Bom dia,
A pergunta mais comum que vejo escritores fazendo é: “o que achou do meu texto?”. Acontece o tempo inteiro no grupo do Ninho no Telegram, onde pessoas podem enviar seus escritos e pedirem feedback de outros participantes.
O problema dessa pergunta é que ela é um pedido de opinião feito no vácuo. Respostas comuns tendem a ser variações de “gostei”, “não gostei” ou “tem que melhorar isso e aquilo”.
Gostei e não gostei nos dizem muito pouco sobre como o texto está sendo lido, sentido e pensado pelas leitoras. Tem que melhorar isso e aquilo até parece uma resposta melhor, mas é pouco mais do que uma opinião sobre o que a pessoa leitora acha que é um bom texto, não uma resposta ao que está sendo criado.
Para fazermos perguntas melhores sobre nossos textos, precisamos saber o que queremos que o texto ofereça aos leitores. Qual ideia quero apresentar, qual sentimento quero estimular, quais perguntas quero fomentar?
Quando sei o que quero dizer e expressar com um texto, todo o trabalho de planejamento, escrita e edição fica mais fácil. Além disso, torna-se possível fazer perguntas específicas para nossas leitoras:
O que você sentiu neste capítulo?
No seu entendimento, quais são as motivações deste personagem?
Alguma pergunta importante para a história ficou sem resposta no final do texto?
E por aí vai.
Dia 22 de fevereiro, domingo, das 9h às 11h, faremos nossa próxima oficina online gratuita e aberta do Ninho de Escritores. Desta vez, vamos estudar e praticar a criação de personagens em histórias de ficção.
Caso queira participar, por favor inscreva-se aqui:
Com carinho,
Tales
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