Escrevo para contar algumas coisas legais que estão rolando aqui pelo Ninho de Escritores. ✍️🌿
No encontro desta semana, conversamos sobre fazer um manifesto artístico, algo que estabeleça regras ou ideais a serem buscados no nosso fazer enquanto escritores. Fomos inspirados pelo livro Aprender de coração, de Corita Kent e Jan Steward, no qual há uma lista de regras que são muito bacanas.
Começaremos oficialmente a leitura do livro Palavra por Palavra amanhã (3 de agosto), porém já abrimos o grupo para introduções iniciais e compartilhamos livros e autores que escolhemos para nos apresentar.
Uma das participantes compartilhou um trecho do livro Vertigem – a coragem de encarar o vazio e escutar o seu corpo, de Lela Brandão:
“Raramente aprendemos a escutar o que sentimos por conta própria. Aprendemos pela escuta que recebemos ou pela falta dela. Se ninguém se importou de verdade com a nossa preocupação, se a nossa raiva foi tratada como excesso, se o nosso cansaço foi lido como fraqueza, é assim também que passamos a falar com nós mesmas.”
Outro participante compartilhou um trecho de Escritos políticos, de Franz Fanon:
As autoridades da Legião correm esse perigo e, para esconjurá-lo, empenharam-se em destruir as esperanças do eventual desertor numa acolhida compreensiva por parte das unidades do ELN. Assim, inculcaram nas tropas o medo da resistência, na qual os moudjahidin, que não respeitariam as leis da guerra, não deixariam de tornar o desertor objeto de sua vendeta e de sua paixão sanguinária.
“O estado-maior da Legião não recua e, por premência da causa, recorre aos meios mais degradantes. Muitas vezes maquiou soldados ou civis mortos em combate como desertores da Legião massacrados pelo ELN. Vittorio Fantini relata um exemplo específico dessas encenações macabras. Três de seus colegas de promoção, todos italianos como ele, desertaram em maio de sua unidade. Um verdadeiro vento de desmoralização varreu a companhia. A reação dos estados-maiores não se fez esperar: anunciou-se imediatamente a morte dos três desertores, sob os golpes do ELN. Três dias depois, três corpos mutilados de legionários foram transportados para o acampamento, os rostos talhados à faca estavam completamente irreconhecíveis. De início, Vittorio Fantini acreditou na versão de seus comandantes. Mais tarde ficou sabendo que se tratava dos corpos de três colonos franceses. Depois de vesti-los de legionários, as autoridades mandaram mutilá-los para semear o terror no acampamento e desencorajar eventuais deserções. Quanto aos três desertores, estão bem vivos e escreveram de Milão para o amigo Vittorio Fantini contando sua aventura. São os ex-legionários Mario Gattulli, Benito Fabri e Lino Balelio.”
Compartilhei no Instagram três temas/propostas de escrita para quem estiver sem ideias e quiser um pouquinho de inspiração. O link direto está aqui.
Além do Círculo e do Clube de Leitura, também ofereço mentorias individuais para desenvolvimento de projetos de escrita (ou para quem quer aprender a escrever) e estou planejando oficinas presenciais em São Paulo.
Caso queira saber mais ou fazer parte dos projetos, basta responder aqui ou acessar o site do Ninho.
Com carinho,
Tales
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