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Somos Nós, por Paola Z.Behs · Apr 29, 2026

#59: 3 anos depois.. Férias!

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Paola Z. Behs · Somos Nós, por Paola Z.Behs

De um casal que costumava tirar 2 férias (com viagens) por ano, nos tornamos um que ficou (quase) 3 anos sem descansar nem pisar em um avião.

A última havia sido em junho de 2023. Embarcamos para o oeste dos Estados Unidos e Canadá, em uma tentativa de aliviar a dor da nossa segunda perda gestacional, que tinha acontecido um mês antes. Funcionou. Foi uma viagem incrível, em que conseguimos relembrar como era bom ser nós dois. Em que nos conectamos com a gente mesmo e com a natureza. Em que vivemos aquele momento, sem pensar no depois (e ah se a gente soubesse o depois lindo que nos aguardava). Contei tudo sobre essa viagem, que passou pela Califórnia (San Francisco, Lake Tahoe, Yosemite), por Seattle e por Vancouver, e que teve um dos seus ápices na exposição Designing Motherhood, na fundação Bill & Melinda Gates, no texto arrive curious leave inspired, lá do comecinho desta news, se alguém quiser saber mais.

Voltamos com o coração em paz, e com vontade de nos jogar no mundo cada vez mais.

Mas aí veio a maternidade balançando e mudando todas as nossas estruturas, hábitos e crenças.

6 meses depois, eu engravidei pela terceira vez. Da Pipa. O amor das nossas vidas.

Queríamos fazer uma baby moon, mas ficamos com medo de estarmos longe de um hospital pela gestação ser de alto risco, por eu precisar tomar injeções todo dia pela trombofilia. O lado financeiro também estava mais apertado, dificultando o movimento.

Pipa nasceu, queríamos viajar antes de 1 ano, aproveitando que ela não pagava passagem. Não conseguimos. Ficou difícil priorizar a organização de uma viagem com o turbilhão que é a chegada de um bebê.

E com isso tudo, nós não só não viajamos, mas também não tiramos férias, em todo esse período.

A minha mudança de rotina dos últimos anos, com um trabalho mais flexível e autônomo, e uma licença maternidade que não foi bem uma licença, deixou tudo meio confuso.

Em dezembro do ano passado, me dei conta que estávamos há 2 anos e meio sem descansar, exceto alguns feriados estendidos ou alguns dias a mais entre Natal e Ano Novo. Férias de verdade, nada. E nem eu nem meu marido tínhamos percebido isso.

Estávamos cansados, claro. Mas colocávamos isso apenas na conta da nossa bebê pequena - tadinha rsrs.

Como a gente para de olhar pra si e deixa tanta coisa nossa passar nesse primeiro ano de uma nova vidinha né? Você que é mãe e teve licença recente, já parou pra pensar quando foi a última vez que você teve, de fato, férias?

Conversamos e decidimos que era hora. Que por mais que nossa situação financeira ainda estivesse longe do que queremos, precisávamos e merecíamos, como família, de uma viagem, de umas férias. Queríamos mostrar para a nossa filha algo que a gente ama fazer, mas que tínhamos esquecido. Queríamos fazer isso por ela, mas também por nós.

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E aí fizemos algo diferente, também: nossa preferência sempre foi por viagens urbanas ou de montanha. Praia nunca foi prioridade. Mas com bebê, ela se tornou.

Fomos para São Miguel dos Milagres, em Alagoas. A ideia era passar um período tranquilo, sem grandes funções ou passeios. Curtir e descansar, na medida em que férias com um bebê permitissem. Viver um tempo só nós três, focados em nosso pequeno núcleo familiar, algo que não fazíamos de maneira tão intensa desde os primeiros dias do nascimento dela.

