Segundo uma fonte de segurança, citada pela Sana, "um engenho explosivo atingiu" o autocarro, numa zona rural nos arredores de Damasco, causando "um certo número de feridos", tendo sido aberta uma investigação para apurar as circunstâncias do ataque.
As autoridades não precisaram o número de feridos.
A Síria, desde o fim da guerra civil (2011-2024), tem registado vários episódios de violência ligados ao Estado Islâmico.
No início de agosto, a explosão de um autocarro deixou 14 feridos em Jaramana, uma cidade próxima de Damasco onde vivem comunidades cristãs e drusas.
No mês passado foram detidos três homens ligados ao EI por ligações ao atentado também em Damasco durante a visita do Presidente francês, Emmanuel Macron.
As autoridades sírias disseram acreditar que os três são responsáveis pelas duas explosões perto do Ministério do Turismo, que mataram uma pessoa e feriram 36 durante a visita oficial do Presidente francês à capital síria.
As detenções fazem parte da campanha lançada pelas novas autoridades sírias contra as células do EI, na sequência da queda do regime do ex-presidente sírio Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
O Ministério sírio disse, no mês passado, ter detido 235 suspeitos de pertencerem ao EI e frustrado sete operações planeadas ao longo de um período de três meses, numa ofensiva que desmantelou células nas províncias de Hama, Alepo, Deir ez-Zor, Homs e Damasco.
O ataque de 07 de julho com dois engenhos explosivos ocorreu na capital síria, uma semana depois de uma explosão perto do Palácio da Justiça que causou dez mortos.
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