A inteligência artificial está ganhando espaço em diferentes etapas da comunicação científica, da descoberta de informações à avaliação de manuscritos. Dois movimentos recentes da Elsevier ilustram essa transformação e também destacam a importância de manter critérios de transparência, segurança e supervisão humana. No Brasil, pesquisadores passaram a contar com a plataforma LeapSpace,…
Um manuscrito chega à sua revista: um estudo de coorte (tipo de pesquisa médica e científica que observa um grupo de pessoas ao longo do tempo) conclui que determinada exposição está associada a um desfecho de saúde. Os dados parecem consistentes e a análise, competente. Ainda assim, antes de encaminhá-lo à avaliação por pares, uma pergunta se impõe ao editor — o texto informa o suficiente para…
A Revista Floresta , a BIOFIX Scientific Journal e a REVSBAU promovem, no dia 22 de outubro de 2026 , o webinar “Editoração Científica, Ciência Aberta e Inteligência Artificial: Desafios e Inovações na Comunicação do Conhecimento”. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 15 de setembro de 2026 , por meio do formulário disponível no link do evento. O encontro será realizado das 9h às…
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponibilizou a segunda edição do curso online Ciência Aberta , uma formação gratuita, autoinstrucional e com carga horária de 100 horas, voltada ao público interessado no tema. Coordenado academicamente pela Professora Dra. Vanessa de Arruda Jorge e pela Professora Dra. Anne Danielle Soares Clinio dos Santos , o curso está organizado em cinco módulos e apresenta…
No dia 19 de agosto , às 14h , a Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR) promoverá seu quinto webinário, dedicado aos impactos da Inteligência Artificial na pesquisa científica. O encontro discutirá como as ferramentas de IA estão transformando a produção do conhecimento e refletirá sobre seus efeitos na transparência , na reprodutibilidade dos resultados e no avanço da ciência aberta . A…
Pense no último artigo que você publicou em coautoria. Se alguém perguntasse hoje — um avaliador de projeto, um comitê de progressão na carreira, um pesquisador interessado em replicar o estudo — quem desenhou o protocolo, quem conduziu a coleta em campo, quem rodou a análise estatística ou quem escreveu a primeira versão do texto, onde essa pessoa encontraria a resposta? Na maioria dos casos, em…
O ensaio clínico randomizado é considerado o padrão-ouro para avaliar se um tratamento funciona. Mas o que faz um leitor — ou um editor — confiar que o resultado é real e não fruto do acaso ou de escolhas enviesadas feitas ao longo da pesquisa? A resposta está menos no resultado em si e mais no relato: na possibilidade de enxergar, com clareza, tudo o que foi planejado e tudo o que foi…
A rápida adoção da inteligência artificial na pesquisa científica exige uma nova infraestrutura coletiva para definir como esses sistemas devem participar do ecossistema acadêmico. Essa é a principal mensagem do artigo "The Third Time is NOT the Charm: Who Will Own How AI Participates in Scholarship?" , publicado em 30 de julho de 2026 no The Scholarly Kitchen , por Wendy Queen, da Johns Hopkins…
Imagine dois manuscritos de ensaio clínico chegando à sua revista no mesmo dia. Um segue, item a item, uma lista de verificação reconhecida internacionalmente; o outro descreve os métodos do jeito que o autor achou melhor. Antes mesmo de ler os resultados, em qual dos dois você confia mais? E, mais importante: como o editor sabe qual lista de verificação exigir de cada tipo de estudo que passa…
Qualquer editor de uma revista da área da saúde sabe que deve exigir a aprovação de um comitê de ética e o registro prévio de um ensaio clínico antes de publicá-lo. Mas de onde veio essa exigência? Quem decidiu que seria assim — e por quê? A resposta não está em uma lei nem em um único periódico: está em um conjunto de normas construídas coletivamente ao longo de décadas. Conhecer sua origem é o…