E foi isso que fizemos. E um pouco mais. Pois esses dias permitiram a gente viver intensamente como família, e observar muito de perto o desenvolvimento da Pipa. Ver o mundo e a viagem pelos olhos dela. Com isso, tivemos momentos como

  • ver ela devorando dois espetinhos de camarão, em um dia que pedimos os espetinhos para nós e um prato kids pra ela - adivinhem quem comeu o que? rsrs

  • ver ela fazendo “bolos na areia” e cantando in inúmeros parabéns

  • ver ela animadíssima observando de perto peixinhos, caranguejos, sapos e macaquinhos, batendo palmas e balançando as perninhas

  • ver ela adorando andar de bici na praia - e até pegando no sono na cadeirinha

  • ver ela curtindo muito pular ondinha com a mamãe e ser jogada no alto, no mar, pelo papai

  • ver ela descobrindo o avião, a asa do avião, o céu, as nuvens

  • ver ela experimentando sorvete de caju e de graviola (sem açúcar) e água direto do coco, e comendo muito pão de queijo e melancia

Quis frisar aqui o “ver”. Eu vi de fato, com toda atenção possível. Porque eu decidi, antes de embarcar, que essa viagem mereceria que eu ficasse muito mais offline do que online.

Não acessei o Instagram nem emails, apenas um pouco de whatsapp, mas muito pontual e devagar. Incrível como me senti livre longe daquela pequena tela - com exceção do uso para fotos (os registros eram irresistíveis), o celular, ficou, em geral, esquecido. E com isso eu vivi aqueles dias de maneira tão intensa e tão presente, que de alguma forma parece que o tempo se expandiu. Fizemos tanto, curtimos tanto, tornamos os dias longos e lindos. Tudo acontecia só ali e só estar ali importava. O real é muito maior que o virtual, e essa viagem me lembrou disso.

São Miguel dos Milagres nos brindou com um mar calminho e cristalino (que achamos melhor que o do Caribe, diga-se de passagem - fomos pra Playa del Carmen no México em 2022 e não foi tudo aquilo), com praias pouco movimentadas e tranquilas (sem aquele agito ou mil vendedores abordando o tempo todo), com dois ótimos hotéis - um na praia do Patacho, o Casa Brasileira, e outro na praia do Toque, a Pousada da Amendoeira, com uma gastronomia local e deliciosa, com sol todos os dias mas sem calor escaldante, com tempo para leituras (li dois livros na viagem)… Tivemos basicamente todas as condições para que nossas primeiras férias em família fossem incríveis.

Consegui também ter três momentos só pra mim na viagem, com apoio do papai: uma massagem de pedras quentes com vista e barulhinho do mar, uma aula de ioga e uma caminhada ao nascer do sol. Em todas elas, eu só sabia agradecer por estar ali, por ter o presente de viver aquele presente.

Por poder ser eu, e por logo ali pertinho ter meu marido e minha filha me esperando e permitindo ser eu.

Foi lindo e nos lembrou que a vida é boa demais. Que o Brasil é lindo demais.

Viajem, vejam o mundo, prestigiem o nosso país, embarquem em aventuras. Tenham filhos, a maior aventura de todas. Mas não esqueçam também do que vocês gostam de fazer e das aventuras que faziam antes deles. Muitas vezes dá pra voltar a vivê-las junto com eles, com algumas adaptações.

Voltei (relativamente) descansada, motivada, feliz, mais conectada em mim e nos meus e menos nos outros. E ainda demorei mais 24h pra abrir o IG. Fiquei com preguiça, sabem? É incrível como a gente desacostuma e como um tempo longe das redes sociais nos mostra que o que mais tem de social na vida tá bem longe das redes.

Agora, pronta pra trabalhar e poder pagar a fatura do cartão dessas férias e das próximas! rsrsrs.

Seguimos correndo e caminhando juntos!

Com carinho e atenção,

Paola

Como eu tive tempo, nas sonecas da Pipa ou quando ela brincava com o papai, consegui ler dois livros incríveis nos 8 dias de viagem. Os escolhi com intenção, sabendo que eles tinham um grande potencial por serem romances com tópicos leves e histórias envolventes, ideais para férias. E acertei. Casualmente ambos eram de autoras francesas.

