A teoria das probabilidades parece simples: a probabilidade de ganhar na loteria é menor do que ser atingido por um objeto caindo na rua. Ainda assim, bilhões fluem para esse mercado. No mundo corporativo, vemos o mesmo: decisões guiadas por ilusões de correlação, expectativas mágicas de mercado ou "sinais" que não resistem a uma análise probabilística séria. O resultado é previsível: perdas acumuladas, desalinhamento e frustração.
Claro que ninguém decide em ambiente de negócios com racionalidade absoluta. Somos movidos também por intuição, confiança e até superstição. Isso não é totalmente nocivo. Em alguns contextos, arriscar de maneira errática gera inovação e abre caminhos inesperados. O problema surge quando a exceção vira regra e a esperança substitui o cálculo.
Faz bem aceitar um fato: lucidez é reconhecer quando a esperança se disfarça de estratégia. Liderar é decidir sob incerteza, e a lucidez está em separar o que é risco real do que é puro mito.
#caos
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