partir de 1925, a impor a sua tradição e colorido, reabrindo-se as portas do Mercado da Ribeira, fechadas ao povo desde 1916. Em 1932, além das cerimónias litúrgicas, o figurino dos festejos renova-se, no que respeita aos arraiais, ao enfeite das ruas, becos e pátios alfacinhas, e mesmo aos próprios «tronos de…
Nomes que nos vêm do passado Pelo teor da escrita consagrados A dar o nome a ruas e jardins Juntai a nós o vosso espanto Lá dos confins imaginados A unir à nossa voz o vosso pranto. Palavras como herança recebida Identidade, Povo, Pátria, talvez destino E a vontade de escrevê-las Uma a uma, linha a linha Sobre a folha de papel em branco Na esperança de travar o desatino. A Língua Portuguesa Em…
Porque o jornal O Mirante se atreveu a copiar do meu mural do Facebook o meu texto sobre os aviões, que sobrevoam de 2 em 2 minutos Alverca do Ribatejo e localidades próximas, chegando ao ponto de reescrever algumas partes do que escrevi, vejo-me forçada a eliminar o texto abusivo do Mirante e a recolocar o original de minha autoria. É lamentável que o director do jornal Joaquim Emídio, desconheça…
Perfumam a tarde Sons de flauta Na quietude que habita O nosso olhar. Mágicos são os dedos E o sopro Que se espraia Desdobra, corre, dança Sem ter alguma pressa De chegar. Não tem morada certa Nem destino Em cada nota Solta-se, oferece-se Na beleza da sua melodia Que lhe segreda o coração De uma criança. Cumpre-se no silêncio Das ruas e das pedras Perde-se nos labirintos da distância Lava-nos de…
Foge do sono A lebre Sem fomes Nem amarras. É Junho Nas fogueiras A arder Em claridade. Na boca Das infusas Há falas de ceifeiras. Desenha-se o restolho No timbre das cigarras. Soledade Martinho Costa
(DA MANEIRA COMO ESTÁ O MUNDO, JÁ NÃO CREIO NAS PALAVRAS DESTE MEU POEMA!) Neste dia, senhores Meditemos a fundo Na guerra Nos crimes Nos horrores Que nós, a Humanidade Temos doado à Criança Em todo o Mundo. A fome O medo A humilhação A falta de instrução A orfandade A morte. Será só Mal O que temos na vontade De oferecer à mão pequena que se estende? Meditemos a fundo É tempo de fazer parar o…