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MIDIACOM-RJ · Mar 13, 2026

A mídia tradicional segue viva. E não pretende parar

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Na prática, o que vemos não é uma substituição, mas uma evolução conjunta com a internet. É quase uma simbiose. À medida que a tecnologia avança, os meios tradicionais acompanham o movimento, incorporando novas plataformas sem abrir mão de algo que sempre foi seu diferencial: credibilidade.

Esse dinamismo também aparece nos números da economia. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de Informação e Comunicação foi um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro em 2025, registrando alta de 6,5%. Essa expansão ajudou o Produto Interno Bruto (PIB) do país a alcançar R$ 12,7 trilhões, com crescimento total de 2,3% no ano.

Outro indicativo do fortalecimento do setor veio dos investimentos estrangeiros. Dados do Banco Central, analisados pelo Ministério das Comunicações, apontam que o Brasil recebeu US$ 7,44 bilhões (R$ 39,1 bilhões) em investimentos em telecomunicações em 2025, um aumento de 20,4% em relação ao ano anterior.

Tudo isso mostra que o ecossistema da comunicação segue em expansão e transformação.

Quando se fala em rádio, ainda há quem diga que ele ficou no passado. Mas os números mostram justamente o contrário.

O Ministério das Comunicações registrou um crescimento histórico na concessão de outorgas para novas emissoras: um aumento de 264% em comparação com o governo anterior, mais do que triplicando o número de autorizações para funcionamento de rádios no país.

Como destaca o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho:

“Em um país com dimensões continentais como o Brasil, o rádio é muito mais do que um meio de comunicação. É cidadania. É o canal que leva informação, prestação de serviços e entretenimento a quem mais precisa, especialmente onde outros meios não chegam.”

E o futuro do áudio parece ainda mais promissor. Segundo estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, 71% dos executivos de mídia pretendem ampliar investimentos em produtos de áudio neste ano, incluindo rádio e podcasts.

O estudo, que ouviu 280 líderes de mídia de 51 países, também mostra uma tendência interessante: com o crescimento da inteligência artificial e do conteúdo automatizado, cresce também a valorização de vozes humanas e jornalismo confiável. Para 52% dos executivos, essa mudança tende a fortalecer ainda mais o consumo de conteúdo em áudio.

A televisão também segue com enorme relevância no consumo de mídia no Brasil.

Dados da Kantar IBOPE Media mostram que a TV aberta ainda responde por mais de 60% do consumo de vídeo no país. Ou seja: mesmo com a explosão das plataformas digitais, a televisão continua sendo uma das principais janelas de informação e entretenimento para milhões de brasileiros.

É pela televisão que muita gente se conecta com os grandes acontecimentos do país e do mundo com rapidez e confiança. Ela continua criando tendências, mobilizando conversas e emocionando públicos de todas as idades.

Enquanto novas plataformas surgem, a TV mostra sua capacidade de adaptação: integra redes sociais, dialoga com o streaming, investe em novos formatos e mantém sua força como meio de alcance massivo.

Para as marcas, isso continua sendo decisivo. Quem busca construir narrativa, credibilidade e impacto ainda encontra na televisão uma das plataformas mais eficazes de comunicação.

Os jornais e revistas também vivem um processo claro de transformação.

Hoje, boa parte do consumo de notícias migrou para o ambiente digital, mas a força das marcas jornalísticas permanece. Segundo o Digital News Report 2025, do Reuters Institute, 42% dos brasileiros afirmam confiar na imprensa tradicional, índice superior à média mundial de 40%.

Mesmo com a mudança de hábitos de leitura, os veículos impressos continuam relevantes. Dados do Instituto Verificador de Comunicação indicam que apenas os jornais pagos auditados no Brasil somam mais de 1,16 milhão de exemplares de circulação média, enquanto revistas auditadas registram mais de 136 mil exemplares em média.

Além disso, muitos desses veículos ampliaram seu alcance ao integrar suas redações com plataformas digitais, podcasts, newsletters e redes sociais, expandindo o público para além do papel.

Na prática, o jornalismo continua sendo um pilar essencial para a sociedade, seja nas bancas, nos aplicativos ou nas redes. A mídia tradicional continua firme. Não como algo estático, mas como um sistema em constante transformação.

Rádio, televisão, jornais e revistas seguem fazendo aquilo que sempre fizeram de melhor: informar, conectar pessoas e ajudar a interpretar o mundo, agora integrados a novas plataformas e novos hábitos de consumo.

Porque, no fim das contas, a mídia não acaba. Ela evolui.

Read the original on midiacomrj.substack.com

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