Na íntegra, esse artigo possui 13 páginas. Dessa forma, trouxe para esse resumo os pontos mais importantes. Como de costume, será no áudio de quinta-feira que discutirei as suas aplicabilidades práticas e contribuição geral à luz das evidências atuais.
Tipo de estudo: revisão sitemática
Incluiu 27 ensaios clínicos randomizados (RCTs);
Contou com aproximadamente 1500 participantes;
As intervenções tiveram duração entre 2 e 6 semanas;
Participantes:
Saudáveis, Sobrepeso/obesidade, Síndrome metabólica, Diabetes tipo 2, Hipercolesterolemia e Hipertensão.
Biomarcadores inflamatórios:
Principais:
PCR (CRP), IL-6, TNF-α, MCP-1.
Secundários:
ICAM, VCAM, Adiponectina, Expressão gênica inflamatória.
Dos 19 estudos com alimentos lácteos:
10 deles não tiveram efeitos sobre marcadores inflamatórios;
8 apresentaram redução na inflamação;
1 apresentou resultado misto;
O estudo avaliou o impacto do consumo de:
Whey protein
Caseína
Proteína do leite
Todos os estudos com proteínas lácteas isoladas apresentaram resultados neutros.
A inflamação sistêmica contribui para o risco e a progressão de doenças crônicas, que por sua vez são influenciadas por diversos fatores, incluindo a dieta.
No geral, os resultados desta revisão mostram que o consumo de produtos lácteos não apresenta efeitos adversos e potencialmente apresenta efeitos benéficos, e que as proteínas lácteas não apresentam efeitos adversos na inflamação sistêmica.
Os resultados indicam que os efeitos benéficos foram relatados com maior frequência em ensaios que avaliaram populações com sobrepeso/obesas com idade média de aproximadamente 42 anos. Especificamente, dos 8 estudos que relataram resultados benéficos, 7 foram em populações com sobrepeso/obesas.
As diferenças nos resultados entre os ensaios que relataram efeitos benéficos e neutros podem ser potencialmente resultado de menor variabilidade ou maior inflamação sistêmica basal nos participantes avaliados.
A maior parte das evidências demonstra que o consumo de laticínios ou proteínas lácteas não afeta negativamente os biomarcadores de inflamação em indivíduos saudáveis e em indivíduos com sobrepeso ou obesos, podendo inclusive proporcionar efeitos benéficos. Os resultados deste estudo reforçam o papel do consumo de laticínios na redução do risco de doenças crônicas. Além disso, justifica-se a realização de pesquisas específicas, com ensaios clínicos adequadamente planejados e consistentes, seguidos de revisões sistemáticas.

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