Oi, tudo bem?
Acabou de começar a chover aqui. Acho que é o clima ideal pra escrever alguma carta mais longa para alguém. Talvez não seja o preferido do carteiro que vai levar a carta ou, no caso desse email, espero que você esteja com luz.
2025 acabou e o que nós temos agora é um epílogo onde tudo é problema do ano que vem. Mesmo sabendo que é logo mais, parece que tudo que está para o ano que vem vai acontecer em uma outra vida. Acho ótima essa dissonância cognitiva para a minha ansiedade. Seria muito bom conseguir emular isso em outras ocasiões.
Então, como o ano já está nos finalmentes e eu tenho gostado de ler retrospectivas (e textos sobre processos e rotinas, de trabalho ou não), resolvi entrar nessa moda.
Eu acho que a moda já está fora de moda, né? - Von, Ronnie
Essa citação do Ronnie Von está salva no modelo de newsletter que eu criei no início desse ano. É uma citação que eu gosto — nem é tão boa na real, mas rola no meio de um disco psicodélico do Ronnie e é a maior enrolação no meio das músicas. Sempre imagino isso em um vinil. É o disco Ronnie Von de 68 se você estiver curioso. Imagina teu avô ouvindo isso na vitrola em 68.
2025 foi um ano curioso pra mim. Foi bom, mas assinei poucos projetos. Tive a sorte de participar de bons projetos e com pessoas muito talentosas e o “tempo livre” usei para investir em projetos pessoais e outros objetivos profissionais que eu sempre adiava. Fui em festivais e, por acaso, também falei em dois festivais (o Frapa e o Série Lab). Achei tão bom que pretendo manter essa rotina nos próximos anos se for possível.
Fiquei muito feliz de sair em uma antologia da Editora Pesadilla, “Vias Insólitas”, mas não escrevi um outro livro, que é o que eu queria já ter feito há algum tempo. Segue na minha lista de “para fazer depois”. Espero que em 2026 ele finalmente passe para a lista de “para fazer amanhã” e, finalmente, “para fazer hoje”, que são as três listas que eu tenho.
Pessoalmente, foi um ano muito bom. Passei bastante tempo com o meu filho e pudemos fazer coisas muito legais juntos. Acho que a maior vantagem de ter um trabalho com o horário mais flexível é poder estar tão presente na rotina dele. Agora, com 6 para 7 anos, temos jogado mais videogame juntos e zeramos alguns jogos. Apresentei o “Zelda Breath of the Wild” (Zelda Baforada do Mato ou algo assim em português) para ele e agora as paredes do quarto dele são só adesivos do link.
Tirei poucas fotos esse ano, ainda mais depois que a cachorra quebrou a minha lente preferida, mas agora no fim do ano voltei a carregar a câmera comigo mais. Inclusive, nesse tema de hobbie e fotografia, indico o documentário “Finding Vivian Maier” (Descobrindo Vivian Maier, talvez). É sobre uma mulher que tirou infinitas fotografias, mas elas só foram descobertas quando um cara aleatório comprou o acervo dela em um leilão de depósito pessoal. O lance é que as fotos dela são incríveis e aí o documentário fica tentando descobrir quem era essa pessoa e porque ela nunca mostrou essas fotos para ninguém. Independente da qualidade, o lance é que ela carregava a câmera com ela o tempo inteiro e realmente gostava de tirar fotos.
Também voltei a fazer yoga e há seis meses faço aulas de bateria e já consigo tocar algumas coisinhas, mas, como disse pro professor, não tenho nenhuma intenção de montar uma banda ou qualquer coisa do tipo. Estou tocando porque achei que ia ser divertido e é, e eu precisava fazer alguma coisa pra não ficar só na rotina casa/trabalho (que acontecem fisicamente no mesmo lugar).
Além da bateria, aprendi coisas novas em 2025. A mais legal foi programar em Python, que eu usei pra fazer alguns scripts. O mais recente é o script que gera RSS do meu podcast. O podcast segue de lado, mas eu não vou mais precisar tirar do ar graças ao Python. Agora ele está hospedado em um serviço muito mais barato, mas eu preciso cuidar da atualização do feed. Com o script eu não só consegui atualizar todos os arquivos para apontarem para a nova hospedagem, mas consigo incluir um novo em segundos. Também mexi mais com HTML e CSS. Todos os projetos que eu apresentei para produtoras durante o Frapa, eu tinha feito a apresentação usando Reveal.JS. Um jeito bonitinho de fazer apresentações e que eu consigo deixar online com um site e atualizar sem precisar ficar reenviando novos arquivos pras pessoas.
Falei uns lances bem nerds nesse último parágrafo e, pra equilibrar, esse ano eu passei a deixar o telefone mais de lado, às vezes até em outro cômodo. Faço isso principalmente quando eu estou com o meu filho. Ao mesmo tempo eu desisti de abandonar todas as redes sociais e essas coisas. Tô lá. Leio, posto, às vezes mais, às vezes menos. Vamos ver o que rola em 2026.
“Vamos ver o que rola em 2026.” Falei como se fosse em outra vida e já tem reunião marcada em Janeiro. Mas vamos ver o que rola.
Entrevista com a Pedra e outros contos, meu livro em ebook na Amazon.
Eu gosto do fastmail. Uso pro meu email profissional e pra hospedar um site estático com meu portfólio (nigelgoodman.com.br).
Escrevo roteiros usando o Fade In. Textos e arquivos maiores no Obsidian. Notas e desenhos nos cadernos da Bekobooks da Samanta Flôor.
O b2 da backblaze é o armazenamento que eu uso para backup das minhas fotos e roteiros… e para os arquivos do podcast. E o plano grátis do cloudflare é o que eu uso pra entregar os arquivos e a página podcastnigelgoodman.com.br.
Abs,
N
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