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Comunidade NBE · Jun 9, 2026

Lácteos, inflamatórios para quem?

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Nutrição Baseada em Evidências · Comunidade NBE

Na íntegra, esse artigo possui 13 páginas. Dessa forma, trouxe para esse resumo os pontos mais importantes. Como de costume, será no áudio de quinta-feira que discutirei as suas aplicabilidades práticas e contribuição geral à luz das evidências atuais.

  • Tipo de estudo: revisão sitemática

    • Incluiu 27 ensaios clínicos randomizados (RCTs);

    • Contou com aproximadamente 1500 participantes;

    • As intervenções tiveram duração entre 2 e 6 semanas;

  • Participantes:

    • Saudáveis, Sobrepeso/obesidade, Síndrome metabólica, Diabetes tipo 2, Hipercolesterolemia e Hipertensão.

  • Biomarcadores inflamatórios:

    • Principais:

      • PCR (CRP), IL-6, TNF-α, MCP-1.

    • Secundários:

      • ICAM, VCAM, Adiponectina, Expressão gênica inflamatória.

Dos 19 estudos com alimentos lácteos:

  • 10 deles não tiveram efeitos sobre marcadores inflamatórios;

  • 8 apresentaram redução na inflamação;

  • 1 apresentou resultado misto;

O estudo avaliou o impacto do consumo de:

  • Whey protein

  • Caseína

  • Proteína do leite

Todos os estudos com proteínas lácteas isoladas apresentaram resultados neutros.

A inflamação sistêmica contribui para o risco e a progressão de doenças crônicas, que por sua vez são influenciadas por diversos fatores, incluindo a dieta.

No geral, os resultados desta revisão mostram que o consumo de produtos lácteos não apresenta efeitos adversos e potencialmente apresenta efeitos benéficos, e que as proteínas lácteas não apresentam efeitos adversos na inflamação sistêmica.

Os resultados indicam que os efeitos benéficos foram relatados com maior frequência em ensaios que avaliaram populações com sobrepeso/obesas com idade média de aproximadamente 42 anos. Especificamente, dos 8 estudos que relataram resultados benéficos, 7 foram em populações com sobrepeso/obesas.

As diferenças nos resultados entre os ensaios que relataram efeitos benéficos e neutros podem ser potencialmente resultado de menor variabilidade ou maior inflamação sistêmica basal nos participantes avaliados.

A maior parte das evidências demonstra que o consumo de laticínios ou proteínas lácteas não afeta negativamente os biomarcadores de inflamação em indivíduos saudáveis ​​e em indivíduos com sobrepeso ou obesos, podendo inclusive proporcionar efeitos benéficos. Os resultados deste estudo reforçam o papel do consumo de laticínios na redução do risco de doenças crônicas. Além disso, justifica-se a realização de pesquisas específicas, com ensaios clínicos adequadamente planejados e consistentes, seguidos de revisões sistemáticas.

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Read the original on nutrilucas.substack.com

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