Brasília, 17 de maio de 2026. Era o fim da tarde de um domingo feliz. Eu celebrava uma das reportagens mais importantes da minha carreira na casa de amigos. Até que meu celular vibrou. A mensagem era da minha colega Laís Martins e vinha acompanhada de um link da Revista Oeste. “Você viu isso?”, ela escreveu.
O texto da Oeste afirmava ter descoberto um conflito de interesses por trás da investigação sobre as relações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A tese era estapafúrdia: um parente meu trabalharia em uma empresa que, anos antes, teria perdido uma licitação da Prefeitura de São Paulo para uma ONG da mesma dona da produtora do filme de Bolsonaro. A matéria insinuava que a reportagem sobre o caso Dark Horse seria, portanto, uma vingança familiar disfarçada de jornalismo.

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