As pequenas alegrias conta a história de duas mães, uma que recém tinha ganhado o título e estava com um bebê na UTI, e outra que quase se despedia dele ao verem seus dois filhos adultos saindo de casa. As duas histórias se entrelaçam lindamente. Eu estava com ele na fila há alguns meses, imaginava que seria bom e guardei propositalmente para a viagem. Ainda bem!

Três conta a história de três amigos de infância, muito conectados na juventude mas que se afastam e se reconectam a partir de uma tragédia. É daqueles livros que você não quer largar e precisa saber o que vai acontecer. É da mesma autora de Água Fresca para as Flores, que eu li no início do ano e também amei. Quero ler mais livros dela, já virou uma das minhas escritoras preferidas.

Voltei com ainda mais vontade de trabalhar e tirar meus planos do papel. E a ajudar empresas e executivos a fazerem o mesmo.

É incrível como um tempo de descanso tem a capacidade de expandir e também de mudar algumas visões, de trazer novas perspectivas e prioridades. Acho que voltei com o foco mais calibrado, sabem?

Mas e então, você já conhece a minha Mentoria Escuta e Impacto 2026?

Para líderes corporativos de áreas como marketing, produto, operações, tecnologia, como gerentes, heads, CMOs ou até coordenadores, que se sentem pressionados entre a ansiedade do CEO, o desenvolvimento do time e a sua própria saúde mental, eu uni em uma mentoria o rigor dos processos à humanidade da liderança intencional.

Diferente de consultorias puramente técnicas, como mentora eu atuo como uma âncora estratégica e emocional para garantir que o líder governe com resultado, intenção e presença. O plano é sair do Modo Sobrevivência (apagando incêndios, lidando com a ansiedade do CEO e a solidão do cargo) para o Modo Governança (estratégia clara, segurança emocional, liderança humana e impacto real no resultado), através de 3 pilares: imersão inicial, mentoria mensal e acompanhamento contínuo (saiba mais de cada um deles aqui).

Não é apenas uma reunião por mês. É ter uma ‘ex-C-level‘ como braço direito para validar decisões críticas antes de serem apresentadas ao conselho ou diretoria, para acompanhar seu desenvolvimento e para escutar suas dores, durante pelo menos 6 meses.

Se você trabalha no mercado corporativo e sente que 2026 exige mais do que apenas esforço — se exige estratégia, clareza e apoio — a PZB está pronta para ser sua parceira de jornada. Para que você fique, especialmente, menos sozinho.

Saiba mais aqui e conte comigo.

(este foi um texto com uma abordagem comercial aqui no final, que se faz necessária no meu novo tipo de trabalho, como autônoma. este canal (ainda) é gratuito, e tentar atrair novos clientes para meu negócio através dele é uma forma de fazer com que ele se pague. assim, conto com o seu apoio e indicações! agradeço muito a leitura até aqui e ainda mais se puder encaminhar esse texto pra alguém que poderia se interessar).

Encaminha, vai. Nunca te pedi nada :)

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  • Leia o texto o fim da solidão, em que eu falo sobre como foi difícil pra mim me sentir sozinha na escalada corporativa - parece que quanto mais a gente cresce, menos a gente tem com quem compartilhar essa subida. Mas acho que não precisa ser assim. Se você estiver cogitando que eu seja sua mentora, acho que super vale ler esse texto e me conhecer melhor :)

  • Confira também o texto uma carreira em 3 tempos, em que eu conto como divido a minha trajetória corporativa em 3: o mercado tradicional, o mercado tech e startupeiro e a vida autônoma, e os highlights de cada um desses tempos.

  • Acesse o site em que dou todos os detalhes da Mentoria Liderança Escuta e Impacto 2026 - ficou bonitão e bem organizadinho e confesso que estou bem orgulhosa!

  • Compartilhe ou comente este texto, trazendo também as suas lições e visões sobre maternidade, viagens, liderança ou mercado corporativo.

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algumas das lindas cenas das férias - confira mais em @paolazbehs

Read the original on paolazbehs.substack.com

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